China -  O medo da profecia Maia se concretizar em 21 de dezembro deste ano tem feito algumas pessoas cometerem loucuras para "tentar se salvar" do fim do mundo. É o caso do chinês Lu Zhenghai, que tem tanto medo de que os rumores se tornem reais, queconstruiu uma arca parecida com a de Noé quando salvou a humanidade do dilúvio.
O homem que é de Urumqi, no estado de Xinjiang Uigur, na China, admite que suaconstrução não é de primeira, mas está confiante  de que vai servir para o própósito de "escape". A embarcação tem 15,5 metros de comprimento e 21, 2 metros de largura, com capacidade de suportar até 140 toneladas. O homem gastou todas as suas economias noprojeto que já passa dos R$ 25 mil.
Arca tem a finalidade de 'salvar a humanidade' das destruições do fim dos tempos | Foto: Reprodução Internet
Arca tem a finalidade de 'salvar a humanidade' das destruições do fim dos tempos | Foto: Reprodução Internet
Medo pelo mundo
Não é só na China que o dia 21 de dezembro deste ano vem causando temor. Muitos países já estão adotando medidas para conter as reações da população nesse dia. Na frança, as autoridades já proibiram o acesso a uma montanha sagrada, o pico de Bugarach, no sudoeste do país. Há rumores de que o local seria um refúgio do apocalipse. Vários grupos de cristãos migraram para a região nas útimas semanas.
O tema polêmico é duvidoso e desperta medo e interesse nas pessoas. Alguns especialistas dizem que os Maias podem ter feito outras profecias, além do fim do mundo.
Entenda
O significado de 21 de dezembro de 2012, decorre de interpretações do Calendário Maia, que é composta de 394 anos (períodos) chamados baktuns.
Especialistas estimam que o sistema começa a contar em 3114 aC e teria sido executado por 13 baktuns, ou 5.125 anos, em torno desse dia. No entanto, profissionais dizem que, embora 13 tenha sido um número significativo para os maias, o fim desse ciclo seria um marco - mas não um fim.
Geoffrey Braswell, um antropólogo da Universidade da Califórnia, em San Diego, disse que o sistema de contagem de tempo Maia é como um odômetro do carro. "Meu primeiro carro (odômetro) só tinha seis rodas assim foi até 99,999.9 quilômetros. Isso não significa que o carro iria explodir depois de atingir 100 mil milhas.", brincou o estudioso.