Congresso prepara covardia
Numa manobra inédita, Parlamento vai analisar 3.060 vetos, inclusive o dos royalties
POR AURÉLIO GIMENEZ

Foto: Agência Senado
“A rigor o que representa essa decisão do ministro Fux, tranca a pauta. O que nós estamos fazendo é votar todos, um a um, para no fim chegarmos ao que nós queremos, que é votar o dos royalties. Nós queríamos destacá-lo para não votar todos desse jeito, mas, já que não é possível, vamos votar todos”, disse.
O senador fluminense Lindbergh Farias (PT) contestou e disse ser necessário uma comissão mista para cada veto. Já Molon protestou: “É um escândalo. Será uma violação de todas as regras. Vamos à Justiça novamente”.
Marcada para o meio-dia, a votação será secreta e em cédulas de papel. Serão mais de 400 páginas para votar os mais de três mil vetos.
JUSTIÇA
Reunida ontem à noite, a bancada fluminense no Congresso concluiu que não há nada a fazer contra o atropelo imposto pela maioria dos deputados e senadores, representantes dos estados não produtores.
O governador Sérgio Cabral ressaltou a autonomia do Congresso para analisar os vetos, mas afirmou que continuará lutando pelo direito constitucional do estado sobre os royalties dos contratos já licitados. Caso o veto seja derrubado, o Estado do Rio já tem pronta uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin).
Já o Congresso ingressou ontem no STF com um pedido de retratação da liminar expedida pelo ministro Fux e que o plenário do Supremo analise a questão.
O governador Sérgio Cabral ressaltou a autonomia do Congresso para analisar os vetos, mas afirmou que continuará lutando pelo direito constitucional do estado sobre os royalties dos contratos já licitados. Caso o veto seja derrubado, o Estado do Rio já tem pronta uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin).
Já o Congresso ingressou ontem no STF com um pedido de retratação da liminar expedida pelo ministro Fux e que o plenário do Supremo analise a questão.
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