Sobram vagas no Rio
Procura por emprego só deve começar a aumentar em março. Até o fim do ano, serão 200 mil oportunidades disponíveis no estado. Setor de serviços é o que tem maior oferta
POR BRUNO DUTRA
Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Região Metropolitana do Rio vive situação próxima do pleno emprego, com taxa de desocupação de 4,1% em 2012, puxando para baixo os níveis de desemprego no país. O percentual foi menor que a média nacional, que fechou o ano passado com desocupação de 4,9%.
Distribuídas em diversas áreas, principalmente no setor de serviços (comércio, bares e restaurantes, hotelaria), bastante aquecido devido ao Carnaval, as chances exigem níveis Fundamental e Médio, com remuneração que vai de R$ 678 a R$ 2.100.
Apesar das muitas vagas cadastradas no Sistema Nacional de Emprego, a procura nesta época é muita pequena. Entre os motivos do desinteresse estão a falta de qualificação e de estímulo, por causa das festas de fim de ano e do Carnaval, ressalta o secretário Estadual de Trabalho e Renda Paulo Novaes. “A partir da segunda quinzena de janeiro, a procura por vagas cai muito, mas temos muitas disponíveis. A hora não poderia ser melhor para quem quer começar fevereiro de carteira assinada”, alerta o secretário.
Oportunidades para quem deseja mudar de emprego
Para aqueles que já estão com a carteira de trabalho assinada, a dica é ficar atento às oportunidades de início de ano que estão espalhadas em dezenas de agências por toda a cidade. “Existem muitas vagas disponíveis para quem já está no mercado, inclusive, com salários melhores”, destaca Fabiana Goulart, sócia diretora da recrutadora RH Personalizado.
Além dos postos do Sine, o carioca pode contar ainda com os Centros Públicos de Emprego, Trabalho e Renda da Prefeitura. Nesses postos, são oferecidas neste mês cerca de 2.500 vagas em diversos setores. “Nós temos 300 chances apenas para setores que vão atuar no Carnaval e a procura pelas vagas está muito baixa”, destaca Augusto Ribeiro, secretário municipal de Trabalho e Emprego do Rio.
Falta qualificação a desempregados
Na contramão da maioria, Eliane Lima de Oliveira aproveitou os postos que estão vagos e o início do ano para buscar uma colocação no mercado de trabalho. “Estou desempregada e, mesmo com a minha experiência em diversas áreas, está difícil de encontrar vaga. É a primeira vez que venho ao Sine e espero sair com a carteira de trabalho assinada”, conta.
Mas, para conseguir uma das vagas oferecidas, é preciso se qualificar. “Muitas pessoas que buscam o nosso cadastro não têm formação adequada para concorrer à vaga. As oportunidades existem, mas temos um déficit de qualificação básica que é enorme”, destaca Alessandro Melo, diretor regional do Centro de Atendimento ao Trabalhador (Ceat-RJ).
Atento às oportunidades e em busca de melhores salários, o auxiliar de serviços gerais desempregado Fernando Cunha Magalhães não ficou parado. “Quero melhorar de vida. Então, fiz um curso de vigilante e estou atrás de uma vaga melhor”, diz.
Internet é aliada na hora da procura
Cada vez mais popular entre trabalhadores e recrutadores, a rede social LinkedIn é uma ferramenta que permite criar online um currículo que fica disponível para acesso de empresas em todo o país.
Além disso, procurar emprego via internet está cada vez mais comum entre os brasileiros. “Continuamos com anúncios em jornais e no Sine, mas as pessoas têm migrado para a internet, maneira mais fácil e rápida de ter acesso às vagas”, explica Fabiana Goulart, da agência RH Personalizado.
Para engenheiros, a novidade é o site Ingeni Mundi. Na página, é possível se cadastrar para vagas no Brasil e no mundo na ferramenta talent square.
Para engenheiros, a novidade é o site Ingeni Mundi. Na página, é possível se cadastrar para vagas no Brasil e no mundo na ferramenta talent square.
As oportunidades de emprego estão disponíveis no site ingenimundi.com. Vagas e dicas podem ser conferidas também no Facebook e Twitter do site.
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