Rio -  Conviver com a falta de serviços básicos não é o único problema para quem vive em alguns pontos no entorno do Sambódromo, conforme O DIA mostrou na terça-feira.
O Túnel Martins de Sá — que tem 300 metros de extensão e liga a Rua Frei Caneca à Rua do Riachuelo e à Avenida Henrique Valadares — se encontra em total estado de abandono. Infiltrações, goteiras e iluminação precária são as queixas que mais se repetem.
Moradores de rua, que dormem e passam o dia no túnel, também retratam um lado muito diferente do luxo e ostentação conhecidos nos desfiles das escolas de samba. A reportagem flagrou até mendigos fazendo suas necessidades fisiológicas no túnel.
Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Goteiras e infiltrações são marcas registradas do túnel | Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
“Todo dia vejo este tipo de cena. É lamentável. Ainda tem as goteiras que molham nossas cabeças. É muita sujeira aqui dentro. Enquantoo Sambódromo está lindo, outros pontos próximos estão abandonados”, criticou o aposentado Roberto Cardoso Santos, 70.
Para a Prefeitura, esse quadro de abandono não existe. A Secretaria Municipal de Conservação informou que realiza vistorias semanais nas pistas e vias de acesso, e serviços de manutenção são executados por equipes da Coordenadoria Geral de Conservação, Comlurb e Rioluz. 
O túnel possui 104 refletores e equipes da Rioluz executam serviços de manutenção a cada 15 dias.
“A via é atendida diariamente pela Comlurb com varrição mecanizada a partir das 7h. Em ambos os lados, garis fazem a remoção do lixo público e varrição. Recentemente, a via foi completamente recapeada e recebeu a pintura da sinalização horizontal”, disse a Secretaria por meio de nota.
Cambistas detidos no Sambódromo
Oito suspeitos de serem cambistas foram detidos na manhã desta quinta-feira. Segundo policiais, eles vendiam ingressos para os desfiles das escolas do Grupo de Acesso (Série A) e do Grupo Especial, próximo do setor 11 do Sambódromo, no Rio.
Cerca de dez homens da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT) levaram os suspeitos para a delegacia, onde vão responder em liberdade por crime contra a economia popular. Caso sejam condenados, podem pegar até dois anos de prisão.
De acordo com o delegado assistente da DEAT, Rodrigo Brand, 14 bilhetes foram apreendidos. “Pode ter mais bilhetes com outros cambistas, que vendiam os ingressos de arquibancada a preços absurdos. Cada um custava R$ 10 nas bilheterias, mas com eles, saíam a R$ 50 cada. As operações vão continuar”, garantiu.
Os ingressos, que estão esgotados nas bilheterias do Sambódromo, eram vendidos para os setores 12 e 13 do Grupo Especial e para diversos setores da arquibancada nos desfiles das escola da Série A.