Klebber Toledo conta que ficaria com mulheres mais velhas
Sucesso em 'Lado a Lado', ator também revela que sua beleza já o prejudicou
POR VICTOR CORRÊA
Rio - Klebber Toledo não se surpreende mais ao ser abordado por mulheres maduras nas ruas. Graças a Umberto, seu personagem em ‘Lado a Lado’, que fisgou Catarina (Alessandra Negrini), Jeannete Dorleac (Maria Fernanda Cândido) e Constância (Patrícia Pillar), ele tem arrancado suspiros das mais experientes. “O Umberto se sente capaz de conquistar mulheres que, de certa forma, seriam intocáveis. São belas mulheres mais velhas e casadas. Ele acredita nesse lado galanteador dele e afeta o imaginário delas. Acontece de eu ouvir coisas como: ‘Ah, se tivesse um garotão desse na minha época’ ou ‘Ah, se eu não fosse casada’”, diverte-se Klebber, de 26 anos.
Apesar de nunca ter se relacionado com mulheres mais velhas, ele não vê problema algum nisso. “Para mim, é indiferente. O que importa é o agora. Minha namorada, por exemplo, tem 17 anos. Cada um tem sua preferência, mas o que me atrai é o ser humano, a essência da pessoa”, diz o galã, que namora há um ano e cinco meses a também atriz Marina Ruy Barbosa, que está no último ano do ensino médio e completará maioridade em 2013. “Mas ela trabalha desde os 8 anos, tem uma concepção da vida que muitas pessoas mais velhas não têm”, defende Klebber.

‘Se estou com uma pessoa é porque quero ela comigo hoje e sempre’, diz Klebber ao exibir sua aliança de compromisso com Marina Ruy Barbosa | Foto: Fernando Souza/ Agência O Dia
Para ele, há uma explicação para as mulheres mais velhas procurarem garotões. “Elas trabalham, têm problemas. Elas querem ser compreendidas e buscam alguém que consiga tirar o peso dos problemas, resgatá-las do universo”, filosofa. Ele garante que é o oposto do playboy da novela das seis. “Eu sou respeitador e preocupado com o sentimento do outro. Acho o Umberto vulgar em relação à mulher. Se tiver que pegar a mãe do amigo, ele pega. O Umberto quer mulheres mais velhas para não ter compromisso”, arrisca o ator, que usa na mão direita um anel de compromisso com a namorada.
As cenas quentes que gravou em ‘Lado a Lado’ não foram um problema na vida de Klebber. “Ela (Marina) entende. Nos conhecemos trabalhando em ‘Morde e Assopra’(2011). Mesmo namorando, nosso respeito em cena continuou, não tinha beijo a mais por nos relacionarmos. Era o que a cena pedia. Na TV, o público vê aquele amasso nas cenas pré-sexo, mas é um jogo de câmeras, tudo coreografado”, esclarece.

Ator revela que já se relacionou com mulheres mais velhas | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
Romântico assumido, ele costuma fazer surpresas diariamente para a namorada. Elogios de todos os tipos são ouvidos o tempo inteiro por Marina. Klebber também costuma comprar flores e mimos para ela. “Minha namorada merece, né?”, derrete-se, com seus olhos azuis brilhando. Esses olhos, aliás, já foram um problema na vida do rapaz, quando ele morava em Bom Jesus dos Perdões, pequena cidade do interior de São Paulo.
Com ciúmes do sucesso de Klebber com as meninas, os adolescentes da cidade implicavam com ele. “No interior, ainda resolvem as coisas na mão. Eles se sentiam ameaçados, inseguros”, lembra o ator, que não se considera um galã. “As pessoas colocam dessa forma, mas eu não me acho um galã. Fico feliz com os elogios, mas o lado galã está no estado de espírito do personagem”, opina.
Ele só fica chateado com os rótulos que costumam aplicar. “As pessoas rotulam. Dizem: ‘Ah, ele tem carinha de playboy’. Não veem que eu saí de casa com 15 anos, batalhei, corri atrás até conseguir meu espaço”, desabafa Klebber, que já fez bicos de garçom, vendedor e animador de festas infantis antes de conquistar uma vaga na Globo. De 2006, quando começou sua carreira de ator, até hoje, muita coisa mudou. O assédio das fãs é algo a que Klebber ainda está se adaptando.
“Às vezes, você está comendo com os amigos na rua e acaba sendo reconhecido. Eu fico sem graça, sou muito tímido, mas procuro brincar com a situação para fugir da timidez”. Ele reconhece que o divisor de águas em sua carreira foi o papel que ganhou em ‘Morde e Assopra’, como o mau-caráter Guilherme, que tinha vergonha da mãe faxineira (Cássia Kis Magro) “Foi um papel polêmico, né? Quando a gente mexe com mãe, idoso e criança, as pessoas se revoltam. As senhorinhas me chamavam de mentiroso nas ruas. Uma vez, fui sentar para comer num restaurante e falaram: ‘Você não vai sentar ao meu lado’”, conta Klebber, orgulhoso.
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