Rio -  A divulgação do Indicador de Vulnerabilidade calculado pelo IBGE foi o nosso ponto de partida. Há 66 milhões de brasileiros com algum tipo de carência social. Diante do diagnóstico, os pesquisadores afirmam que “não é só renda que conta para se ter uma vida digna”. A notícia nos inspirou a convidar o governo federal a conhecer o Banco da Providência, uma instituição da sociedade civil que acumula experiência no desenvolvimento de uma metodologia especificamente voltada para a compreensão da pobreza em suas múltiplas dimensões.
Tal qual o Programa Bolsa Família, do governo federal, nosso foco também são as famílias. Mas, há um fato específico para o qual chamamos a atenção: um dos elementos estruturantes desta metodologia é a “transformação social”. É neste horizonte que se situa a missão do Banco da Providência. Acreditamos que transformação social se dá por meio do investimento em capital humano. É assim que trabalha o Banco da Providência. Fazemos forte investimento na capacitação para o trabalho de jovens e adultos. Implantamos agências de famílias em territórios de alta vulnerabilidade na cidade do Rio. A metodologia tem como ponto de partida a mobilização comunitária, através de um programa que já capacitou 800 líderes. Não apenas capacitamos, mas formamos cidadãos capazes de colaborar na transformação da face mais perversa da pobreza: a ausência de direitos humanos.
Em 2011 foram 7.377 crianças, jovens e adultos atendidos em nossas agências. Todos em situação de pobreza extrema. Como resultados, 51% das famílias alcançaram a superação da pobreza extrema por meio do trabalho. A Feira da Providência, que se realizará de amanhã ao dia 9, no Riocentro, é a principal fonte de recursos para a manutenção do trabalho nas agências. Ir à Feira da Providência é contribuir para o Banco da Providência continuar a ajudar a alterar os indicadores sociais.
Assistente social e gerente de projetos do Banco da Providência