Rio -  Como separar os puxa-sacos dos bons funcionários? Todo mundo consegue reconhecer um bajulador. Esse tipo de profissional pode ser encontrado perto de quem ocupa uma posição de comando e não é difícil identificá-lo. O principal objetivo do puxa-saco é ser notado pelo chefe e, para isso, ele o elogia exageradamente, não discorda do superior e, quando consegue um resultado, fala em bom tom para que todos o ouçam.
Por Janaina Ferreira
PERGUNTA E RESPOSTA
“Não quero parecer puxa-saco, mas quero ser enxergado e ter meu trabalho reconhecido pelo meu chefe. Como devo proceder?”

Rafael, Tijuca

Olá, Rafael! Marketing pessoal e “puxa-saquismo” não devem ser confundidos. O funcionário puxa-saco quer ser notado, mas não pelo seu trabalho e competência. Ao contrário, ele é inseguro e usa seu tempo fazendo articulações e intrigas para se manter no emprego. Por outro lado, quem faz marketing pessoal se preocupa em realizar um bom trabalho e conseguir resultados acima da média para, aí sim, ser reconhecido.
O bom funcionário mostra seu valor com foco no profissionalismo, sem usar argumentos pessoais ou tentar influenciar opiniões favoráveis sobre si com bajulações.
Ambientes competitivos e com ameaça de demissão, onde o profissional precisa se destacar entre os outros, podem estimular um comportamento bajulador. Alguns funcionários procuram ficar íntimos dos chefes para serem notados, mas a etiqueta corporativa não deve ser esquecida.
O “puxa-saquismo” atrapalha a imagem do profissional e passa a impressão de incompetência. No entanto, ficar quieto no seu canto também não é a melhor coisa a fazer e pode até ser negativa para a imagem. Não comunicar resultados, mesmo fazendo o serviço bem feito, pode colocar o profissional em situação de risco em caso de cortes de pessoal ou até esquecimento na hora das promoções.
A dica é tratar seu superior sempre com cordialidade, relatar os resultados práticos do seu trabalho sem bajulação e, quando um problema ocorrer, apresentá-lo ao chefe com uma proposta de solução. E, principalmente, emita suas opiniões sempre com gentileza mesmo que seu chefe discorde delas.
Janaina Ferreira é professora do Ibmec-RJ. Amanhã, Sucesso nas Finanças