Brasília -  O desempenho das instituições privadas melhorou mais do que o das públicas na avaliação do Ministério da Educação sobre o ensino superior. O crescimento é discreto e ainda deixa o resultado das faculdades particulares distante dos obtidos pela rede pública, mas foi comemorado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
O MEC divulgou nesta quinta-feira as notas dos cursos de graduação avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2011 – bacharelado e licenciatura em biologia, ciências sociais, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, música, pedagogia, química, licenciatura em educação física, arquitetura e urbanismo, licenciatura em artes visuais, computação; oito grupos de diversos cursos deengenharia e cursos tecnológicos das áreas de controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura e produção industrial.
Além do desempenho dos estudantes que cursam o último ano na prova, são levados em conta para formar o Conceito Preliminar de Curso (CPC) a infraestrutura e a organização didático-pedagógica das graduações e a avaliação dos professores (número de mestres, doutores e o regime de trabalho deles). Este ano, ganhou mais peso na nota o fato de os educadores se dedicarem em tempo integral para a instituição. O indicador varia em escala de 1 a 5, sendo que 1 e 2 são considerados desempenho insatisfatório; 3, razoável; e 4 e 5, bom.
Do total de 4.703 graduações da rede privada avaliadas em 2011, 22,3% tiveram CPC 4. A nota é 14,8 pontos percentuais maior do que na última avaliação feita para esses cursos em 2008 – as graduações são divididas em três grupos e cada um deles é avaliado em um ano. Na época, apenas 7,5% dos cursos possuíam esse conceito e só 11 cursos receberam a nota máxima, 5. Agora, 82 tiveram a mesma avaliação. Eles representam pouco ainda diante do universo avaliado na rede privada: 1,7%.
As faculdades particulares também cresceram em conceito 3, considerado razoável. O número de cursos nesse nível de ensino aumentou de 1.676 para 2.065. Por outro lado, a quantidade de cursos com conceito ruim (2) caiu. Em 2008, 21% dos cursos encontravam-se nessa situação, percentual que foi reduzido para 12,7% em 2011.
A rede pública mantém o padrão de desempenho superior ao da rede privada. A quantidade de cursos com a nota máxima se manteve quase a mesma nos últimos três anos. Em 2008, 4,4% estavam nessa faixa de avaliação. Em 2011, caiu para 4,2%. Os cursos com nível 3 e 4 melhoraram em 8,7 e 12,2 pontos percentuais, respectivamente.
Ao todo, 7.576 cursos (incluindo os que são dados pela mesma instituição em unidades diferentes) foram avaliados. Do total, 62% dos cursos analisados em 2011 eram da rede privada e 38% das públicas. O CPC faz parte do Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes).
As informações são da repórter Priscilla Borges, do iG