Rio -  Os investidores estão passando por uma nova realidade no Brasil. Com a redução da taxa básica de juros, investimentos conservadores deixaram de ser atrativos e tudo indica que o novo cenário deve durar pelo menos até o fim de 2013. A cada dia surgem novos tipos de investimento para atender ao novo patamar de rentabilidade exigido pelos aplicadores. Avalie a melhor forma de administrar suas economias.
Por Alexandre Canalini
PERGUNTA E RESPOSTA
"Percebi que as aplicações financeiras que tenho estão com rentabilidade pior do que no mesmo período do ano passado. Penso em trocar de banco e na compra de títulos pelo Tesouro Direto. O que é possível fazer para melhorar os rendimentos?”
Marcelo, Niterói

Antes de trocar de investimento e optar por outro banco para aplicar o seu dinheiro, creio que seja importante entender a situação do novo cenário em que o Brasil está inserido. As taxas de juros caíram em todo o mundo como forma de estimular as economias. A iniciativa é utilizada pelos governos para tentar aquecer o consumo e a produção das indústrias.
Com juros menores, é natural que o seu investimento tenha tido uma redução na rentabilidade. Tal observação será ainda mais evidente nos investimentos mais conservadores. Você poderá avaliar duas alternativas: migrar para um investimento com risco moderado ou reduzir os custos dos seus investimentos.
Se a sua preferência é por mudar o perfil de risco, avalie se você terá tempo para deixar os recursos aplicados e se tolera ver rendimentos variáveis ao longo do tempo. Caso consiga gerenciar tais questões, procure por tipos de investimentos moderado, para somente depois migrar para investimentos arrojados.
Se você vai optar por reduzir os custos dos investimentos, uma boa opção é pensar nos títulos negociados no Tesouro Direto. Por meio de uma corretora é possível adquirir títulos no Tesouro Direto com custo menor do que a maior parte dos fundos de investimentos disponibilizados pelos bancos. Por fim, você pode pensar em uma alternativa intermediária, usar o Tesouro Direto, e ao mesmo tempo migrar parte das aplicações para um perfil moderado.
Alexandre Canalini é professor de Finanças da FGV. Amanhã, Sucesso nos Negócios