Chiquinho da Mangueira admite ser candidato à presidência da verde e rosa
'Nunca tinha pensado nessa possibilidade, mas estou preparado', diz deputado estadual
POR RAPHAEL AZEVEDO
Influente no Carnaval, Chiquinho quer disputar a presidência da Mangueira | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
'A Mangueira precisa resolver seus problemas'
Após participar ativamente das gestões dos últimos quatro mandatários da Estação Primeira, Chiquinho, como é conhecido, atualmente ocupa o cargo de vice-presidente de Esportes e Desenvolvimento Social na diretoria de Ivo Meirelles. O fato, no entanto, não cria nenhum constrangimento, segundo ele.
"Nunca tinha pensado nessa possibilidade e nunca quis (ser presidente). Isso não será prioridade na minha vida, mas estou preparado. A Mangueira precisa resolver seus problemas internamente e acabar com essas divergências que toda hora surgem. Quero ver minha escola bem e a Mangueira está acima de tudo", contou.
Chiquinho também não vê problemas se tiver que enfrentar Ivo nas urnas. "Ele (Ivo Meirelles) é meu amigo e tem todo o direito de concorrer. Nada impede que nossa relação continue a mesma". Perguntado se um possível mandato à frente da agremiação poderia atrapalhar a atuação da Alerj, o deputado resumiu: "O Roberto (Dinamite, presidente do Vasco) não está aí? Não vai atrapalhar em nada".
Formado em Educação Física pela Universidade Gama Filho, Chiquinho começou seu trabalho na verde e rosa em 1987, como um dos idealizadores e coordenadores da Vila Olímpica da Mangueira.
Para o ex-presidente Álvaro Luis Caetano, o Alvinho, o nome de Chiquinho é "perfeito" para disputar a eleição. "Ele (Chiquinho) já prestou grandes serviços à Mangueira e é o nome ideal para concorrer. Terá o meu total apoio", revelou.
Histórico de confusões na eleição
A eleição deveria ter sido realizada em abril de 2012, mas divergências entre os candidatos fizeram com que o pleito fosse anulado e depois cancelado pela Justiça. Na época, apresentaram-se como postulantes ao cargo Ivo Meirelles, que tentaria a reeleição, e Raymundo de Castro e Percival Pires, pela oposição.
Em sua última decisão, o juiz Rossidelio Lopes da Fonte, da 36ª Vara Cível, ordenou que fosse adotado o colégio eleitoral formado para eleições de 2006, acrescido dos novos sócios apontados pela lista de 2012, elaborada pela gestão de Ivo.
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