São Paulo -  Em sua primeira noite como presidente do Palmeiras, durante coletiva na noite desta segunda-feira, Paulo Nobre rejeitou o título de "salvador da pátria". O mandatário de 44 anos, o mais jovem da história do clube paulista desde 1932, garante entender a pressão, mas pede cobrança consciente.
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Paulo Nobre pediu cobrança consciente para seus projetos | FotoDivulgação Palmeiras
"Salvador da pátria não existe. O torcedor tem memória e lembra que, quando entrou o professor Belluzzo, colocaram muito mais pressão do que ele merecia por uma gestão com a obrigação de salvar a pátria", comparou Nobre, se referindo ao antecessor de Arnaldo Tirone, Luiz Gonzaga Belluzzo, que deixou dívidas e não conquistou títulos. "Um presidente novo talvez possa trazer toda essa esperança", admitiu.

Vestindo um terno esverdeado com o escudo do Palmeiras e uma gravata com desenho de porcos, o novo presidente se destacou dos sisudos conselheiros do clube. Nobre, contudo, colocou os pés no chão ao afirmar que não acredita que todos os problemas do Palmeiras, que este ano dipusta a Série B do Campeonato Brasileiro, sejam resolvidos durante sua gestão. "Entendo o anseio do torcedor, mas isso não significa que vou atendê-los em tudo", disse.
"Não existe mágico nem varinha de condão para já termos um elenco montado no dia seguinte. O que existe é gente séria trabalhando com afinco, arregaçando as mangas. Acredito em trabalho sério", esclareceu o mandatário, defendendo uma cobrança consciente de seus projetos.