Rio -  A agricultura vai dar samba no Carnaval do Rio deste ano. Com samba no pé, a tradicional escola azul e branco de Vila Isabel desfilará na Sapucaí sob o enredo “A Vila canta o Brasil celeiro do mundo – água no feijão que chegou mais um”. Com patrocínio da Basf, empresa que atua em vários países no desenvolvimento de tecnologias para o campo, a agremiação pretende chamar a atenção para necessidade de investimentos no setor.
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No barracão da Vila Isabel, na Cidade do Samba, integrantes trabalham na produção de fantasias que vão representar a vida do agricultor | Foto: Diego Mendes / Divulgação
De acordo com dados da ONU, em 2050 a população mundial vai atingir 9,3 bilhões de pessoas, o que vai exigir crescimento da produção agrícola em 50%. Para o vice-presidente da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf, Maurício Russomano, a parceria no Carnaval vai chamar a atenção do Brasil e do mundo para o campo: “Somos líder na produção de alguns produtos e gigante nas exportações, mas é preciso reforçar a importância da tecnologia nesse setor”.
Em 2012, a agricultura representou 22% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, de acordo com dados do IBGE e a previsão é de crescimento. “Aumentamos a produtividade sem expandir a área plantada. O Brasil será o maior exportador de alimentos e vai ultrapassar os EUA este ano na produção de soja”, conta Neri Geller, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.
Agricultura no centro das atenções
Além de atrair investimentos para o setor, a Basf pretende inovar com a parceria pioneira no Carnaval. “Temos que ser criativos. Além de tudo, precisamos mudar a maneira que enxergamos o agricultor. Para um melhor desenvolvimento, temos que abrir a discussão de como produzir mais e com maior qualidade”, reforça Maurício Russomano, vice-presidente da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf.
Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, a tecnologia brasileira é a maior responsável pelos dados positivos do setor. As parcerias do governo com a iniciativa privada contribuem muito para as melhorias no campo. A meta é tornar nosso país o principal fornecedor de alimentos para o mundo em poucos anos”, destaca.
Dirigentes da Basf e presidente da Vila realizaram evento no último sábado para dar detalhes da parceria | Foto: Diego Mendes / Divulgação
Dirigentes da Basf e presidente da Vila realizaram evento no último sábado para dar detalhes da parceria | Foto: Diego Mendes / Divulgação
Tecnologias sustentáveis são a solução para o setor
A previsão para daqui a 37 anos é que o país supra pelo menos 40% da demanda por alimentos no mundo. Para isso, é preciso aliar o crescimento a tecnologias sustentáveis. “O Brasil é referência em tecnologias que visam o desenvolvimento sustentável e somos destaque no setor”, diz Neri Geller, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.
Para o biólogo e mestre em ecologia Mário Moscatelli, o Brasil cresce às custas de muita devastação. “Precisamos concentrar nossos esforços na preservação de biomas essenciais como o cerrado, pantanal, floresta amazônica e mata atlântica. Se a fronteira agrícola continuar avançando sem limites, o próprio setor agrícola será afetado”, alerta.
 
Reportagem: Bruno Dutra