Rio -  Como já fora detectado durante a organização da Rio+20, em julho do ano passado, os preços elevados da hospedagem e dos serviços foram apontados como pontos negativos da cidade do Rio durante o Carnaval, conforme pesquisa promovida pelo site Consultoria em Turismo e a Fundação Cesgranrio. Durante quatro dias de folia, foram entrevistados 1.200 turistas estrangeiros, sendo que a grande maioria (72%) se hospedou em hotéis e outros 14% em apartamentos alugados.
Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
Turistas se queixaram do atendimento e dos preços cobrados nos táxis | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
Ainda assim, 38% dos entrevistados reclamaram dos preços da hospedagem na cidade. A limpeza da cidade (25%), o atendimento e preço elevado dos táxis (18%) e a qualidade dos terminais (12%) de chegada (aeroporto e porto) foram os itens considerados negativos. Boa parte dos visitantes (64%) gastou entre US$ 80 (R$ 156) e US$ 220 (R$ 429) por dia no Rio.

PREÇOS ABUSIVOS
Advogada paulista, Mariana Gomes, 26 anos, passou o Carnaval no Rio e também considerou os preços abusivos. “A gente está acostumado com o preço de São Paulo, que é alto, mas em alguns momentos encontramos preços abusivos na comida em alguns restaurantes e, principalmente, na praia. Eu costumo vir sempre ao Rio e sei que não é tão caro assim. A água de coco, pastel, água, esfirra na praia estavam caríssimos. Na baixa temporada é bem mais barato”, ponderou.
A maioria dos entrevistados (75%) afirmou ser a primeira vez na cidade e 84% responderam que retornariam ao Rio. Como ponto positivo eles destacaram a hospitalidade do carioca.
Turista veio a cidade por conta própria

O levantamento promovido pelo site Consultoria em Turismo constatou que a maioria (62%) dos entrevistados organizou a viagem por conta própria, contra 38% que se utilizaram das agências de viagem.
Os turistas estrangeiros também destacaram como pontos positivos o Carnaval de rua (26%), a segurança em locais turísticos (18%) e a gastronomia (12%). Conforme a pesquisa, 42% eram europeus e 29% norte-americanos e 16% sul-africanos.