Rio -  Quando se fala das previsões até 2016 no Rio é impossível não lembrar dos dois grandes eventos esportivos que vão acontecer. Antes de imaginar a cidade na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016, entretanto, algumas mudanças importantes também devem ocorrer num setor importante para a economia de qualquer região: tecnologia e inovação. Na Ilha da Cidade Universitária, o Parque Tecnológico do Rio/UFRJ vai ganhar investimentos, laboratórios e novidades.
Surgido com o objetivo de transformar conhecimento em riqueza e estimular interação entre a universidade e empresas, o parque vai passar por grandes transformações. Até 2016, a área de 350 mil metros vai receber construções batizadas de Torre da Inovaçãoe Cubo da Inovação — a primeira é um conjunto de prédios com até 100 empresas e a segunda, um empreendimento cultural.
Foto: O Dia
Arte: O Dia
A “torre” — que na verdade serão três prédios de pelo menos 10 andares, entre eles um hotel — reunirá a partir de 2016 até 100 empresas. A administração do parque estuda colocar em prática um concurso arquitetônico para escolher o formato dos prédios. Antes disso, até 2014, pelo menos 11 grandes empresas, cinco laboratórios mantidos pela Coppe e uma dezena de pequenas e médias companhias estarão instaladas no parque. Atualmente, no local, oportunidades de negócios e de pesquisas de ponta já acontecem com frequência.
Muitas são ligadas ao ramo de petróleo e gás, mas cientistas de áreas tão diferentes como Realidade Virtual, simuladores, telecomunicações de alta performance e meteorologia atuam em empresas pequenas, médias e que ganham força no parque.
“O conjunto de laboratórios na Cidade Universitária tem uma amplitude e qualidade difícil de encontrar similar no Brasil. O ecossistema que está sendo montado aqui, com centros de pesquisas de uma dezena de grandes empresas, terá um grande poder para a geração de emprego e renda no Rio” diz, Maurício Guedes, diretor do Parque Tecnológico.
Melhorias também na incubadora
O parque nasceu em 2003 e desde então ganhou impulso com fatores como a descoberta do pré-sal, anunciada em 2007, o que atraiu o interesse de mais empresas e prestadores de serviço do setor de petróleo. Várias das companhias que acabam se instalando na região, porém, estão na Ilha do Fundão desde que eram “embriões”, porque se desenvolveram na incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ, instalada na Cidade Universitária.
A iniciativa foi criada em 1994 para incentivar o empreendedorismo e a transferência de conhecimentos gerados em pesquisas acadêmicas para novos serviços e produtostecnológicos. Com 1,9 mil metros quadrados, a incubadora possui, atualmente, 15 empresas residentes e instaladas no local e mais de 48 empresas graduadas.
Além da área de petróleo e gás, a atuação da Incubadora da Coppe está focada principalmente nas áreas de Energia, Meio Ambiente e Tecnologia da Informação. Esses setores são fortemente estimulados pelos laboratórios e pesquisadores da própria Coppe e UFRJ, além da proximidade com o Cenpes, o centro de pesquisas da Petrobras.
A incubadora tem capacidade para receber até 21 empresas em uma excelente infraestrutura empresarial com salas de reunião, escritórios, auditório e refeitório. Com a construção do seu terceiro prédio, iniciada em julho de 2012, a incubadora terá capacidade para abrigar até 30 empresas.
As empresas da incubadora recebem orientação empresarial especializada nas áreas de comercialização, marketing, finanças, jurídica, contábil e comunicação. Essa supervisão permite que os empreendedores gerenciem melhor seus negócios e direcionem o foco no mercado em que atuam.