Rio -  O Grande Rio é a região metropolitana em que a média de idade da população está crescendo mais rápido. Esse Rio mais velho precisa de cuidados especiais, de políticas adequadas. E não apenas para os idosos: dados do censo do IBGE mostram que vivem só no Município do Rio cerca de 400 mil pessoas com alguma deficiência.
Mais do que o andar ou ter os cinco sentidos, a principal limitação dessa parcelaexpressiva da população é a invisibilidade diante de órgãos públicos. Para mudar a situação, é urgente ampliar as políticas de inclusão.
Levantamento recente da ONG Rio Como Vamos ilustra bem o problema. Nada menos de 70% dos cariocas reclamam da locomoção nas ruas e calçadas.
Dois em cada três dizem que falta respeito ao espaço dos deficientes/idosos, e 62% se queixam do acesso ao transporte público. Números preocupantes e que refletem a dura realidade de idosos e portadores de deficiência.
Tornar o metrô, os trens e os ônibus mais acessíveis é uma guerra a ser vencida com dedicação e esclarecimento, dia após dia. O direito de ir e vir é consagrado, e não por acaso consta da Declaração Universal dos Direitos Humanos. No nosso Rio, há sinais de que essa realidade começa a ser compreendida de forma abrangente. É o caso do Plano Estratégico da cidade 2013/2016, que prevê a revitalização de 700 m² de calçadas e de cinco mil m² de rampas em diferentes áreas, por meio do programa Rio Acessível.
É um passo importante, inegavelmente. A caminhada, contudo, é bem mais longa. A inclusão plena de idosos e deficientes passa, obrigatoriamente, por uma mudança de consciência. A sociedade, em seu conjunto, dos trabalhadores do transporte no seu duro cotidiano aos empresários do setor, do cidadão comum à mais alta autoridade, precisa compreender que respeitar os direitos dos idosos e dos deficientes é, no fundo, cuidar do próprio futuro. Ninguém é jovem e ágil para sempre, por mais que a medicina avance.
Deputado estadual pelo PSB e presidente da Comissão de Transportes da Alerj