Rio -  O Brasil tem um calendário diferente do dos demais países. O ano só começa mesmo em termos de trabalho e decisões importantes depois do Carnaval. Até lá, são as férias, os preparativos para o grande evento, o recesso parlamentar, o clima justificando tudo.
economia não para de todo pelo turismo que emprega e faz o dinheiro circular. Mas, este ano, com menos argentinos, que estão pagando pelos erros de seus últimos governantes. Estes meses de boa ocupação hoteleira na costa brasileira deveriam chamar a atenção dos governos para a importância de se ter um programa que crie ao longo do ano eventos regionais, retirando a sazonalidade do nosso turismo. A criatividade funciona, e temos exemplos, como o Réveillon, criação recente do Rio e hoje de outras cidades, com os espetáculos de fogos, e antes a Oktoberfest, em Blumenau (SC), que é o período áureo das região serrana do estado. No Amazonas, a semana de Parintins é um caso a ser aproveitado em algum ponto do Nordeste, com um folclore tão rico. No Rio, falta um ‘festival de inverno’, com gastronomia na Região Serrana, música e balé na capital, feiras e exposições no litoral.
Não podemos ter circuitos rodoviários por não termos estradas decentes. Senão, teríamos grupos fazendo o litoral, por exemplo, descendo de Fortaleza até Santos, ou entrando para o Oeste do Rio e de São Paulo para o Pantanal, a região do Araguaia, a Chapada Diamantina e as termas goianas, terminando em Brasília.O circuito das cidades históricas, o Caminho Real. Seria uma parte rodoviária e o regresso aéreo, pois as distâncias são grandes. É incrível que a oferta nesse segmento seja mínima, quando existente. E funciona onde existem estradas decentes, como EUA, Canadá e Europa.

Tem coisas que não precisam de dinheiro. Basta ter cabeça e bom-senso!
Jornalista