Catar - A 18ª conferência da ONU sobre a mudança climática teve início nesta segunda-feira em Doha, na presença de representantes de 190 países, que buscam avançar nas complexas negociações sobre a limitação das emissões de gases que provocam o efeito estufa.
Primeiro ministro do Catar Abdullah bin Hamad Al-Attiyah na abertura da conferência | Foto: EFE
Primeiro ministro do Catar Abdullah bin Hamad Al-Attiyah na abertura da conferência | Foto: EFE
A conferência prosseguirá até 7 de dezembro na capital do Catar. A partir do dia 4, os negociadores receberão mais de 100 ministros que tentarão chegar a um consenso sobre o que precisa ser efetivamente adotado para minimizar os efeitos provocados pelas fortes mudanças de temperatura do planeta.
Entre os grandes temas da agenda estão o segundo ato do Protocolo de Kyoto, cujo alcance será fundamentalmente simbólico, o rascunho de um grande acordo globalprevisto para 2015 e a ajuda financeira aos países mais vulneráveis.
A reunião acontece num amplo centro de convenções do Catar -- primeiro país da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a receber a conferência climática anual, e a nação do mundo com a maior taxa per capita de emissões de gases do efeito estufa, quase o triplo da média norte-americana.
“Nós não devemos nos concentrar nas emissões per capta, nós devemos nos concentrar na quantidade de cada país”, disse a repórteres o ex-ministro dp metróleo do Catar e o presidente da conferência Abdullah Al-Attiyah. “ Eu acredito que o Catar é o lugar certo para sediar a conferência”, completou.
A concentração de gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono, aumentaram 20% desde 200. De acordo com relatório divulgado pelas Nações Unidas na semana passada. O relatório também mostrou que existe uma lacuna crescente entre o que os países estão fazendo para frear as emissões e o que é necessário ser feito para proteger o planeta do potencial aumento dos níveis de aquecimento.
O desafio de sucesso nas negociações climáticas será chegar a um acordo imediato para manter metas que reposicionem os países na direção de adotarem metas que correspondam com a necessidade do planeta, adotando medidas rigorosas em suaseconomias. Em meio ao debate, será preciso definir, por exemplo, se os países do Leste Europeu podem usar, para maiores emissões, a margem que conquistaram por ter emitido menos, nos últimos anos, quando a recessão enfrentada por essas economias reduziu o ritmo das fábricas, mantendo os níveis de poluição atmosférica abaixo do estipulado.
Além disso, os negociadores devem retomar os debates sobre o Fundo Verde e a regulamentação internacional de uma compensação para países em desenvolvimento que reduzem as emissões de gases de efeito estufa, conhecido como Redd – sigla que define a Redução das Emissões Geradas com Desmatamento e Degradação Florestal nos Países em Desenvolvimento. O mecanismo tem dividido as atenções nos debates sobre clima.



As informações são do iG