terça-feira, 29 de outubro de 2013

Duas pessoas detidas em protesto na Fernão Dias permanecem presas

Duas pessoas detidas em protesto na Fernão Dias permanecem presas

Protesto ocorreu por conta da morte de jovem de 17 anos causada por um disparo supostamente acidental da arma de um policial militar

AGÊNCIA BRASIL
São Paulo - Foram liberadas, por volta das 6h30 desta terça-feira, 32 pessoas por participação nos atos de vandalismo que provocaram o bloqueio nesta segunda-feira à noite da Rodovia Fernão Dias, na região de Guarulhos. Segundo a Polícia Militar, cerca de 90 pessoas foram detidas e duas permanecem presas.
Durante o protesto, foram incendiados cinco automóveis, dois caminhões e dois ônibus. De acordo com Bruno Guilherme de Jesus, delegado de plantão no 39º Distrito Policial, na Vila Gustavo, algumas lojas foram saqueadas e uma pessoa, baleada.
Pelo menos dois caminhões, dois ônibus e cinco carros foram incendiados durante protesto em SP
Foto:  Fernando Donasci / Folhapress
O delegado informou que as 32 pessoas foram liberadas por falta de provas e que apenas duas continuam presas por ainda não ter sido possível reconhecer suas identidades. O delegado aguarda a conferência das suas impressões digitais para que também sejam liberadas.
Segundo o delegado, pelo menos 20 detidos tinham passagem pela polícia, a maioria por roubo, furto e tráfico de drogas. O delegado informou ainda que os acusados poderão ter de responder por dano qualificado, incêndio e furto.
Morte de jovem de 17 anos foi o estopim para onda de protestos violenta
A morte do estudante Douglas Rodrigues, de 17 anos, no último domingo, causada por um disparo supostamente acidental feito por um policial militar, provocou uma onda de protestos violenta nesta segunda-feira na Rodovia Fernão Dias, na região do Jaçanã, na Zona Norte de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, cinco ônibus e dois caminhões foram incendiados.
Manifestantes ateiam fogo em ônibus e caminhões durante o protesto contra a morte do garoto Douglas, na rodovia Fernão Dias
Foto:  Beto Martins / Futura Press / Folhapress

O soldado, identificado como Luciano Pinheiro, de 31 anos, foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção) e preso por determinação da PM. As manifestações se intensificaram no fim da tarde, após o enterro do estudante. Por volta das 19h20, um grupo de radicais dirigiu um caminhão-tanque pela rodovia. Depois de os primeiros veículos serem incendiados, a Polícia Militar chegou à região para dispersar os manifestantes.
A família do jovem morto diz que ele passava com o irmão de 12 anos em frente a um bar da Rua Bacurizinho, quando um PM que chegou ao local para averiguar uma denúncia atirou. O incidente gerou um violento protesto de moradores da Vila Medeiros, que incendiaram três ônibus, atiraram pedras em veículos e saquearam caminhões e comerciantes locais, no domingo.

    Nenhum comentário: