Além de dor forte, falta de socorro na rede pública
Mulheres com endometriose têm poucas opções de tratamento gratuito no Rio de Janeiro. Uma das unidades fechou e a outra está com fila de espera por cirurgia
DOR FORTE E DEFORMAÇÕES
A endometriose atinge 15% das mulheres dos 15 aos 45 anos, e consiste na presença de células endometriais em regiões fora do útero. O endométrio é a camada interna do útero, renovada a cada mês com a menstruação.
Os sintomas são cólicas menstruais muito fortes, dor nas relações sexuais, dificuldade de urinar e evacuar, entre outros. A doença responde por 50% dos casos de infertilidade em mulheres, como O DIA mostrou ontem, devido à deformação nos órgãos do aparelho reprodutor. O problema é de difícil diagnóstico, e a paciente pode demorar em média dez anos para descobrir que tem a doença.
Hospitais sem capacidade
O Instituto Fernandes Figueira informou que a assistência e o atendimento específicos a pacientes com endometriose eram vinculados ao curso de Pós-Graduação de Videohisteroscopia que acontecia na instituição. Por motivos internos e contratuais, o curso foi extinto. Com isso, as pacientes estão sendo encaminhadas para outras instituições. Para que isso possa ser feito, o instituto está atualizando os exames específicos que são exigidos para a entrada nestes serviços.
Já o Hospital Pedro Ernesto informa que não dispensa pacientes — apenas não tem como marcar cirurgias a curto ou médio prazos, por já existir uma lista de 13 mulheres, pacientes da própria unidade, com comprometimentos intestinal ou urinário graves. Outras 17, menos graves, também já estão na fila da cirurgia.
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