Rio -  A energia é um dos insumos mais consumidos nas empresas e, no Brasil, também é um dos mais caros. De acordo com pesquisa feita pela Firjan, o país possui a quarta energia mais cara no mundo. O que muitos não sabem é que existe opção mais vantajosa para alguns padrões de consumo: o mercado livre de energia.
Essa modalidade de contratação beneficia companhias com grande demanda energética, acima de 0,5 MW, ou R$ 75 mil por mês. É possível escolher fornecedores de energia, com uma melhor adequação das ofertas do mercado e suas necessidades.
Grandes companhias têm aderido a esta gestão de recursos, que permite negociar condições, preços e prazos e reagir às oscilações do setor. O segmento é responsável por cerca de 30% do consumo energético no país, enquanto na Europa todos os consumidores podem escolher o fornecedor desde 2007.
No Ambiente de Contratação Livre, é possível optar entre fontes de energia tradicionais, como hidrelétrica, carvão e óleo, ou limpas, como eólica, gás natural, biomassa, solar ou biogás. As escolhas são feitas de acordo com uma análise de mercado, que toma como base não apenas os melhores preços, mas também ferramentas de previsão do médio e longo prazo.
É necessário compreender que o setor de energia sofre oscilações, é impactado por fatores como o clima e ações governamentais. O mercado livre de energia também sente esta volatilidade, mas as empresas que possuem contratações em longo prazo, baseadas em estratégias e previsões de especialistas, conseguem evitar surpresas e gerar benefícios.
Mestre em Economia pela Unicamp e diretor-executivo do Grupo Safira