terça-feira, 29 de outubro de 2013

Presidenta Dilma lamenta morte de estudante baleado por PM em SP

Presidenta Dilma lamenta morte de estudante baleado por PM em SP

Após enterro de jovem, população interditou a rodovia Fernão Dias e incendiou pelo menos dois ônibus, dois caminhões e cinco automóveis

O DIA
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff lamentou a morte do jovem Douglas Rodrigues, de 17 anos, vítima de um disparo supostamente acidental feito por um policial militar na Zona Norte de São Paulo. A bala atingiu o tórax do garoto após abordagem policial. O pronunciamento foi feito em sua conta no Twitter nesta terça-feira.
"Foi com tristeza que soube da morte do jovem Douglas Rodrigues, de apenas 17 anos, na zona Norte de SP. Nessa hora de dor, presto minha solidariedade a sua família e amigos”, escreveu.
"Assim como Douglas, milhares de outros jovens negros da periferia são vítimas cotidianas da violência. A violência contra a periferia é a manifestação mais forte da desigualdade no Brasil”, acrescentou.
Onda de protestos violenta em rodovia de SP
A morte do estudante, no último domingo, provocou uma onda de protestos violenta nesta segunda-feira na Rodovia Fernão Dias, na região do Jaçanã, na Zona Norte de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, dois ônibus, dois caminhões e pelo menos cinco automóveis foram incendiados.
Pelo Twitter, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que “a comoção legítima da família não pode ser usada por vândalos como pretexto para a depredação”. Até o fim da noite desta segunda-feira, o tráfego na Fernão Dias que liga São Paulo a Belo Horizonte continuava interrompido, sendo liberado somente por volta das 6h da manhã desta terça-feira.
Pelo menos dois caminhões e dois ônibus foram incendiados durante protesto em SP
Foto:  Fernando Donasci / Folhapress
O soldado, identificado como Luciano Pinheiro, de 31 anos, foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção) e preso por determinação da PM. As manifestações se intensificaram no fim da tarde, após o enterro do estudante. Por volta das 19h20, um grupo de radicais dirigiu um caminhão-tanque pela rodovia. Depois de os primeiros veículos serem incendiados, a Polícia Militar chegou à região para dispersar os manifestantes.
A família do jovem morto diz que ele passava com o irmão de 12 anos em frente a um bar da Rua Bacurizinho, quando um PM que chegou ao local para averiguar uma denúncia atirou. O incidente gerou um violento protesto de moradores da Vila Medeiros, que incendiaram três ônibus, atiraram pedras em veículos e saquearam caminhões e comerciantes locais, no domingo.

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