Ganância dos estados sem petróleo abre guerra no país
Parlamentares representantes dos não produtores se unem para derrubar, no dia 19, veto da presidenta Dilma a projeto que retirava royalties do Rio
POR AURÉLIO GIMENEZ
Confederação Nacional dos Municípios abriu campanha declarada contra o veto da presidenta Dilma | Foto: Divulgação
Se aprovarem o pedido, os parlamentares inverterão a pauta de votação, colocando o veto dos royalties à frente dos mais de mil vetos presidenciais, que estão no Congresso Nacional.
“São necessários 41 senadores e 257 deputados para aprovar o requerimento. A expectativa é de que o presidente do Congresso José Sarney não coloque o requerimento em votação”, aposta o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ).
A bancada fluminense promete adotar todas as medidas para evitar a realização da sessão extraordinária. Porém, Sarney está sendo pressionado para colocar o veto em votação antes do recesso.
“É legítimo e legal o ato de fazer o veto, da mesma forma que o Congresso Nacional pode apreciar o veto”, disse o senador Wellington Dias (PT-PI), defendendo a sessão.
Hostilidade e revanchismo contra estados produtores
O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) afirmou que o clima no Congresso é de hostilidade por parte dos representantes dos estados não produtores. “Eles dizem que vão nos atropelar”, contou o parlamentar fluminense.
Já o senador Magno Malta (PR-ES) disse que há um clima de revanchismo, pois os parlamentares que querem a derrubada do veto estariam interessados “em dar o troco” à presidenta. “Essa manifestação é infame. É uma mentira bem contada à população dos estados de que royalties e petróleo são a mesma coisa”, protestou.
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