Cariocas gastam 7,91% a mais para comer fora de casa
Alta nos preços dos alimentos em 2012 deixa caro o programa familiar no fim de semana
POR ALINE SALGADO
Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
Os preços da alimentação fora do domicílio foram coletados ainda no período de 14 de novembro e 11 de dezembro, mas o marcador é uma prévia do que deve ser apresentado no próximo dia 10, quando o IBGE divulga a inflação geral medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
Segundo economistas, o índice geral deve, novamente, revelar a alta de preços nos itens que integram o grupo alimentação. Tudo provocado pela seca nos Estados Unidos que impactou internacionalmente o valor da saca da soja e trigo e, no Brasil, os problemas na safra do arroz e feijão que encareceram a base da dieta do brasileiro.
Inflação semanal tem queda expressiva no Rio
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) diminuiu em quatro das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na última apuração de 2012. Brasília e Rio registraram as quedas mais intensas do índice que mede a inflação semanal, com recuo de 0,24 ponto percentual.
Em Brasília, o IPC-S medido em 31 de dezembro foi 0,50% e, em 22 de dezembro, 0,26%. Já no Rio, a taxa ficou em 0,91%, ante 1,15%, na comparação.
Em Belo Horizonte, a taxa da última semana de 2012 ficou em 0,46%, ante 0,55% da semana anterior. Depois vem Porto Alegre, com índice de 0,34%, contra 0,40%.
São Paulo, Salvador e o Recife foram as capitais que registraram inflação acima da média nacional (0,66%). Em São Paulo, a variação foi de 0,72%, contra 0,69% da semana anterior. Em Salvador, a taxa ficou em 0,95%, ante 0,93%; e em Recife, em 0,73%, ante 0,72%.
Olho na variação de preço por bairro
Se levar comida de casa está tão caro quanto comer em restaurantes, a dica é pesquisar preços entre estabelecimentos de grandes e pequenas redes, bairros da cidade e preferir locais onde a comida vendida é self-service ou por peso.
Moradores da Praça da Bandeira, os irmãos André e Vitor dos Santos sabem bem que comer na Zona Sul é mais caro do que no Centro ou na Zona Norte. Por isso, os jovens que gostam de passear pela Zona Sul não dispensam os restaurantes do lado Norte da cidade.
“A diferença de preço daqui para a Zona Sul é muito grande. Lá é sempre mais caro”, enfatizam os irmãos, que são frequentadores do restaurante Manioca, Praça da Bandeira.
“Almoçamos na rua praticamente todos os dias. Preferimos restaurante a quilo, que têm mais variedade. Sai mais barato. Prato feito também vale a pena pela quantidade e pelo preço”, aconselham.
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