domingo, 27 de janeiro de 2013


Fisioterapeutas têm cada vez mais atribuições

Rio -  Aptidões individuais e as oportunidades no mercado influenciam na hora de decidir que carreira seguir. Para ajudar os estudantes, a Estácio fez uma parceria com o DiaOnline e tem apresentado entrevistas com coordenadores de cursos, para tirar dúvidas e mostrar as atuações e vantagens de cada profissão. Hoje, a coordenadora da graduação em Fisioterapia, Sandra Helena Mayworm, fala sobre a área, cujo campo de atuação tem mudado muito. 
 
1) Qual a duração do curso e a média salarial do profissional formado?
São 10 períodos, ou seja, 5 anos. O salário-base da categoria é de R$1.800, inicial.
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Mercado só cresce. Foto: 13_fisioterapia_280x195.jpg
2) Em que áreas pode atuar?
O campo de atuação do fisioterapeuta vem mudando muito; na década de 90 estava muito relacionado à reabilitação e por isso atuávamos em áreas como Ortopedia, Reumatologia, Neurologia (adulto e infantil) e Pneumologia. Na década seguinte, abrangemos áreas de Cardiologia e Fisioterapia Intensiva (UTI) e também de Promoção de Saúde e Prevenção, atuando em áreas como Ginecologia e Obstetrícia (pré natal e pós natal), Saúde do Trabalhador, com atuação dentro de empresas, esportiva e com idosos (gerontologia – incontinências urinárias). Com a evolução, a Fisioterapia abrange, além de todas essas áreas, nessa década, a Estética (fisioterapia dermatofuncional), as ações preventivas (idosos, hipertensos, diabéticos) e também as disfunções orofaciais, junto a Odontologia.
 
3) Qual o perfil do profissional?
O perfil segue as Diretrizes Curriculares Nacionais, ou seja, a ideia é formar fisioterapeutas generalistas, éticos, humanistas, críticos (prática de Fisioterapia baseada em evidências) e empreendedor, com uma visão do ser humano o mais abrangente possível, um ser biopsicossocial. Após a formação no curso de graduação, o fisioterapeuta escolhe a especialização a seguir, para uma preparação mais específica.
 
4) Há alunos da Estácio que se destacaram e são famosos no mercado? (mencionar cases de sucesso)
Sim. Hoje temos alunos bem colocados no mercado, como:
 
Anke Bergeman – formou-se na Estácio em 1995. Implantou o serviço de Fisioterapia do Hospital do Câncer III / INCA, sendo responsável técnica pelo serviço por 9 anos. Fundadora da Associação Brasileira de Fisioterapia em Oncologia, vice-presidente no período de 2008 a 2009 e Presidente para a gestão 2011 a 2013. Fundou a Câmara Técnica de Fisioterapia em Oncologia do CREFITO-2, sendo coordenadora de maio 2007 a maio de 2009. Atuou como membro da Comissão de Educação do CREFITO-2 por 4 anos. Foi coordenadora geral da Residência Multiprofissional em Oncologia/INCA de 2010 a 2011. Atualmente é Gerente da Divisão de Ensino/Coordenação de Educação/INCA. 
 
Christiano Bittencourt Machado – formou-se 2m 2002 e é o atual Coordenador geral do curso de Fisioterapia da Universidade Estácio de Sá, e coordenador local do curso no campus Niterói, com doutorado em Engenharia Biomédica pela COPPE - UFRJ e em Física Acústica pela Université Pierre et Marie Curie - Paris VI, França - com “Mention Très Honorable”; (2011). Durante o ano de 2009, realizou seus estudos no Laboratoire dImagerie Paramétrique, Paris VI. Sua área de pesquisa principal é a caracterização do tecido ósseo por ultrassom quantitativo, mais especificamente na fratura óssea e no osso trabecular.
 
Carlos Henrique Brollo – formou-se em 2003. Fisioterapeuta desportivo do time profissional Sport Club Corinthians Alagoano de 2004-2012.Atualmente é preceptor de estágio em esportes na FAL-Faculdade de Alagoas e professor das disciplinas de anatomia, neuroanatomia e fisioterapia do esporte , fisioterapeuta da TOP academia, presidente da SONAFE-AL-Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva regional Alagoas.
 
 
5) O mercado está atrativo, numa boa fase? Por que?
Sim, com a expectativa de vida aumentando, necessitaremos de muitos fisioterapeutas para lidar com os idosos, tanto na prevenção e promoção de saúde, quanto nas complicações oriundas da velhice; com o stress, mais doenças surgem e o fisioterapeuta atua com procedimentos para o relaxamento; muitos eventos esportivos ocorrerão nos próximos anos, o que sinaliza um campo aberto para atuação esportiva e também, com a busca da beleza eterna, o campo de atuação na dermatofuncional só tem a crescer.
      
6) Que diferencial o curso da Estácio oferece em relação aos demais?
É um curso com professores muito competentes que atuam no mercado de trabalho, com possibilidades de enxergar a fisioterapia como  ciência, já que vários professores desenvolvem pesquisas dentro do curso. É uma instituição que dispõe de projetos de pesquisa e extensão, para incentivar o acadêmico a aprofundar ainda mais seus conhecimentos. Tem uma estrutura física com laboratórios atuais para as aulas práticas, tanto do curso como da universidade como um todo. Outro atrativo são os eventos realizados para e pelos alunos: ação social, atividade estruturada, cursos, palestras, jornada de fisioterapia. Há uma grade curricular atualizada, com carga horaria dividida em aulas teóricas e práticas, de forma a levar o aluno a um contato maior com a realidade da profissão.

Lipo: O perigo das falsas promessas

Técnicas que prometem embelezar o corpo em poucas horas, a preços baixos, feitas em consultório e sem anestesista, aumentam o risco de graves danos à saúde, alerta a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Rio -  A duas semanas do Carnaval e em meio ao verão há quem faça de tudo para ficar em forma rapidamente, sem sofrimento. Isso aumenta os riscos para a saúde. É o caso de pessoas que recorrem às chamadas hidrolipo, lipolight, minilipo, entre outras variações da lipoaspiração, a plástica mais realizada no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Em 2011, foram 211.108 contra 91.800 em 2007, quase 130% a mais.
Foto: Arte: O Dia
Arte: O Dia
Para o cirurgião plástico José Horácio Aboudib, presidente da SBPC, está havendo banalização desse tipo de procedimento. A técnica é indicada para eliminar gordura localizada no culote, nas coxas, nos quadris, nas costas, nas nádegas, no pescoço, no abdômen, nas panturrilhas e no rosto. A lipo não emagrece, nem acaba com a flacidez.
Portanto, todo cuidado é pouco. Nos últimos dois meses, ocorreram pelo menos três casos de problemas com lipoaspiração.
Em janeiro, a manicure Nayara Patracão, de 24 anos, sofreu parada cardíaca durante cirurgia, numa clínica no interior de São Paulo e está em coma. No fim de dezembro, a candidata à miss Amazonas Luciana Souza, de 21 anos, teve séria complicação após uma lipo. Em outubro, Pamela Baris do Nascimento morreu, depois de ter seu fígado perfurado.
Aos olhos do leigo, a lipo pode parecer uma operação simples, na qual basta ao médico enfiar uma cânula com soro, adrenalina e anestésico e aspirar a gordura. Mas, como qualquer plástica, requer cirurgião qualificado e cuidados no pré-operatório.
A SBCP alerta que hidrolipo, minilipo e lipolight são peças de marketing. “Uma irresponsabilidade por parte de quem oferece esses tratamentos”, afirma Aboudib.
Essas plásticas chamadas hidro ou minilipos são feitas com anestesia local e em consultórios, sem anestesista, o que diminui a segurança e aumenta o risco de infecção e de outros problemas graves de saúde. “É prática condenada por todos que têm um mínimo de responsabilidade. O único atrativo delas é o baixo preço”, alerta Aboudib.
Um tratamento barato,mas que pode custar muito caro à saúde de quem se arrisca a fazê-lo. A técnica em enfermagem Yilka Ulisses, de 31 anos, fugiu dessas novidades.
Ela se submeteu a uma lipo na barriga e no culote, mas procurou um especialista pela SBCP. O profissional exigiu todos os exames pré-operatórios, e ela seguiu à riscas as recomendações. “Só volto ao trabalho em uma semana, e às atividades físicas em 45 dias”.
Saiba como escolher o seu cirurgião
A lipoaspiração, como qualquer plástica, deve ser feita por cirurgião habilitado pela SBCP. Desconfie de tratamentos baratos. A lipo feita em hospital e com todos os cuidados de pré e pós-operatório chega a custar R$ 15 mil. E nada adianta a cirurgia se a pessoa não se cuidar. Para saber mais: www2.cirurgiaplastica.org.br.
RESULTADO
O resultado da lipo demora um pouco para aparecer, diz o cirurgião Luiz Victor Carneiro Jr., da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica e da SBCP. Há inchaço por cerca de dois meses e em cinco, já dá para ver melhor a plástica.
Por isso, não adianta fazer a operação agora pensando em estar em forma para o Carnaval ou o verão. Além disso, as manchas roxas decorrentes da cirurgia pioram se a pessoa se expuser ao sol. Os pontos são retirados em dez dias.
Normalmente, o paciente volta ao trabalho em cinco dias e aos exercícios em um mês. Precisa usar cinta elástica por cerca de um mês e meio e fazer drenagem linfática. Mulheres que tiveram filhos devem esperar pelo menos seis meses após o parto.
Reportagem de Antônio Marinho

Justiça reverte aumento abusivo de plano de saúde

Decisão favorável a cliente que não aceitou reajuste de quase 100% na prestação, por conta da troca de idade, abre precedente favorável a milhares de consumidores

POR AURÉLIO GIMENEZ
Rio -  Uma sentença proferida pelo 3º Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro dá novo alento às relações de consumo entre clientes e empresas de plano de saúde. A decisão,no fim do mês passado em primeira instância, condenou a operadora Amico Saúde Ltda, vinculada ao grupo Amil, a restituir os valores pagos a mais por um segurado na mensalidade que sofreu um reajuste de quase 100%. Além de retornar ao patamar anterior, a empresa foi condenada a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 1 mil.
Ricardo comemorou a devolução da mensalidade paga a mais | Foto: Maíra Coelho / Agência O Dia
Ricardo comemorou a devolução da mensalidade paga a mais | Foto: Maíra Coelho / Agência O Dia
Conforme o estatístico Ricardo Souza de Oliveira, 43 anos, em abril de 2012 ele foi surpreendido ao ver que a mensalidade do seu plano Dix Amico subiu de R$ 176 para R$ 304. O reajuste, segundo a operadora, ocorrera por mudança de faixa etária do segurado. Tal situação é prevista em lei e regulamentada pela ANS (confira as faixas de reajuste no quadro abaixo).

‘ME SENTI LESADO’
Ricardo alega que no contrato não há nada sobre o reajuste por idade e que, ao entrar em contato com a operadora, recebeu como resposta que “nada poderia ser feito”.
“Me senti lesado, era um aumento abusivo. Então recorri à Justiça por meio da Associação Nacional de Assistência Técnica ao Consumidor e Trabalhador (Anacont)”, diz o segurado.
“Acima de 60 anos já não pode mais ter reajuste por idade. Mas muitas operadoras ainda tentam enganar o idoso. Agora, algumas empresas fazem um reajuste abusivo para quem tem menos de 60 anos. Essa decisão é precedente favorável aos consumidores”, comemora o advogado José Roberto Oliveira, presidente da Anacont.
Na sentença foi destacado que a operadora não apresentou provas de que “a equação econômico-financeira do contrato fosse abalada ou que evidenciasse alteração do nível de sinistralidade a justificar tamanho aumento na prestação”, por alteração de idade. Ano passado, a mulher de Ricardo, Cláudia, dependente no plano, fizera 44 anos, o que justificaria a alteração de faixa etária e o reajuste.
Percentuais de reajuste devem constar em contrato
Foto: Arte: O Dia
Arte: O Dia
Por meio de nota, a operadora Amico informou que segue a legislação vigente e regulamentada pela ANS, que permite o reajuste por faixa etária.

Gerente geral Econômico-Financeiro e Atuarial da ANS, Rosana Neves informa que além do reajuste anual estipulado pela agência, as operadoras podem reajustar a mensalidade por faixa etária.
Segundo Rosana, os percentuais de reajuste por faixa etária devem constar expressamente nos contratos. Caso não haja nada escrito, a operadora não pode promover o aumento da mensalidade, alerta a executiva.
Especialista elogia sentença
Rosana Neves diz que existe um limite para aplicar o percentual de reajuste por mudança de faixa etária. Esse cálculo é feito pela própria operadora, levando em conta dados estatísticos e a frequência que os clientes utilizam os planos de saúde, conforme a idade.
Advogada da Rêgo Consultores e Associados, Éricka Gavinho diz que a sentença levou em conta a proporcionalidade e a razoabilidade na aplicação de um percental, tornando o reajuste abusivo. “Entre a lei e a justiça, aplicou-se a regra favorável ao consumidor. Este é sempre a parte mais lesada. É uma decisão louvável”, afirma a especialista em defesa do consumidor.

Brasileiros estão apostando mais em estudo e trabalho no exterior para construir carreira

POR PABLO VALLEJOS
Rio -  Brasileiros estão investindo mais em viagens para o exterior em busca de experiências que enriqueçam o currículo a carreira. Oportunidade não falta: só no programa Ciência Sem Fronteiras, são mais de 100 mil vagas oferecidas até 2015. A estratégia de ir ‘lá fora’ e voltar, dizem especialistas, garante a valorização do profissional e um salário melhor.
Foto: Arte: O Dia
Arte: O Dia
O cenário no país está favorável para quem quer construir carreira. Os dados de recente levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que osbrasileiros viajam mais para turismo, estudo e trabalho e, em seguida, retornam para ver o que essa experiência pode resultar no mercado de trabalho do Brasil.
“Estamos próximos do pleno emprego”, diz Marcelo Neri, presidente do instituto, falando sobre a decisão de voltar ao país. Segundo ele, atualmente, tem 200 mil brasileiros só nos Estados Unidos — destino preferido, escolhido por 23,8%.
Com ‘apagão’ de mão de obra de diversos setores, a estratégia é positiva para melhorar o mercado, de acordo com Neri. “Brasileiros voltam altamente educados e preenchem a demanda”, diz.
Salário é mais valorizado após experiência ‘lá fora’
Tem mais brasileiro com mestrado nos Estados Unidos (8,84%) do que os próprios norte-americanos (6,28%), segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A procura por qualificação no exterior aumenta e tem programas gratuitos para estudar ‘lá fora’, além de opções de cursos e empregos diversos por parcelas a partir de R$ 400.
O preço pode pesar no bolso, mas a recompensa pelo investimento é imediata para a maioria dos viajantes em programas de estudo e emprego. Essa é a avaliação de Gabriel Freire, gerente regional da Student Travel Bureau (STB), agência que trabalha com esse serviço.
“Quanto mais se qualifica, o percentual de remuneração eleva. No lado que abrange a parte cultural e a vivência, o currículo ganha uma maior empregabilidade”, avalia o especialista.
E é isso que Jéssica Fontes, de 20 anos, está correndo atrás desde que contratou um pacote: são seis meses de inglês intensivo e outros seis de férias com direito a trabalho. Nos dias de folga, ela pode optar por cursos complementares em diversas áreas, como outra língua, fotografia e até mesmo contabilidade, que é adequado para ela, que se formou em Ciências Contábeis.
Jéssica foi para Turquia na última semana e depois segue para a Irlanda, para o trabalho e as aulas. Quem também está ‘voando’ atrás da qualificação no exterior é Mariana Musse, 27, que cursa doutorado em comunicação na Universitat Pompeu Fabra, em Barcelona.
Os estudos ‘lá fora’ garantiram, para Mariana, um avanço na sua carreira. Já estudou no Japão e, no último ano, se especializou em documentários na Escuela Superior de Cinema y Audiovisuales de Cataluña, em Barcelona. Quando retorna ao Brasil, segue o trabalho focado em cinema e comunicação.
Experiências não faltam para ela. “Somando os valores culturais com a vivência no campo profissional, não há como voltar ao Brasil com o saldo negativo”, diz.
Jéssica Fontes, que fica até 2014 no exterior, complementa: “A parte boa é que o intercambio se tornou mais fácil e barato do que anos atrás e as recompensas são inúmeras. É uma tremenda riqueza profissional e pessoal”.
De babás e cuidadores a professores
Foi-se o tempo em que a maioria dos brasileiros viajava para o exterior somente para ocupar postos de babá ou cuidadores de casas. A opção ainda existe e é uma saída viável para vida no exterior, mas acontece que pessoas têm saído do Brasil para estudar e conseguir empregos de alto nível.
Segundo a escritora e doutora em Educação Andrea Ramal, hoje o profissional brasileiro sabe que a formação precisa ser global e enriquecida por experiências multiculturais. “Ele sabe, sobretudo, que estudar fora já é uma oportunidade muito mais concreta e acessível, em vez de ser um privilégio de poucos”, analisa.
O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, também afirma que as pessoas que investiram no estudo e no trabalho no exterior têm mais conhecimento e mais conexões. Essa é uma das constatações do último levantamento do Ipea.
“Além dos programas de intercâmbio, compra coletiva, facilidade do crédito e poder de compra facilitam a ida ao exterior”, diz. Para ele, a preferência dos fluminense acaba sendo ir, voltar e construir carreira.
CORRA JÁ ATRÁS DOS CURSOS
PROGRAMA GRATUITO
Já pensou em viajar e estudar de graça? O Ciência Sem Fronteiras está com vagas abertas durante todo o ano para bolsas em graduação, pós-graduação e pós-doutorado em cursos de tecnologia e ciência. Trata-se de uma iniciativa dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC).
Por meio do programa, brasileiros podem tentar bolsas para ir para outros países e se qualificar. Lá, ainda há chances de fazer a chamada ‘graduação sanduíche’ que combina estudos no exterior e no Brasil. O Ciência Sem Fronteiras estima abrir 101 mil vagas até 2015. Quem não consegue bolsas, tem diversas opções de pagamento também. Vale conhecer mais no site: www.cienciasemfronteiras.gov.br.
PARA TODOS OS GOSTOS
Não falta opção para quem quer aderir a estratégia de ter experiências no exterior e voltar. Em 2012, a CI Intercâmbio embarcou mais de 60 mil brasileiros em programas de intercâmbio. Os principais destinos foram Canadá, Estados Unidos e Inglaterra. O carro-chefe da companhia são os cursos de idioma, sobretudo o Inglês. Na Student Travel Bureau (STB), os números e destinos favoritos são os mesmos.
Há empresas que ofereçam pacotes com duração de uma semana a dois anos — há quem acabe criando carreira por outros países e retorne ao Brasil bem depois. Vale pesquisar nos sites oficiais de ambas empresas e conferir os pacotes e data oferecidos.
AS MAIS ESCOLHIDAS
Só na CI Intercâmbio, os programas de trabalho no exterior têm registrado crescimento em toda a rede desde 2010, com aumento de cerca de 11% ao ano. Em 2012, a empresa registrou aumento de 15% na venda desses programas.
Apesar dos cursos de idiomas serem a preferência de diversos clientes brasileiros, segundo Gisele Mainardi, gerente de Estudo & Trabalho da CI, as principais carreiras procuradas para os programas de estágio e trabalho foram Administração e Marketing.
Já para os cursos de graduação, pós, extensão e MBA foram administração, marketing, relações internacionais. “No Estado do Rio, registramos uma procura de 12% do total de toda a rede”, diz.

Força Aérea francesa bombardeia casa de líder salafista em Kidal

França -  A aviação francesa bombardeou neste sábado alvos na cidade  malinesa de Kidal, no norte do Mali sob controle dos grupos salafistas, entre eles a casa do dirigente salafista Iyad Ag Ghali, informaram à Agência Efe fontes de segurança. Uma fonte do departamento da segurança do Estado malinês informou à Efe que a casa de Ag Ghali, líder do grupo Ansar al Dine, foi destruída durante esses ataques.
"Não sabemos se conseguiu fugir, como outros chefes salafistas em Gao e emTombuctu", acrescentou a fonte. Outra fonte de segurança manifestou que esses bombardeios continuarão durante todo o dia."As colinas que cercam Kidal se transformaram em refúgios dos salafistas após os primeiros bombardeios na semana passada", acrescentou.
Enquanto isso, uma fonte de segurança do Mali expressou à Efe que a tomada de Gao é a primeira etapa de um plano "muito próximo" para a reconquista de Kidal, junto com a de Tombuctú, pelas forças francesas e malinesas. "Agora, nosso próximo objetivo é Tombuctú", a histórica vila dos 3 mil santos, com vários mausoléus declarados Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, que foram destruídos há meses pelos fanáticos islamitas", declarou à Efe um responsável do Ministério da Defesa malinês.


Acidente de ônibus em Portugal deixa nove mortos e 30 feridos

Portugal -  Pelo menos nove pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas neste domingo quando um ônibus caiu em um barranco na cidade  de Serta, na região de Castelo Branco, em Portugal, informou a Defesa Civil local. O ônibus transportava os passageiros de uma excursão e acabou saindo da rodovia. Ao todo, 33 pessoas foram levadas para hospitais de Coimbra e Castelo Branco.
Além disso, um hospital de campanha foi montado para avaliar as vítimas. Cerca de duzentos bombeiros continuam no local trabalhando no resgate das pessoas que permanecem presas no interior do veículo. Os bombeiros solicitam a ajuda de guindastes para a operação e a polícia instalou um dispositivo de segurança  na estrada parafacilitar a passagem das ambulâncias.
EFE

Morre na África do Sul polêmico criador do Museu do Apartheid

Rio -  África do Sul - O magnata Abe Krok, controvertido criador, ao lado de seu irmão gêmeo Solly, do Museu do Apartheid, em Johanesburgo, e da célebre máquina depiladora Epilady, morreu nesta semana na África do Sul, aos 83 anos de idade, informou neste domingo o jornal "Sunday Times". Krok, que era um químico de formação, sofria do mal de Parkinson e demência senil.
Ele ficou rico ao lado de seu irmão ao montar uma indústria farmacêutica. Durante os anos do regime racista do apartheid, os Krok fizeram fortuna com a venda de um creme para branquear a pele muito popular entre os sul-africanos negros. O produto, concebido pelos dois irmãos na cozinha da casa de sua mãe, continha hidroquinona, uma substância que despigmenta a pele.
A África do Sul proibiu este tipo de creme em 1990, já no fim do governo segregacionista imposto pela minoria branca, por seu suposto perigo para a saúde. Pouco depois, os Krok deixaram a indústria farmacêutica para se dedicar ao jogo, com a abertura de cassinos e a fundação, em Johanesburgo, do parque temático e de atrações Gold Reef City. Ao lado do parque, Abe e Solly criaram em 2001 o museu do Apartheid, um dos lugares turísticos de mais sucesso da cidade de Johanesburgo, onde a vida durante o regime racista é relatada com rigor e emoção.
O lançamento no anos 80 da máquina depiladora Epilady, que as filhas dos gêmeos se encarregavam de vender nos Estados Unidos, foi outro das grandes conquistas comerciais dos Krok. Abe Krok também tinha negócios imobiliários e hoteleiros. Apaixonado por futebol, ele foi proprietário do time Mamelodi Sundowns, da primeira divisão do campeonato da África do Sul.
Nascido em Johanesburgo em uma família judia que veio da Lituânia para a África do Sul em 1920, Abe Krok deixa seis filhos e sua esposa Rosie, além de uma fortuna, cujos herdeiros já começaram a disputar nos tribunais, estimada em cerca cem milhões de euro, segundo a imprensa local.
EFE

Frei Betto: José Martí e Cuba

Rio -  Em evento internacional sobre o equilíbrio do mundo, patrocinado pela Unesco, comemora-se em Havana, nesta última semana de janeiro, o 160º aniversário do nascimento de José Martí.
A história da América Latina é rica em líderes sociais que encarnaram, em ideias e atitudes, utopias libertárias. Raros, entretanto, aqueles que, se por milagre ressuscitassem do túmulo, se deparariam com a realização efetiva de seus sonhos e projetos.
Um deles é José Martí, que veria na Revolução Cubana que seu sacrifício não foi em vão — morreu de armas nas mãos, em 1895, defendendo a emancipação de Cuba do domínio espanhol.
Sua luta disseminou raízes que floresceram no projeto de soberania e libertaçãonacionais, realizado pelo povo cubano nas últimas seis décadas, sob a liderança dos irmãos Fidel e Raúl Castro. Graças a Martí, a Revolução Cubana preservou a sua cubanidade. Martí era um homem de ação. Jamais perdeu o senso crítico.
A geração de Martí assimilou as ideias iluministas sem despregar os pés do solo latino-americano. Um princípio de educação popular bem se aplica àquela geração: a cabeça pensa onde os pés pisam.
O papel de Cuba no equilíbrio da América Latina e Caribe tem raízes no século 18, quando a cultura cubana ganhou identidade e expressão. Cuba venceu o colonialismo espanhol eliminando a escravatura e assegurando a sua independência como nação. Com a vitória da Revolução, impôs limites à expansão imperialista dos EUA.
Ali ocorreu um movimento de libertação nacional que abraçou o projeto socialista. Mas o equilíbrio se manteve. Martí não foi trocado por Marx; a fé religiosa dos cubanos não foi eliminada pelo materialismo histórico e dialético.
Escritor, autor de ‘Conversa sobre a fé e a ciência’, em parceria com Marcelo Gleiser


Ricardo Balestreri: Regulamentação das armas não letais

Rio -  Tenho acompanhado a discussão em torno da utilização, pelas forças de segurança do Brasil e do mundo, de armas não letais, em particular das pistolas elétricas incapacitantes. Cada vez mais esses dispositivos têm sido usados, o que é, ao mesmo tempo, bom e ruim. Bom porque se não existisse opção à arma de fogo, haveria um incalculável número de mortes desnecessárias. Ruim porque quanto mais essa tecnologia é usada, maior a possibilidade de o ser de forma equivocada.
No entanto, é preciso compreender que entre não fazer nada e a adoção da arma letal há um leque de possibilidades. As tecnologias não letais existem para ocupar esse espaço. Elas são fundamentais, por exemplo, no controle de distúrbios urbanos e imprescindíveis na segurança privada.
Trata-se de assunto muito novo, em especial no Brasil. É chegada a hora de discutirmos a regulamentação do uso desses equipamentos pelas forças de segurança; de criarnormas para garantir a qualidade dos produtos que entram no mercado; de estabelecer doutrinas para a aplicação daquilo que a ONU convencionou chamar de “uso proporcional da força”.
Quando secretário nacional de Segurança Pública, incentivei a aquisição — pela União, estados e municípios — de dispositivos não letais diversos. Isso ocorreu com a condicionante do treinamento, conforme estabelecido em 2007 pelo Pronasci, programa que representa um divisor de águas no que tange as propostas de redução da letalidade pelas forças de segurança do País.
Até então, a lógica era bem distinta. As polícias só dispunham, às vezes para uso banalizado, de armas de fogo. Não era de se admirar a estatística de mortes por balas perdidas, no caso do Rio, e que tenhamos vivido episódios lamentáveis como os massacres do Carandiru e de Eldorado dos Carajás — que poderiam ter tido outro desfecho caso as forças de segurança de então dispusessem de equipamentos não letais adequados.
As tecnologias não letais surgiram, justamente, para amenizar os danos oriundos dos confrontos da vida real. Elas causam dor, ardência, choque. Mas é como diz o dito popular: ruim com elas, pior sem elas.
Ex-secretário nacional de Segurança Pública e presidente do Observatório do Uso Legítimo da Força


Moacyr Luz: Dicionário de palavras comuns

Rio -  Encostado no balcão, anoto na memória palavras soltas da mesa próxima.
Preciso delas pra aprontar minha crônica semanal.
O ouvido esgarça feito o megafone da RCA:
— Rapaz, na hora de descer o caixão, minha tia se curvou na despedida e a peruca caiu!
— E aí, Pacheco?
— O coveiro, com a pá erguida, soltou o seguinte: “Madame, a peruca vai ou fica?”
Ri com os olhos pra não invadir a privacidade.
— Essa minha tia também é boa de copo. Outro dia se aborreceu comigo quando soube que Zumbi tinha morrido há trezentos anos: “Pô, meu sobrinho!
Deixei de beber uma cervejinha na birosca pra vim na festa de quem já morreu? E eu aqui procurando um defunto?”
A conversa seguiu. Ainda ouvi na saideira que Zuzu, a tia, pegou no sono e fez três “ida e volta” no ônibus do bairro.
O trocador deu uma cutucada no fim do último trajeto: “ A senhora tá de bob?”
Zuzu, acordando assustada, apertou a cabeça: “Meu filho! Como eu fui sair de casa com bobes na cabeça?”
São movimentos que a literatura não traduz, a expressão.
O freguês aqui do lado desliga o celular e murmura pra eu invejar:
— Hoje vou tirar o coelho da toca.
Acena pra cozinheira no fosso da cozinha e dispara outra manjada: — Tu não é Ave Maria, mas tá cheia de graça.
Páginas desse dicionário de palavras comuns.
Imagino que em qualquer cidade brasileira aconteçam diálogos abeirados, mas no Rio de Janeiro o som de cada substantivo ganha requintes de um nome próprio.
Na calçada, o flanelinha gesticula:
— Doutor, deixa solto!
— Não me chama de doutor que eu te opero.
— Que isso, patrão?
— E não me chama de patrão que eu te demito!
Fazer o quê?
Intimidades cariocas.
E-mail: moacyrluz@ig.com.br

Tração integral no asfalto

Preparadora alemã ousa mexer no visual do novo Range Rover e deixa SUV muito radical

POR PEDRO CUADRAT
Rio -  A customizadora alemã Lumma Design já correu para ser uma das empresas pioneiras na criação de uma versão tunada do novo Land Rover Range Rover, batizada de CLR -R.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
A nova geração do utilitário esportivo ganhou faróis maiores e um para-choque mais robusto, mas a Lumma Design não se deu por satisfeita. Criou detalhes para fazer o motor respirar ainda melhor e, ao mesmo tempo, deixar o modelo ainda mais esportivo, como, por exemplo, aberturas maiores no para-choque e duas fileiras de LEDs de iluminação diurna.
As laterais receberam novos para-lamas alargados em cinco centímetros, rodas de 22 polegadas — com opções de pintura branca ou preta, vestidas por pneus 315/30R22 —, além de novas saias e apliques de fibra de carbono nas saídas de ar dos para-lamas dianteiros.
A traseira do jipão inglês ganhou novo para-choque com extrator de ar e novas ponteiras do escapamento, além de um spoiler no teto.
A suspensão recebeu sistema de regulagem de altura que rebaixa o veículo em até quatro centímetros, deixando o SUV mais esportivo.

Veja como proceder para pagar o IPTU

Inquilino só deve quitar o imposto se contrato estipular obrigação

Rio -  O início de ano, para boa parte da população, significa separar uma parte do orçamento para o pagamento de contas. Para quem tem filhos, uma das mais pesadas é a do material escolar. Para donos de carros, o IPVA. Quem é dono de imóvel sabe que, além desses custos, é preciso estar em dia com o IPTU, o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano. Já para quem paga aluguel algumas dúvidas sempre aparecem. A principal é saber quem deve pagar o imposto: o dono ou o inquilino?
O carnê do imposto predial começa a chegar nas residências este mês | Foto: Divulgação
O carnê do imposto predial começa a chegar nas residências este mês | Foto: Divulgação
De acordo com Edison Parente, vice-presidente comercial da administradora de imóveis Renascença, quem deve pagar a conta é o dono do imóvel. Mas, por contrato, esse gasto acaba sendo repassado ao inquilino.
Parente lembra que o imposto, normalmente, é cobrado no início de cada ano no boleto bancário com o aluguel. Mas alerta que o inquilino tem o direito de escolher se quer pagar em parcelas ou cota única, revertendo para ele os benefícios e descontos, caso escolha pagar de uma única vez.
Ele aconselha a leitura detalhada do contrato de aluguel, pois nele estará explicado quem será o responsável pela despesa. “Caso não haja contrato escrito, prevalece a obrigação do locador pagar”, diz Edison Parente.
Para saber o valor do IPTU é preciso acessar o site da Prefeitura do Rio ou ligar para o número 1746, que funciona 24 horas por dia.