Cuidados ao comprar imóvel direto da planta
Especialistas listam orientações para fugir de dor de cabeça na hora de adquirir o bem
POR PABLO VALLEJOS

'Não suporto essa demora', reclama Renata, que entrou com ação na Justiça | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Segundo Luiz Scavone, advogado e autor do livro “Direito Imobiliário”, o comprador deve, imediatamente, notificar a construtora que ela vai arcar com todos os prejuízos a partir do atraso. O auxílio de um advogado é vital nessa etapa.

O Engenho Life I fica no Engenho da Rainha: todas as unidades foram vendidas no lançamento, em 2008 | Foto: Divulgação
Empresa dialoga com compradores
As etapas que complicam a entrega do imóvel são comunicadas diretamente ao comprador, segundo a Gafisa — que detém a construtora Tenda. Em comunicados de esclarecimento, a empresa destaca que promove reuniões com clientes, além de equipes de telefonia para atualizar sobre a construção.
“A Gafisa reforça que mantém contatos periódicos com todos os clientes, com o objetivo de informá-los sobre o andamento e status da obra, além de colocar à disposição um canal exclusivo de atendimento e relacionamento”, alega em nota a O DIA.
Muita atenção no contrato
Antes de assinar contrato, o indicado é fazer pesquisa prévia no Procon ou na internet, para ter dimensão das reclamações sobre a construtora. Essa é a dica da advogada Maria Eugênia Finkelstein, que sugere: “É bom, também, abrir o olho para a ‘cláusula de tolerância’, que determina que a construtora pode atrasar a entrega do imóvel em até 180 dias”.
Segundo Luiz Scavone, advogado especializado em Direito Imobiliário, tribunais têm concedido indenização correspondente ao aluguel da unidade não entregue pelo prazo do atraso. “Prejuízos apurados, além dos aluguéis durante o período do atraso, devem ser comprovados por documentação. Sem acordo, é possível propor ação contra a construtora”, diz.
Problema no solo e falta de mão de obra
O aposentado Jalber Justino Barbosa, de 58 anos, também sofre com atraso na entrega do imóvel. Em 2010, ele comprou dois apartamentos em empreendimento da Gafisa em Cachambi, na Zona Norte.
Na época, estava na planta e a previsão de entrega era junho de 2012. Agora, é agosto de 2013 e o aposentado cobra explicação.
Segundo a Gafisa, em nota, o atraso ocorreu por fatores alheios ao controle da construtora: “Procedimentos para contenção de solo e a escassez de mão-de-obra e matéria-prima”.
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