Rio -  Trinta shows por mês. A impressionante marca é do grupo Sambô, que vem conquistando o País com sua mistura de rock e batucada: o recém-lançado CD e DVD deles, ‘Estação Sambô’, é o álbum mais vendido do iTunes nas últimas semanas. Nessa concorrida agenda, está incluída uma temporada no Vivo Rio, nas próximas terças-feiras de janeiro e no dia 4 de fevereiro, com uma roda de samba ao lado de Thiaguinho. “A gente está viajando bastante, de Norte a Sul. Estamos tocando todo dia, está bem puxado, até. Mas que bom que a galera está gostando e nos convidando para fazer shows”, comemora o vocalista Daniel San.

Grupo comemora boa fase | Foto: Divulgação
Grupo comemora boa fase | Foto: Divulgação
A temporada no Rio, aliás, tem um gostinho a mais. “Em 2005, morei em Copacabana, fui batalhar com a música e me dei muito mal. Nossa, o que eu andei a pé, no meio de túnel, ralando!”, lembra San. “Foi uma surpresa a primeira vez que a gente cantou na Fundição Progresso, estava cheio e tinha muita gente cantando. Para mim, é um negócio muito especial tocar e ver a casa cheia aí”.
E pensar que a banda começou despretensiosamente, há sete anos, em Ribeirão Preto, São Paulo, quando alguns amigos se reuniram para fazer um som num aniversário. “Uma turminha veio pedir pra gente tocar rock’n’roll. A gente arriscou ‘Mercedes Benz’, da Janis Joplin, que a gente toca até hoje”, conta Daniel San. “Fomos sendo chamados para outros aniversários, casamentos... Sentimos que a banda tinha os elementos certos para tocar qualquer coisa”, diz ele.
Além de San, os outros integrantes também são daquela época: Sudu Lisi (bateria), Ricardo Gama (teclado), Júlio Fejuca (cavaquinho, guitarra e banjo), Max Leandro (surdo e rebolo) e Zé da Paz (pandeiro).
No CD e DVD ‘Estação Sambô’, o segundo do grupo, eles ainda contam com as participações especiais de Thiaguinho, Péricles, Di Ferrero (do NX Zero) e Sidney Magal. “O primeiro CD tinha três músicas de nossa autoria. O novo tem nove, o som está ficando mais com a nossa cara”, afirma San.
Tantos shows têm seu preço: sobra pouco tempo para estar com a família. Mas eles não reclamam. “Vou aproveitar o momento. É a hora da decolagem, a gente tem que estar a todo vapor”, diz o vocalista.
Mas, apesar de tanto sucesso, o Sambô não é unanimidade. “Tem uns fãs de rock radicais que não gostam da mistura de samba e rock. Se ela for bem-feita, não vejo problema, e olha que sou roqueiro.Imagino uma banda cubana, por exemplo, fazendo um versão salsa do Led Zeppelin. O brasileiro gosta de samba, a gente usa a nossa raizpara fazer”.