Rio -  Quem gosta de Carnaval, mas não pode esperar pelo baticum da Sapucaí, que começa domingo que vem, dia 9, com os ensaios técnicos, pode se jogar antes nas quadras das escolas de samba.

Em homenagem ao Dia do Samba, festejado neste domingo, O DIA  testou os "points" do rebolado e declara: as sedes novas da União da Ilha, Vila Isabel, Mocidade e Imperatriz são as campeãs.

Tem revista pessoal, o folião não derrete de calor e, na Verde e Branca de Padre Miguel, há até funcionário para inspecionar e manter a limpeza do banheiro.
Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
A quadra nova da Mocidade Independente de Padre Miguel é praticamente um Maracanã do Samba. Grande, com amplo estacionamento, o espaço tem até seguranças de terno e gravata  | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
As agremiações mais populares são as de ingresso mais caro. Para se divertir na Mangueira e no Salgueiro, paga-se R$ 20. O preço mais camarada, de R$ 10, é cobrado na Grande Rio, na Vila e na Mocidade. Mais perto do Carnaval, no entanto, os valores dobram. Na final do samba, a inflação fez seu Carnaval na bilheteria da Unidos da Tijuca, com entrada a R$ 30.

No quesito banheiro, a Estação Primeira de Mangueira vira a última: a quadra que alcança fácil sua lotação de 8 mil pessoas oferece só um banheiro feminino e um masculino. Já a Vila tem 11 e um só para o público GLS. O mesmo mimo existe na Grande Rio: lá se lê na plaquinha "Outros".
Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
O calor foi o destaque na animada quadra da Unidos da Tijuca, atual campeã do Carnaval. No dia da final do samba, só se viam leques improvisados. Havia ventilação, mas não o suficiente. “Muito abafado”, desabafou a administradora Clarisse Franco, que não desanimou. | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Nota máxima no acesso à quadra só para a São Clemente e Tijuca. Nascida em Botafogo, a primeira fincou seu terreno para ensaios na Avenida Presidente Vargas, ao lado da estação de metrô Cidade Nova.

A campeã do Carnaval esquenta seus foliões também no Centro, na Av. Francisco Bicalho. Para quem faz questão de ir e voltar de carro, salve a Mocidade! O estacionamento é compatível com a monumental nova quadra e pode abrigar dois mil veículos.

O preço da cerveja acompanha a curva da empolgação: vai de R$ 4 a R$ 5. Muita gente faz o esquenta do lado de fora, com latinha a R$ 3. Quem vai com a galera pede balde com várias geladas: é só colocá-lo no meio da roda.
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Quadra linda, muito agito, mas no dia da inspeção de O DIA na Portela, o do coroamento da rainha de bateria Patrícia Nery, o preço da cerveja calou foliões. “É muito caro. Comprei balde com 10 latinhas a R$ 44”, queixou-se Roberto Mendonça, 35, com a namorada ElaineFoto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
“Não precisava ser tão caro”, lamentou Ludmyla Santos, 28, que pagou R$ 5 na Unidos da Tijuca.

Gotículas de ar e teto que se abre

Que o caldeirão seja só metáfora para a animação é o que deseja o folião em busca de uma quadra para se acabar. Algumas oferecem o conforto do teto retrátil (Mangueira) e do ar-condicionado (Salgueiro e Ilha).

A Vila oferece 8 grandes ventiladores que liberam gotículas de água. A quadra da Portela é arejada. Já as da Grande Rio, Beija-Flor e Tijuca ficaram na lanterna nesse quesito: lá o ‘fervo’ ferve os frequentadores. Mas não se iluda: quando as quadras ficam abarrotadas, esses recursos apenas amenizam o calor.

Preço alto não é a rotina, dizem escolas

Com nota 5 no quesito preço, a Tijuca informou que cobrou R$ 30 na final da escolha do samba por ser “evento pontual”. “Nos ensaios, a entrada é R$ 20 e mulheres não pagam até meia-noite”, diz nota. Mal-avaliada no item, a Inocentes de Belford Roxo afirmou que os ensaios na quadra são gratuitos, inclusive a feijoada.

Ingresso de R$ 50 foi para apresentação oficial da primeira porta-bandeira, Lucinha Nobre, em show do cantor Dudu Nobre. A festa teve 4 mil cortesias.
Foto: Arte O Dia
Foto: Arte O Dia