Prefeito de Nilópolis anuncia mais obras no Calçadão e alega erros no projeto inicial
Responsável pelo plano de reforma, o subsecretário estadual de Obras, Vicente Loureiro, nega haver falhas
Rio - Iniciada em 2010, durante o governo do engenheiro e então prefeito Sérgio Sessim (PP), a reforma do Calçadão da Avenida Mirandela, no Centro de Nilópolis, ainda não terminou e já apresenta falhas que demandam novas intervenções, segundo o atual prefeito, Alessandro Calazans (PMN), que assumiu em 1º de janeiro.

Sem sistema de drenagem eficiente, Calçadão alaga em dias de chuva | Foto: Divulgação
Ele alega que o piso foi completamente refeito durante as obras, mas, por erro no projeto, o Calçadão ficou mais baixo que o das ruas Getúlio Vargas e Getúlio de Moura, que cortam a Mirandela. O resultado, diz Calazans, é que a avenida, naquele trecho, virou uma bacia.
Calazans argumenta que a rede de drenagem não foi feita, e a água não consegue escoar, causando alagamentos. Ele critica Sessim também por não ter concluído a obra começada em seu governo. “Não foi feito nenhum tipo de obra de drenagem. A água cai e não tem para onde escoar. É um absurdo uma obra de 200 metros levar quase quatro anos para ficar pronta”,dispara Calazans.
O prefeito revela, no entanto, que já pediu ajuda ao governo do estado para solucionar a questão e entregar o Calçadão pronto ainda este ano. “Técnicos do governo do estado vieram vistoriar o Calçadão e estudar as obras de que teremos que fazer. Somente a drenagem deve durar até cinco meses e custar R$ 1,5 milhão. Esse deve ser o prazo para inaugurarmos o Calçadão, após a liberação dos recursos pelo estado”, afirma Alexandr Calazans.
O subsecretário de Obras do estado, o arquiteto e urbanista Vicente Loureiro, autor do projeto da reforma do Calçadão nega que tenha havido falhas na sua execução.“O projeto está absolutamente correto. Não tem que quebrar nem refazer nada. Basta concluir o restante”, afirma.
Comércio fica no prejuízo
Com a demora na conclusão da reforma do Calçadão, os comerciantes são os mais prejudicados. Empregada de uma lanchonete, Maria das Dores conta que o movimento no estabelecimento caiu desde o início das obras. “Os clientes reclamavam muito da poeira. Agora, quando chove, temos que tirar a água com rodo”, afirmou a mulher.
Um comerciante que pediu para não ter o nome divulgado lamentou a situação. “Não tínhamos problemas com a chuva. A obra piorou em vez de melhorar”, disse.
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