Diretor artístico da Viradouro desponta como grande promessa do carnaval
Na escola de Niterói pela segunda vez, João Vitor Araújo também realiza trabalho na Independente de São Torquato, de Vitória
POR RAFAEL ARANTES
João é o atual diretor artístico da Viradouro | Foto: Rafael Arantes / Agência O Dia
Além da participação intensa no carnaval carioca, a grande promessa também realiza alguns outros trabalhos, como o vitorioso currículo no Carnaval Virtual, onde foi campeão em duas ocasiões, e o desempenho do cargo de carnavalesco da Independente de São Torquato, escola de samba de Vitória. Além do trabalho no mundo do samba, João também confecciona diversos figurinos fora do carnaval.
Em conversa exclusiva com o DIA na Folia, João Vitor falou um pouco sobre cada fase de sua carreira carnavalesca. Atualmente com 27 anos, o diretor artístico da Viradouro é uma das maiores promessas do carnaval carioca, e garantiu que o desfile de 2013 da escola de Niterói será uma grande orgulho para a nação vermelha e branca.
João confeccionou fantasias da Viradouro para o carnaval de 2007 | Foto: Divulgação
DIA na Folia: Como foi seu início no mundo do carnaval?
João Vitor: Comecei como aderecista na Portela, no carnaval de 2001. Como eu estudava ainda, eu só podia me envolver mais intensamente com o samba quando entrava de férias, e não perdia tempo. Fazia de tudo para estar aprendendo e trabalhando lá dentro. Meu início foi na chapelaria mas, sinceramente, eu era um péssimo aderecista, não sei como eu continuei trabalhando lá. Acho que minha força de vontade e o meu desejo de crescer neste cenário foram os meus maiores aliados.
Após a estreia pela Portela, como voltou a trabalhar neste meio?
Depois do carnaval de 2001, voltei aos estudos e só retornei aos barracões em novembro, quando passei a fazer parte da equipe do Max Lopes, na Mangueira. Trabalhei na Estação Primeira por seis anos. Comecei também como aderecista, e após três anos cheguei ao cargo de chefe de equipe. Minha participação lá foi muito importante, participei da produção de alas, carros e figurinos. Minha grande paixão pelo samba fez com que eu me dedicasse cada vez mais a me aperfeiçoar.
Qual momento mais importante da sua caminhada dentro da profissão?
Uma coisa que eu digo até para alguns amigos, é que a minha primeira passagem pela Viradouro foi o principal momento de reconhecimento. Depois da minha chegada na escola, para o desfile de 2007, eu passei a ser mais respeitado dentro do mundo carnavalesco. Neste ano que cheguei fiquei responsável pela confecção das fantasias de algumas alas, da comissão de frente e de outras fantasias de luxo da escola. Depositaram em mim uma responsabilidade muito grande, trabalhei com coisas que nunca tinha feito, e consegui ver o trabalho ser bem executado. É muito especial poder fazer parte da Viradouro novamente.
Como definir sua relação com o Carnaval Virtual?
O carnaval virtual é uma grande brincadeira. Algo que fiz parte por cinco anos, com dois títulos e boas colocações em algumas escolas que ainda não tinham despontado. Sempre foi algo que levei muito a sério, mas resolvi parar com minha caminhada no virtual depois do carnaval de 2012. É uma coisa muito gratificante, mas também é um trabalho complexo. Cheguei a receber diversas ligações e mensagens elogiando o trabalho mas, realmente, fiz minha última participação em 2012, pela Corações Unidos.
João Vitor: Comecei como aderecista na Portela, no carnaval de 2001. Como eu estudava ainda, eu só podia me envolver mais intensamente com o samba quando entrava de férias, e não perdia tempo. Fazia de tudo para estar aprendendo e trabalhando lá dentro. Meu início foi na chapelaria mas, sinceramente, eu era um péssimo aderecista, não sei como eu continuei trabalhando lá. Acho que minha força de vontade e o meu desejo de crescer neste cenário foram os meus maiores aliados.
Após a estreia pela Portela, como voltou a trabalhar neste meio?
Depois do carnaval de 2001, voltei aos estudos e só retornei aos barracões em novembro, quando passei a fazer parte da equipe do Max Lopes, na Mangueira. Trabalhei na Estação Primeira por seis anos. Comecei também como aderecista, e após três anos cheguei ao cargo de chefe de equipe. Minha participação lá foi muito importante, participei da produção de alas, carros e figurinos. Minha grande paixão pelo samba fez com que eu me dedicasse cada vez mais a me aperfeiçoar.
Qual momento mais importante da sua caminhada dentro da profissão?
Uma coisa que eu digo até para alguns amigos, é que a minha primeira passagem pela Viradouro foi o principal momento de reconhecimento. Depois da minha chegada na escola, para o desfile de 2007, eu passei a ser mais respeitado dentro do mundo carnavalesco. Neste ano que cheguei fiquei responsável pela confecção das fantasias de algumas alas, da comissão de frente e de outras fantasias de luxo da escola. Depositaram em mim uma responsabilidade muito grande, trabalhei com coisas que nunca tinha feito, e consegui ver o trabalho ser bem executado. É muito especial poder fazer parte da Viradouro novamente.
Como definir sua relação com o Carnaval Virtual?
O carnaval virtual é uma grande brincadeira. Algo que fiz parte por cinco anos, com dois títulos e boas colocações em algumas escolas que ainda não tinham despontado. Sempre foi algo que levei muito a sério, mas resolvi parar com minha caminhada no virtual depois do carnaval de 2012. É uma coisa muito gratificante, mas também é um trabalho complexo. Cheguei a receber diversas ligações e mensagens elogiando o trabalho mas, realmente, fiz minha última participação em 2012, pela Corações Unidos.
João Vitor se dedica aos desenhos durante todo o ano | Foto: Rafael Arantes / Agência O Dia
De que maneira você se divide entre o trabalho na Viradouro e na São Torquato, de Vitória?
É um carnaval que está indo a todo vapor. Mandei muita coisa daqui do Rio para lá. A escola está feliz com o enredo, está tudo muito legal. Eu sei que é complicado ver as coisas saindo 100% da maneira que elaboramos, mas acho que temos tudo para desfilar em alto estilo. Minha relação no eixo Rio-Vitória é tranquila pelo fato de estar tudo bem adiantado, desde setembro que deixei tudo pronto, o que acabou facilitando o método de trabalho.
O que esperar da Viradouro em 2013?
Bom, fui muito bem recebido na escola, voltei para cá através do Ander, do departamento cultural, e a direção confiou muito em mim, algo que me deixou muito grato. Cheguei com o único foco de trabalhar com os protótipos e acabei vendo o trabalho se desenvolver em diversos setores. Hoje, sou como um coordenador geral, diretor artístico, e fico muito feliz de ver o trabalho se desenvolvendo. Quando a escola estiver totalmente montada para entrar na Marquês será o ápice do meu orgulho.
É um carnaval que está indo a todo vapor. Mandei muita coisa daqui do Rio para lá. A escola está feliz com o enredo, está tudo muito legal. Eu sei que é complicado ver as coisas saindo 100% da maneira que elaboramos, mas acho que temos tudo para desfilar em alto estilo. Minha relação no eixo Rio-Vitória é tranquila pelo fato de estar tudo bem adiantado, desde setembro que deixei tudo pronto, o que acabou facilitando o método de trabalho.
O que esperar da Viradouro em 2013?
Bom, fui muito bem recebido na escola, voltei para cá através do Ander, do departamento cultural, e a direção confiou muito em mim, algo que me deixou muito grato. Cheguei com o único foco de trabalhar com os protótipos e acabei vendo o trabalho se desenvolver em diversos setores. Hoje, sou como um coordenador geral, diretor artístico, e fico muito feliz de ver o trabalho se desenvolvendo. Quando a escola estiver totalmente montada para entrar na Marquês será o ápice do meu orgulho.
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