Rio -  Com a chegada do verão e o termômetro marcando 40°C, problemas no sistema de arrefecimento começam a surgir. Para evitar que você fique a pé e tenha prejuízos no bolso, Automania mostra os principais componentes deste sistema vital para o motor e dá dicas de como mantê-lo em bom funcionamento.
O sistema de arrefecimento é composto por: radiador (responsável pela troca de calor entre a água e o ar externo), o vaso de expansão (onde se adiciona a mistura de 50% de água e 50% de etilenoglicol), a válvula termostática (controla a passagem da mistura de água e aditivo para o bloco e mantém a temperatura ideal do motor), a bomba d’água, o eletroventilador e as mangueiras.
Deixar de fazer a manutenção pode causar deformação nos pistões, calço hidráulico e o derretimento na junta do cabeçote.
Antes de sair de casa, observe o nível do líquido de arrefecimento com o carro desligado e o motor frio, de preferência pela manhã. Fazê-lo depois que o motor está quente é arriscado, pois a água pode espirrar a temperaturas altíssimas e causar queimaduras.
Não encha demais o vaso de expansão. Isso aumenta a pressão do sistema e pode causar rompimento das mangueiras. Elas também podem ressecar e rachar, causando vazamentos. Não deixe de usar o etilenoglicol. Só água não resolve. A falta dele no sistema pode gerar a formação de ferrugem, que agride as juntas de vedação da tampa do radiador e da válvula termostática. Isso também pode elevar da temperatura do motor e causar a perda contínua de líquido.
Outro componente importante, mas muito negligenciado é a chamada válvula termostática. Ela tem um bulbo com cera que se expande ou se contrai em função da temperatura do fluído que a envolve, controlando a válvula que abre e fecha a passagem do fluido de arrefecimento até a entrada da bomba d’água ou do radiador.
Jamais retire a válvula termostática, pois o motor trabalhará sempre abaixo da temperatura ideal, causando redução do desempenho e aumento do consumo.