Hugo Leal: Uma tragédia anunciada
Essa negligência, um quase conformismo, foi que estimulou as Nações Unidas a realizar a 1ª Conferência Mundial Ministerial para a Segurança no Trânsito, que reuniu em Moscou, em novembro de 2009, representantes de 140 países-membros da ONU.
Chefiando a delegação brasileira, também integrada por autoridades do Ministério da Saúde e dirigentes de ONGs, representávamos, junto com os demais colegas da América Latina e Caribe, a região do planeta com a mais alta taxa de mortalidade per capita no trânsito, que é de 26 mortes por 10 mil habitantes.
Estamos falando de um fenômeno trágico, recorrente, mas que pode e deve ser evitado. Para isso é preciso, acima de tudo, vontade e iniciativa política. Depois, o absoluto comprometimento da máquina pública em todas as esferas de poder e, por fim, mas não menos importante, a decidida participação da sociedade.
Uma década inteira dedicada às ações de segurança no trânsito foi a missão que cada membro de delegação presente à conferência recebeu. Mais do que assumir um compromisso político mundial, o evento representa, na prática, um sagrado pacto das autoridades com cada um de seus compatriotas.
Hugo Leal é deputado estadual pelo PSC e autor da Lei Seca
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