'Ninguém foge ao seu destino', diz mãe de garoto morto na Av. Brasil
POR MARCELLO VICTOR
Amigos da vítima sentam e choram a morte ao lado do corpo do menino, na altura do Parque União, no Complexo da Maré: o atropelador fugiu | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Vizinhos da vítima na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, estavam revoltados com a mãe do menino, que também seria usuária de drogas e não cuidava dele e do irmão de 14 anos, criados pela avó Marta Marli, 58. Antes de passar mal e ser socorrida no enterro de Rafael, Marta disse que vai pedir a guarda de X.
O pai dos meninos também era viciado e foi morto quando Rafael tinha apenas um ano de idade.
“Está aí o retrato de uma criação sem mãe, sem carinho. Somente a avó deu atenção a esse menino. Os pais nunca deram bons exemplos a ele. Infelizmente, as drogas deram ao Rafael o mesmo destino do pai”, criticou a manicure Aline Neves, 33, amiga da avó de Rafael.
“Está aí o retrato de uma criação sem mãe, sem carinho. Somente a avó deu atenção a esse menino. Os pais nunca deram bons exemplos a ele. Infelizmente, as drogas deram ao Rafael o mesmo destino do pai”, criticou a manicure Aline Neves, 33, amiga da avó de Rafael.
Tio de Rafael, Paulo César, 29, contou que o garoto era inteligente e carinhoso. “O Rafael era um menino adorável antes de se envolver com as drogas”, lamentou. O motorista atropelador fugiu sem prestar socorro e está sendo procurado pela polícia, que analisa câmeras da CET-Rio para identificar o carro.
785 crianças e adolescentes recolhidos
A Prefeitura do Rio informou que, desde o dia 31 de março de 2011, quando deu início às operações conjuntas com órgãos de segurança para o combate ao crack, foram promovidas 146 ações nas principais cracolândias do município.
Ao todo, segundo o órgão, foram 6.228 acolhimentos, sendo 5.423 adultos e 785 crianças e adolescentes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário