Rio -  Fazer o país crescer, preservando empregos e renda, é o nosso grande desafio em 2013. Governo, empresários e trabalhadores precisam acreditar que é possível reverter o pessimismo em relação ao crescimento do PIB, que ficou abaixo do esperado em 2012. Basta que cada um faça a sua parte e que os médios grandes empresários mergulhem na empreitada, seguindo o exemplo dos empreendedores que estão à frente das mais de 6 milhões de micros e pequenas empresas, responsáveis pela maior parte das contratações e manutenção do emprego.
Do governo e seus agentes se esperam mais seriedade e controle nos gastos, uma máquina estatal mais enxuta e sem empreguismo, mais empenho na execução das grandes obras de infraestrutura programadas, além de empenho nas reformas mais urgentes, como a tributária, a trabalhista e da Previdência.
Do Legislativo se esperam menos polêmicas e mais compromisso com as reformas e na busca de soluções para os grandes problemas do país. É frustrante vermosparlamentares transformados em meros debatedores de Medidas Provisórias baixadas pelo Executivo.
Dos grandes, médios, pequenos e microempresários, espera-se arrojo para investir e criar empregos. A presidenta Dilma já deu provas de que está empenhada nessa empreitada, ao adotar a desoneração da folha de pagamentos e a redução de impostos, como o IPI, para setores de grande potencial de geração de empregos.
Mas, se as grandes e médias empresas são responsáveis pela maioria dos empregos e pelo grosso da massa salarial, não se pode ignorar a força das pequenas empresas e das micros. Responderam pela maioria das contratações de janeiro até o final de novembro.
Se cada um de nós fizer a sua parte, acreditar e trabalhar com seriedade e honestidade, o Brasil chegará ao final do ano mais rico, mais bonito e mais justo.
Consultor, diretor do Grupo Candinho Assessoria Contábil