segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"Estou muito motivada, eu quero jogar, quero ver a cara do nosso time"


Fofão vai comandar a Unilever. Luiz Doro/adorofoto
A paixão pelo vôlei continua viva. Tanto que, aos 42 anos, após ter passado uma temporada sem jogar, Fofão não vê a hora de atuar pela Unilever, nas semifinais do Carioca, no dia 5. Ouro nos Jogos de Pequim (2008), ela quer ver logo a 'cara' do time. Nascida em São Paulo, a levantadora curte a vida no Rio, a oportunidade de estar em quadra trabalhando mais uma vez com Bernardinho, e conta como foi difícil comentar os jogos da Seleção feminina na Olimpíada de Londres.
Como está sendo a volta ao vôlei?
No começo, foi mais difícil. Até mesmo pelo fato de eu ter ficado um ano sem essa rotina de treino. Agora eu já estou mais entrosada com o dia a dia daqui. Está sendo gostoso.
Você estava com saudade das quadras?
Por incrível que pareça, eu estava. Bastante, viu? (risos). O melhor de tudo é você voltar e ver que ainda gosta de fazer. Isso foi o mais importante. Por ter ficado um ano parada, achei que talvez fosse desanimar um pouquinho. Pelo contrário. Estou motivada e feliz onde estou.
Pensou em parar?
Eu sempre tive na cabeça que eu vou parar jogando, não do jeito que eu estava, sem treinar e, então, decidir parar. Não seria legal para mim também.
Você jogou tênis quando esteve afastada do vôlei. Como foi a experiência?
Como não queria ficar parada totalmente, procurei coisas que me motivassem. Aí me aventurei no tênis. Mas estava sempre em contato com o vôlei, fui em vários lugares treinar com equipes mais jovens. Elas se assustavam: 'Meu Deus, a Fofão aqui'. Eu falava: 'Gente, tranquilo, eu virei mais vezes' (risos).

Fofão se aventurou no tênis enquanto esteve afastada das quadras. Arquivo Pessoal
Como é a vida no Rio?
Eu vinha para cá com a Seleção, mas a gente treinava e ia para a concentração. Tanto é que eu cheguei e não sabia andar aqui. Fiquei quase dois meses sem carro para aprender os caminhos. É bem diferente de São Paulo. Mas o gostoso é o astral. É impossível ficar de mau humor. Você olha o mar e fala: 'Vou reclamar de quê, né?'.
Já tentou ir ao treino de bicicleta?
Comprei a bicicleta para vir. O problema é que eu vinha e tinha que voltar. É muito sofrimento (risos). Um dia eu resolvi testar. Mas depois eu pensei: 'Depois de um treino pesado, eu voltar pedalando'. Aí eu não me animei de vir de novo (risos).
Como foi a experiência de ser comentarista na Olimpíada de Londres?
Foi difícil porque eu sofri muito. É muito difícil você comentar se você esteve ali dentro, com as mesmas pessoas. O primeiro jogo para mim foi complicado, foi como se eu tivesse estreando junto com elas. Foi muito difícil porque, ao mesmo tempo que tenho que falar o que está acontecendo, eu entendo a situação delas, a dificuldade que é. Tentei ponderar o máximo possível porque sou uma jogadora e sei como é estar ali dentro. Uma das coisas mais difíceis que eu fiz até hoje foi comentar uma Olimpíada.
Você esperava a volta por cima da Seleção?
Fiquei muito preocupada depois do jogo contra a Coreia (quando a vaga para as quartas ficou ameaçada). Depois que terminou o jogo, vi as meninas chorando, as mais experientes também chorando. Achei que não era o momento para esse desespero todo. Inclusive mandei um e-mail para uma das meninas, falei para não deixar isso acontecer porque elas eram as líderes. Uma pessoa que está chegando agora e vê uma Thaisa ou uma Fabiana chorar, bate um pouco de insegurança.
E depois teve a volta por cima...
Foi a coisa mais linda do mundo o que elas fizeram. Elas deram uma prova de superação imensa, com uma força de grupo. Foi o que fez a diferença. Elas poderiam ter voltado sem nada nas mãos e acabaram campeãs olímpicas.
Como viu a atuação da Dani Lins?
Ela despertou no momento certo. Ninguém sabia se ela iria ficar entre as 12. Ela ficou e, no momento que o time mais precisou, ela demonstrou maturidade. As jogadoras sentiram confiança nela. Contra a Rússia, ela foi a melhor jogadora. Foi importantíssima para o time. Era o que elas precisavam, da segurança dela. Depois, ela foi tranquila, parecia que ela estava desfilando ali, sem preocupação.
Você não sente saudades da Seleção?
Saudade eu sinto. Eu olho para elas e a vontade é de estar lá. Acima de tudo, ficou uma amizade muito grande. Toda vez que eu as vejo, eu sei o que está acontecendo e começo a dar risada sozinha porque eu sei que elas estão sacaneando uma a outra. Não tem como não sentir saudade. Mas, quanto a voltar e estar junto, isso não existe mais.
O técnico José Roberto Guimarães disse que tentou convencê-la a voltar à Seleção até 2010, não é?
Era uma coisa que já estava decidida na minha cabeça. A minha missão tinha sido cumprida. Eu me desliguei de uma tal maneira que eu não conseguia me ver voltando, mesmo com as pessoas falando para eu voltar. Estava tranquila com a decisão que eu tomei.
Você já faz planos para a aposentadoria?
Deixo as coisas acontecerem. Planejar nunca foi o meu forte. O mais importante é estar bem de saúde. Assim como eu decidi um dia parar com a Seleção, um dia eu vou parar de jogar vôlei, encerrar totalmente.
Já tem em mente o que vai fazer quando parar?
Tenho um caderno cheio de coisas anotadas. Quero saber por onde eu vou começar (risos). O mais importante quando parar é estar bem resolvida. Assim como eu parei na Seleção e não sentia vontade de voltar. Essa decisão é a mais difícil porque vou deixar de fazer o que eu gosto. Ao mesmo tempo sei que estarei envolvida com o vôlei.
Como é trabalhar de novo com o Bernardinho?
O bom do Bernardo é que já o conheço. Sei como ele trabalha, como ele é. Está sendo muito bom, é um excelente técnico. Hoje em dia, estou mais amadurecida do que na época da Seleção e o que ele fala é mais fácil de entender. É tranquilo, é preparar os ouvidos (risos)...
Como você está fisicamente?Eu me cuidei para não chegar aqui e ter que recomeçar do zero. Desde que eu cheguei, estou conseguindo fazer as coisas igual às meninas, estou treinando normal. Dor todo mundo sente, mas nada que me incomoda. Falei que eu não quero entrar entrar lá (na fisioterapia) por motivo de dor, vou lá para fazer massagem (risos).
Você está ansiosa para voltar a jogar?
Estou, porque você treina muito e é o momento que você mais espera. A expectativa é grande, mesmo para alguém que já tenha tanta experiência. O friozinho na barriga ainda é o mesmo, a ansiedade ainda é a mesma. Estou muito motivada, eu quero jogar, quero ver a cara do nosso time.

Fofão e o marido, João Márcio, seu grande incentivador na carreira. Arquivo Pessoal

Domingo, 16 Setembro, 2012

Um peregrino tricampeão


Fotos Arquivo Pessoal
O sacrifício é inevitável e, dessa vez, as dores apareceram nos pés, no joelho e no quadril. Havia também a preocupação com a mulher, Alcione, que o acompanhava na caminhada. Mas, no fim, ao chegar à Catedral de Santiago de Compostela, o técnico José Roberto Guimarães teve a certeza de que valeu a pena cumprir a promessa pela conquista do bicampeonato olímpico com a Seleção feminina de vôlei nos Jogos de Londres. Durante uma semana, entre o fim de agosto e início deste mês, o comandante virou um peregrino para completar quase 100 quilômetros do Caminho de Santiago.
Zé Roberto já havia percorrido, sozinho, 800 quilômetros do caminho em 28 dias como promessa pela conquista do título da Superliga na temporada 2002/2003. Mas afirmou que agora não estava tão bem preparado fisicamente como da outra vez. "Sofri pra caramba. Na outra vez eu estava bem. A Alcione estava melhor do que eu. Senti muita dor nos pés, no joelho e no quadril. Mas continuamos a caminhada. Tem que pagar a promessa, né"?, brincou Zé Roberto, tricampeão olímpico, contando também o ouro com os homens, em 1992.
Apesar de ter se saído bem, Alcione voltou para casa com bolhas nos pés, resultado das horas de caminhada diária. Mas gostou da experiência ao lado do marido. "Adorei e quero voltar. Dessa vez, era o momento dele. Fui para acompanhá-lo e registrei esse momento", contou Alcione, que aproveitou para fotografar e filmar a peregrinação de Zé Roberto.
Durante a caminhada, os peregrinos aproveitam para admirar o caminho. "Foi muito bom, correu tudo muito bem. A paisagem é linda. Encontramos muita gente andando. Todo mundo que passa fala: 'bom caminho'. É a saudação de lá", contou Zé Roberto, lembrando da realização ao chegar ao final do trajeto, na Catedral de Santiago, na Espanha: "É um momento muito legal porque você conseguiu atingir seu objetivo. Às 19h30, tem a missa, em que a maioria dos peregrinos se junta. É um momento muito legal de encontro, em que você atinge sua meta. Para mim também, porque eu estava terminando de pagar a promessa ali. É a realização".
De volta ao Brasil desde o dia 3, o técnico ainda lembrou detalhes do trajeto, que reúne peregrinos do mundo inteiro. "O menu dos peregrinos custa nove euros (pouco menos de R$ 25). Come-se bem. Além da paisagem, que é linda, tem a segurança. Você não fica preocupado em ser assaltado, é tranquilo", recordou o comandante.
Em 2003, médico o ajudou na rota de 800 quilômetros
Da primeira vez que fez o Caminho de Santiago, como promessa pelo título da Superliga na temporada 2002/2003, Zé Roberto também encontrou dificuldades no percurso. Mas não desistiu e completou 800 quilômetros.
"Daquela vez, eu exagerei no início. No segundo dia, andei 39 quilômetros e, no quarto, 42. Acabei fazendo mais do que deveria. Comecei a ter uma tendinite muito forte na canela. Sorte que encontrei um médico de Palma de Mallorca, que me deu anti-inflamatório e me ajudou. Consegui continuar o caminho", recordou o treinador.
Para Zé Roberto, percorrer o Caminho de Santiago também é um momento de reflexão. "Você pensa sobre a sua vida, sobre os seus valores. Não tem dinheiro, não tem condição social, não tem absolutamente nada. Ali, as pessoas ajudam as outras que estão em necessidade. É uma troca muito bacana", destacou ele.
Existem diferentes pontos de partida para completar o caminho. Mas o final é sempre o mesmo: a Catedral de Santiago de Compostela, na Espanha.

Terça-feira, 11 Setembro, 2012

Novo desafio para Mari


Fotos Arquivo Pessoal
Medalha de ouro nos Jogos de Pequim (2008), Mari já está na Turquia para um novo desafio na carreira. Ao lado da bicampeã olímpica Paula Pequeno, a atacante se apresentou ao seu novo time, o Fenerbahce, na segunda-feira, e já fez seu primeiro treino com a equipe. O time conta também com a coreana Kim, MVP da Olimpíada de Londres.
"Estou muito ansiosa para esse novo desafio na minha carreira. Estou impressionada com a estrutura que encontrei aqui e tenho certeza de que vamos brigar por todos os títulos que disputarmos nessa temporada", afirmou Mari, que ficou fora da Seleção que disputou os Jogos de Londres.
Mari já se prepara para amistosos na Polônia, ainda este mês, mas a grande meta do time neste ano será o Campeonato Mundial de Clubes, em Doha, em outubro.
Jogar no exterior não é novidade para Mari. De 2006 a 2008, ela atuou pelo Scavolini Pesaro, na Itália, onde conquistou a Cev Cup (2008), o Campeonato Italiano (2007/2008) e a Supercopa da Itália (2006).
"Não é novidade pra mim jogar no exterior. Fui muito feliz na Itália e espero ter o mesmo sucesso aqui na Turquia. É uma equipe que tem tradição no vôlei e espero poder corresponder em quadra", afirmou a campeã olímpica.
Paula também já jogou fora do País, sendo campeã russa na temporada 2009/2010 com o Zarechie Odintsovo. "É minha segunda experiência no exterior, mesmo assim a ansiedade é grande de começar a trabalhar. Tenho certeza de que será uma grande temporada e que vamos disputar com reais chances de conquista todos os campeonatos que disputaremos", afirmou a ponteira, quando acertou com Fenerbahce, em junho.
Já na Turquia, Paula fez questão de mandar ontem um recado aos seus fãs através do Twitter. "Queridos já cheguei, fui muito bem recebida e peço a Deus que seja uma ótima temporada", escreveu a bicampeã olímpica.

Paula Pequeno e Mari já uniformizadas: dupla quer voltar para o Brasil com títulos

Mari com a coreana Kim, MVP da Olimpíada de Londres

Quinta-feira, 6 Setembro, 2012

RJX mostra a sua cara


Foto Carlos Moraes/O DIA
No levantamento, está o carioca Bruninho, que festeja a chance de jogar em 'casa' depois de nove temporadas em Florianópolis. No comando, a cara também é nova: o técnico gaúcho Marcelo Fronckowiak. Entre os ponteiros, Thiago Alves chega ao time e o líbero Mário Jr. também aparece entre os novos contratados. Com esses e outros reforços, aliados a destaques como Dante e Lucão, o RJX mostrou hoje, no Maracanãzinho, o seu elenco para a temporada 2012/2013, depois de ter chegado à semifinal da última Superliga de vôlei.
"É um momento especial, de jogar na cidade onde nasci. Estava há quase 16 anos fora do Rio. Temos que nos dedicar dentro de quadra para que o vôlei do Rio possa reeditar os anos 80, quando a Atlântica Boavista lotava o Maracanãzinho", afirmou Bruninho.
O levantador volta ao Rio depois de duas temporadas pela Unisul e sete pela Cimed, ambas em Florianópolis. "A vida é feita de desafios. Chegou o momento de buscar algo novo. Terei a oportunidade de jogar no Maracanãzinho, com a minha família assistindo. Isso não tem preço. Vou poder acompanhar também o crescimento das minhas irmãs", completou o levantador, referindo-se à Júlia e Vitória, filhas do técnico Bernardinho com a ex-levantadora Fernanda Venturini.
O RJX reúne quatro jogadores da Seleção que conquistou a medalha de prata nos Jogos de Londres: Bruninho, Lucão, Dante e Thiago Alves.
Além de Bruninho, Thiago Alves e Mário Jr., as outras novidades no time são o líbero Rafael, o ponteiro Manius, o central Athos e o levantador Bernardo Roese. Já Dante e Lucão seguem na equipe carioca, assim como os centrais Riad e Ualas, os opostos Theo e Da Silva, o levantador Guilherme e os ponteiros Thiago Sens e Renan.
A nova formação já estará em quadra amanhã, às 11h, num amistoso contra o Panasonic Panthers, atual campeão japonês, também no Maracanãzinho. Dante, em recuperação de dores no joelho esquerdo, será o desfalque na partida. De 13 a 15, o RJX disputará a II Copa Volta Redonda de vôlei e, no fim do mês, o grupo segue para Ijuí, no Rio Grande do Sul, para participar do Torneio Top Four.
Apesar da força do elenco, Bruninho destacou que os nomes não ganham títulos. "O que vale é o trabalho do dia a dia. Temos que respeitar as outras equipes, que são muito fortes também", ponderou.

Dante e o técnico Marcelo Fronckowiak. Foto Carlos Moraes/O DIA
Dante não vai operar o joelho esquerdo
As dores no joelho esquerdo atrapalharam Dante na final dos Jogos de Londres e uma cirurgia chegou a ser cogitada, mas, a princípio, está descartada. Em tratamento, o ponteiro está fora do amistoso contra o Panasonic, mas está confiante em jogar na estreia na Superliga, no fim de novembro.
"Os exames mostraram uma calcificação no joelho esquerdo e, a princípio, não haverá necessidade de cirurgia. Já começamos o tratamento conservador, com ondas de choque, para destruir a calcificação. Ele requer repouso mesmo", afirmou.
Dante ainda detalhou o planejamento. "O tratamento dura um mês. Já fiz a primeira sessão e a última está prevista para o dia 27. Pelo pré-calendário, o primeiro jogo na Superliga será no dia 24 de novembro. Espero estar bem para essa estreia", afirmou, planejando disputar os Jogos de 2016, no Rio.

Foto Carlos Moraes/O DIA

Domingo, 2 Setembro, 2012

Tempo de festejar para Sheilla


Foto Reginaldo Castro/Agência O DIA
O caminho até o bicampeonato olímpico não foi nada fácil. A vaga para as quartas de final nos Jogos de Londres esteve ameaçada e, para avançar à semifinal, foi preciso passar pela Rússia, num jogo em que o Brasil salvou seis match points, cinco deles em bolas de Sheilla. A partir dali, ninguém mais parou a Seleção feminina de vôlei. Uma volta por cima festejada pela oposto brasileira, que ainda vibrou na capital inglesa com uma notícia de sua família: a avó, Dona Terezinha, se recupera bem de um câncer. "Foi muito legal ver o time crescendo junto e aí teve essa notícia da minha avó. Foram só coisas boas", recorda Sheilla.
Logo após a conquista do ouro olímpico na decisão sobre as americanas, Sheilla contou que havia recebido, poucos dias antes da final olímpica, a notícia de que sua avó estava praticamente recuperada. "É lógico que ela não tem mais o mesmo pique de antes. Ela ainda está fazendo tratamento e tem que fazer o controle. Mas o resultado tem sido surpreendente", conta a bicampeã.
Na última temporada, Sheilla defendeu a Unilever, do Rio, e aproveitava as folgas para ver a avó, que mora em Belo Horizonte, sem perder o foco na Superliga. "O Bernardo foi muito bom comigo. Eu ficava nessa 'ponte aérea' entre Belo Horizonte e Rio", recorda, referindo-se a Bernardinho, técnico da equipe carioca.
Na Olimpíada, a oposto festejou a volta por cima da Seleção depois de um começo instável. "A gente chegou no fundo do poço depois do jogo contra a Coreia (quando a vaga ficou ameaçada). Mas a gente sabia que, se o nosso time colocasse em prática o que treinava, daria para ganhar", diz.
Contra a Rússia, Sheilla brilhou, salvando cinco match points. "Não era apenas eu que estava confiante. A gente via isso uma no olho da outra. Eu pedi bola para a Dani. Do jeito que a gente fala, a levantadora sente", comenta ela, apelidada de Gamovinha, em referência à rival russa, pela líbero Fabi. "Quando cheguei no vestiário, eram muitas mensagens. Os amigos adoram elogiar, né", diz, modesta.
Depois do jogo contra o Japão, pela semifinal, veio o pressentimento de que alguma coisa boa iria acontecer. Sheilla acordou às 3h da madrugada com uma frase na cabeça: 'Tudo que um sonho precisa para ser realizado é que alguém acredite que ele possa ser realizado'. O pensamento foi compartilhado com as companheiras e o bicampeonato foi conquistado.
Em 2016, a chance de conquistar mais um ouro será no Rio. "Vontade de estar lá eu tenho, de buscar o tricampeonato no Rio, perto da família. Mas tenho que pensar ano a ano, não sei como vou estar fisicamente até lá", comenta, cautelosa.

Sheilla com a avó, Dona Terezinha. Foto Arquivo Pessoal
Pelo namorado, Sheilla virã fã de basquete
Depois de duas temporadas defendendo a Unilever, Sheilla se mudou para o Osasco, atual campeão da Superliga feminina de vôlei. E, morando em São Paulo, ela terá a chance de ficar mais perto do namorado, Brenno, assistente-técnico do time de basquete do Pinheiros.
"Tem esse lado positivo, de ficar mais perto dele. Antes, tinha que viajar para Belo Horizonte e São Paulo", conta a mineira de 29 anos, que começou a carreira no Mackenzie.
O namoro fez Sheilla passar a acompanhar o basquete com mais frequência. "Antes eu não acompanhava muito e não entendia tanto. Mas é um esporte gostoso. Na última hora, pode mudar tudo", comenta, brincando com a 'disputa' entre as duas modalidades: "A gente brinca dizendo que tem uma rivalidade entre vôlei e basquete. Mas no Brasil há espaço para os dois".
Namorando Brenno há um ano e dois meses, Sheilla admite que já existe uma 'pressão' em casa pelo casamento. "A família sempre pergunta sobre isso, né?", brinca a bicampeã olímpica.

Sheilla com o namorado, Brenno. Foto Arquivo Pessoal
Da Unilever para o Osasco, o maior rival
Durante dois anos, ela viveu a maior rivalidade do vôlei brasileiro do lado da Unilever: foi campeã na Superliga 2010/11 e vice na temporada 2011/12, perdendo a final para o Osasco. Agora, Sheilla se prepara para defender o time paulista, que tem mais quatro campeãs olímpicas: Thaisa, Jaqueline, Fernanda Garay e Adenízia.
"Até brinquei na coletiva de apresentação do time que tinha gente que iria me amar e outros que iriam me odiar. Mas sei que os torcedores do Rio têm um carinho por mim", comenta Sheilla, sonhando com o título da Superliga pelo Osasco: "Somos favoritos, mas não somos os únicos. A Unilever continua favorita, a competição terá ainda o time do Zé, o Sesi...", diz ela, referindo-se ao técnico José Roberto Guimarães, que comandará a equipe de Campinas.

Domingo, 26 Agosto, 2012

Diploma de campeã para Fernanda Garay


Fernanda Garay em ação pela Seleção. Foto Divulgação/FIVB
No dia 11 de agosto, Fernanda Garay tinha um compromisso importante em família: o irmão, Heleno, estava se formando em Direito pela faculdade São Judas Tadeu, em Porto Alegre. Mas a ponteira também tinha outro motivo muito especial para faltar à cerimônia. Na mesma data, em Londres, Fernanda ajudou a Seleção feminina de vôlei a conquistar o bicampeonato olímpico nos Jogos de Londres. Foi dela o último ponto na vitória na final sobre as americanas, de virada, por 3 sets a 1.
"A minha família teve duas festas no mesmo dia. Primeiro, à tarde, já que o jogo começou no Brasil às 14h30. Teve aquela tensão toda da partida e, depois, a vitória. Foi só festa em casa. Depois, eles se arrumaram para a formatura do meu irmão, um outro momento maravilhoso. Foi uma correria para eles. Se o jogo tivesse acabado em 3 sets a 2, seria ainda mais", disse Fernanda, muito bem-humorada. "Quando veio a medalha de ouro, tudo valeu a pena. Meu irmão até brincou dizendo que, por esse motivo, estava tudo bem em eu não ter ido à formatura", completou.
Em Londres, Fernanda foi ganhando espaço no grupo até terminar a Olimpíada no papel de titular. "Foi muito bom, um momento crescente. Cheguei como reserva, me preparando sempre para o que precisasse. Em cada oportunidade que tive, ajudei de alguma forma até que a comissão técnica tivesse confiança de me colocar para jogar como titular. Consegui corresponder e, ao longo da competição, toda a equipe foi crescendo", comentou ela, contando ter ficado mais conhecida da torcida após o ouro na capital inglesa.
Gaúcha, a ponteira curtiu o ouro olímpico em Porto Alegre quando voltou para casa. "Foi muito gostoso, com a família toda reunida, com churrasco e chimarrão", contou ela, torcedora do Internacional. "Curto os jogos, mas agora vai ter Gre-Nal e não vou pode ir", lamentou, referindo-se ao clássico de hoje, no Beira-Rio, pelo Brasileirão.
Fernanda Garay terá 30 anos na época da Olimpíada do Rio, em 2016, e não nega que seria um sonho se a Seleção feminina de vôlei repetisse o feito de Cuba e conquistasse o tricampeonato olímpico. "Vejo como uma oportunidade de fazer história, buscar o tricampeonato que Cuba tem. Foi um time que virou referência na época, quando era a equipe a ser batida", comentou.

O irmão, Heleno, se formou em Direito em Porto Alegre no dia da final olímpica. Foto Reprodução da Internet
Atletismo não seduziu a jogadora
Fernanda começou a praticar vôlei aos 11 anos, na Sogipa. E poderia ter investido no atletismo, já que o irmão, Heleno, foi atleta do salto triplo, e o técnico dele quis levá-la para as pistas. "Ele chegou a cogitar me convidar para fazer atletismo, mas falei que não era a minha praia, que iria seguir no vôlei", contou.
Da Sogipa, ela seguiu para São Caetano, Minas, Pinheiros, NEC (Japão), e, na última temporada, o Vôlei Futuro, de Araçatuba (SP). A passagem pelo vôlei japonês aconteceu na época em que o país sofreu com o terremoto, em março de 2011. "Foi uma experiência que nunca vou esquecer. Não senti o tremor onde estava, mas vi tudo pela televisão, acompanhei a situação de familiares de integrantes da comissão técnica".
Na segunda-feira, ela se apresenta para os treinos no Osasco, atual campeão da Superliga. "A expectativa é boa. É o atual campeão, uma equipe que já tem o gosto da vitória. O título da Superliga, particularmente, eu não tenho. Estou muito motivada para começar a competir", afirmou.

Fernanda registrou o encontro com Neymar na Vila Olímpica.
Foto Reprodução da Internet

Fernanda durante sua passagem pelo Japão. Foto Reprodução da Internet

Quinta-feira, 23 Agosto, 2012

Bi olímpico: coisa de pele


Foto Luis Fernando Menezes/Agência O Dia
A tatuagem com os anéis olímpicos e a inscrição 'Beijing 2008' ganhou espaço no antebraço esquerdo assim que veio a conquista do primeiro ouro olímpico, em Pequim, na China. Quatro anos depois, Thaisa se tornou bicampeã nos Jogos de Londres e avisou que faria outra tatuagem, agora no antebraço direito, com 'London 2012'. Onze dias após a vitória na final sobre as americanas na capital inglesa, a 'promessa' da meio de rede foi cumprida ontem, no estúdio Led's Tattoo, em São Paulo.
"Essas são especiais. Eu havia prometido que, se a gente conquistasse o ouro, faria", contou Thaisa, que tem uma orquídea tatuada nas costas, estrelinhas no pescoço e, no punho, o símbolo que significa força em japonês.
No Led's Tattoo, Nany foi o responsável pelo 'desenho' de Londres e Thaisa contou que a Olimpíada foi um assunto inevitável durante a sessão. "Ele ficou comentando dos jogos, que a gente quase matou a torcida do coração, e disse que era uma honra estar me tatuando", recordou Thaisa, que já fazia sucesso com a tatuagem de Pequim: "Todo mundo quer ver, tocar e me parabeniza".
Nany, de 39 anos, sendo 20 como tatuador, contou que acompanhou os jogos de Thaisa na Olimpíada. "Fiquei feliz porque torci por elas. Foi demais, ainda mais por ser algo tão recente. Ela foi muito simpática", comentou Nany, de 1,81m, divertindo-se com a altura da 'gigante' do vôlei, de 1,96m: "Brinquei muito com ela por causa disso. Falei que seria difícil arrumar uma cadeira em que ela coubesse".
Aos 25 anos, a central prefere pensar com cautela se terá condições de disputar os Jogos de 2016, no Rio. "Tenho que curtir um pouco ainda essa conquista de 2012 e ver o que vem pela frente", explicou. Ao ser perguntada se fará outra tatuagem caso o tricampeonato olímpico seja conquistado, Thaisa brincou: "Ainda tem bastante tempo para pensar nisso".

Domingo, 19 Agosto, 2012

Thaisa: pele dourada


Foto Luiz Fernando Menezes/O DIA
Em 2008, nos Jogos de Pequim, ela sentiu o gostinho de ser campeã olímpica como reserva e aprendeu muito observando as titulares Fabiana e Walewska. Thaisa, então, passou o último ciclo sonhando em repetir aquele feito, mas agora como titular. E o desejo foi alcançado: a meio de rede conquistou seu segundo ouro olímpico nos Jogos de Londres, tendo papel decisivo, com 110 pontos marcados em toda a competição, sendo a sétima maior pontuadora.
"Em dois jogos, fiz mais de 20 pontos. Em uma partida, eu fiz 22 e, em outra, 24. Fiquei muito satisfeita e feliz de ajudar. Estava confiante e passei isso para as meninas. A gente cresceu junto. Se não fossem elas, também não teria pontuado tanto", comenta Thaisa, referindo-se aos jogos contra a China e a Rússia.
Em São Paulo, ela curte a sensação de ser bicampeã olímpica ao lado dos pais, Mônica e Domingos: "Eles me mandavam mensagens sempre. Agora, quero aproveitar para ficar com eles, já que passamos muito tempo longe".
Em 2008, então com 21 anos, Thaisa demorou para ter noção do que havia alcançado em Pequim. E diz que ainda está tentando entender o feito de ser bicampeã olímpica. "Saí para almoçar com a minha mãe e várias pessoas chegaram para tirar foto, querendo abraçar. Aos poucos, estou entendendo o tamanho disso", completa ela, que deve ganhar uma 'estátua' em Saquarema.
Há quatro anos, como reserva, Thaisa lembra de ter aprendido muito com as titulares de sua posição, Fabiana, que participou da campanha em Londres, e Walewska, que já deixou a Seleção. "Eu tentava observar tudo o que elas estavam fazendo, as reações, como lidavam com as adversidades nos jogos. Sempre tentei fazer esse tipo de coisa para tirar proveito para quando tivesse oportunidade de jogar", recorda.
Depois de Pequim, Thaisa tatuou no antebraço esquerdo os anéis olímpicos e, acima deles, 'Beijing 2008'. Agora, ela já se programa para fazer outra tatuagem, em alusão aos Jogos de Londres: "Só estou definindo a data porque o meu tatuador tem muitos clientes".
Ainda aproveitando o status de bicampeã olímpica, Thaisa fala com cautela quando o assunto é a disputa dos Jogos de 2016, no Rio. "Para ser sincera, ainda não estou pensando nisso. Mas é claro que sou muito nova e, com certeza, seria especialíssimo, com todos os meus familiares na torcida", diz ela, criada no bairro de Campo Grande.
Uma virada para ficar na história
O caminho até o ouro em Londres não foi nada fácil. Na primeira fase, depois de ser derrotado pela Coreia do Sul, o Brasil chegou a ter sua vaga para as quartas de final ameaçada. O abatimento das jogadoras era inevitável, mas o time se superou e conseguiu avançar com uma vitória sobre a Sérvia, aliada a uma combinação de resultados.
"Ninguém dormiu depois daquele jogo contra a Coreia. Ficamos muito tristes. A gente vinha treinando muito bem e não sabíamos explicar por que o jogo não estava fluindo. Falamos: 'Vamos tirar o peso e jogarmos soltas igual ao treino porque a gente sabe que a gente pode'", recorda Thaisa.
Para ela, a história de superação da Seleção na capital inglesa fez a torcida se aproximar das jogadoras. "Não é só comigo, mas o grupo fez história nessa Olimpíada, pela situação que passou e pela força que a gente tirou. Teve aquele jogo histórico da Rússia (nas quartas de final). Essa Olimpíada ficará para a história", destaca a central.
Carioca a serviço de Osasco
Nascida em Bangu e criada em Campo Grande, Thaisa já defendeu a Unilever, no Rio, quando o time se chamava Rexona, de 2006 a 2008. Mas desde 2009 está a serviço do Osasco, atual campeão da Superliga feminina.
O time paulista teve cinco jogadoras na Seleção que faturou o bicampeonato olímpico em Londres: além de Thaisa, a central Adenízia, as ponteiras Jaqueline e Fernanda Garay e a oposto Sheilla.
"No dia 27, a gente vai se apresentar para começar os treinos. Ainda não estive com as meninas, mas a perspectiva é ser campeã de novo", avisa.
Na infância, Thaisa chegou a fazer natação no Miécimo da Silva, em Campo Grande, mas acabou sendo direcionada para o vôlei, no Tijuca Tênis Clube. Antes de se apaixonar de vez pelas quadras, ela também pensou em ser bióloga marinha. Mas acabou fazendo sucesso mesmo no vôlei.

Quarta-feira, 15 Agosto, 2012

A magia do ouro


Fabi exibe, orgulhosa, a medalha de ouro. Foto André Luiz Mello/O DIA
O telefone não para de tocar e o assédio nas ruas é grande, com muitos gritos de 'parabéns' e pedidos de fotos. Tudo isso com a 'companhia' constante da medalha de ouro conquistada nos Jogos de Londres. Ainda tentando entender o feito de ser bicampeã olímpica, Fabi curte o carinho da torcida no Rio e se empolga ao relembrar os momentos mágicos vividos na capital inglesa.
"A medalha foi incrível. O que a gente viveu tem um pouco de tudo: tristeza, derrota, romance com a torcida, com o grito de 'o campeão voltou', e a glória de ter fechado essa história com uma medalha de ouro. Foi mágico", resumiu a líbero, num bate-papo na Praia de Ipanema.
No Rio, o assédio tem sido grande. "Ainda estou em processo de entendimento das coisas, do tamanho que foi essa conquista. Na rua, uma mulher chegou na minha frente e disse para o filho: 'Abraça ela, é medalha de ouro'. Quando estava indo para o salão fazer a unha, dois senhores de aproximadamente 80 anos se ajoelharam na minha frente, beijaram a minha mão e pediram para tirar uma foto. Isso no meio de Ipanema. Eu falei: 'Não, gente, levanta'. Ainda não entendi que tanta gente parou para ver", contou.
A líbero faz questão de andar sempre com o símbolo de sua conquista em Londres: "Eu sou uma portadora da medalha. A galera fala para deixá-la em casa, no cofre, no banco. Mas tem que mostrar para as pessoas, para quem sofreu, para quem pensou 'não sei se vai dar'. O mais maneiro é poder dividir com as pessoas o sofrimento que foi aquilo ali e a vitória mesmo".
O caminho até o ouro não foi mesmo fácil. Um dos momentos mais difíceis foi a derrota para a Coreia do Sul, que deixou a Seleção numa situação complicada na primeira fase: "Aquela madrugada foi acordada. Dormi, no máximo, umas três horas. E a gente tinha só um dia para treinar e reunir forças. A gente não estava conseguindo ter as atuações que correspondiam ao que a gente estava treinando. Aquilo dava uma angústia".
A classificação para as quartas de final foi garantida e a vaga para as semifinais foi conquistada com uma vitória dramática sobre a Rússia, por 3 sets a 2. "Foi diferente a insônia depois do jogo da Rússia, daquela da partida contra a Coreia (risos). Não conseguimos dormir, tamanha era a alegria de sair daquele momento difícil, de se superar diante de um adversário que, em dois Mundiais, deixou a gente muito triste", recordou.
Na final, após a vitória contra as americanas, veio o desabafo, com gritos de 'Isso aqui é Brasil'. "Não foi especificamente para uma pessoa. Eu falei: 'Isso aqui é Brasil', de uma forma geral. A gente entendeu algumas críticas como falta de respeito e ainda não tinha acabado, tinha esperança. As pessoas desacreditaram sem ter terminado. A gente sente mesmo, fica triste. Dói ouvir algumas coisas".
"É difícil cortar essa relação de amor com a camisa do Brasil"
Quando o assunto é a Olimpíada de 2016, no Rio, Fabi prefere ainda não traçar planos. "Estou nesse processo de a ficha estar caindo na questão do bi, já que 2016 ainda está distante. Será um desafio incrível. A gente vê uma galera chegando, querendo buscar seu espaço. Será no quintal de casa. Eu posso garantir que vou estar lá, vendo das arquibancadas ou na quadra", diz ela, admitindo que é complicado se desvincular da Seleção: "É difícil cortar essa relação de amor de vestir essa camisa do Brasil. Tem que entender o que vai acontecer, ver direitinho".
No Rio, a Seleção feminina terá a chance de se igualar à Cuba, tricampeã olímpica em 1992, 1996 e 2000. "Todo mundo reverencia aquela geração de Cuba. Foi brilhante", reconheceu Fabi.
Aos 32 anos, ela jogará mais uma temporada pela Unilever: "Ainda tenho bastante tempo no clube porque você viaja menos, fica mais tempo em casa. Eu falava que iria até os 36. Agora eu falo até os 38. Aí você vê a Arlene jogando e fala que vai chegar até os 40. Vou jogar até me sentir em condições".
Tietagem na Vila Olímpica
Fabi com Isinbayeva. Foto Arquivo Pessoal
Fabi é admirada por muita gente, mas não tem vergonha de também ser fã. Na Olimpíada de Londres, ela não perdeu tempo e tirou fotos com alguns dos principais atletas na Vila Olímpica. "Eu tieto mesmo. Eu gosto. Tenho foto com o Phelps, Isinbayeva, Marta, Neymar, Ganso, com os meninos do basquete", recordou.
Já de volta ao Brasil, Fabi foi tietada pela cantora Ivete Sangalo. "Sou muito fã dela. Sempre falei que, se ela não fosse cantora, seria atleta porque é sempre muito intensa. Ela deu um abraço na gente, pegou a medalha e brincou. Tem um carisma incrível", elogiou Fabi.

Domingo, 12 Agosto, 2012

Homens sentem a dor da derrota


Giba e Bruninho no pódio. Foto André Mourão/O DIA
Hoje também teve choro brasileiro no ginásio Earls Court, em Londres. Mas não de felicidade, como as meninas ontem, na conquista do bicampeonato olímpico. O time de Bernardinho, que chegou pela terceira vez consecutiva a uma final olímpica, não escondeu o abatimento após a final contra a Rússia, quando chegou a estar vencendo a partida por 2 sets a 0 e teve dois match points para garantir o título. Os russos viraram o jogo e faturaram o ouro. Bruninho não segurou o choro no pódio, abraçado ao experiente Giba, e disse que a derrota ainda vai doer muito. Alguns estão se despedindo, mas uma geração de talentos seguirá trabalhando para o Rio, em 2016.

Erick Flores deixa Boavista e acerta com o Avaí (SC)


Úrsula Nery/ Arquivo FERJ O Boavista teve uma baixa no elenco que disputa a Copa Rio. O meia Erick Flores, que pertence ao Flamengo e estava emprestado ao time de Bacaxá, foi negociado, agora com o Avaí (SC). O atleta foi incluído na transação por Cléber Santana e Renato Santos, do time catarinense.
O jogador já chegou a Florianópolis, juntamente com o zagueiro Thiago Medeiros, que disputou o campeonato Carioca pelo Madureira e estava sem espaço no rubro-negro. O empréstimo dos atletas vai até o final do ano.

Assessoria de Imprensa: Agência FERJ

Luiz Paulo é o novo técnico do Olaria


Divulgação Com os resultados negativos nas últimas rodadas, o técnico Carlinhos entregou o cargo e não comanda mais o time de profissionais do Olaria. A decisão foi do treinador após a derrota de virada da última quarta-feira (19/09), na Rua Bariri, para o Bonsucesso por 2 a 1.
Desta forma, após reunião da diretoria, foi confirmado que Luiz Paulo (foto) assume o cargo até o fim da Copa Rio. Luiz Paulo veio do Remo-PA e estava como auxiliar técnico de Carlinhos e terá a missão de buscar uma das vagas, até porque, matematicamente o Olaria reúne chances:
“Temos que trabalhar e buscar encaixar nossas jogadas. Não vou mudar o esquema que vinha sendo implantado, pois acredito muito nele e, por isso, tenho certeza que vamos conseguir um resultado positivo”, disse o novo comandante.
O Olaria vai até a Região da Costa Verde para enfrentar o Angra dos Reis, no estádio Jair Toscano, neste domingo.

Assessoria de Imprensa: Agência FERJ


Boavista e Bangu empatam no Luso Brasileiro


Vinicius Melandre/ Futrio Boavista e Bangu empataram por 1 a 1 na tarde deste sábado (22), em jogo válido pela sétima rodada da Copa Rio. A partida ocorreu no Estádio Luso Brasileiro, casa do Boavista na competição.
Com o empate, o time de Bacaxá se encontra praticamente eliminado do campeonato. Já o Alvirubro da Zona Oeste que chegou a dez pontos, terá que torcer por um empate entre Friburguense e Nova Iguaçu, neste domingo (23), para se manter na liderança do Grupo D.
Léo Faria abriu o placar para a equipe de Saquarema, mas aos 40 minutos da etapa final, Luis Otávio deixou tudo igual.
Na próxima rodada o Boavista enfrenta o Nova Iguaçu, na quarta-feira (26), 15h, no estádio Laranjão. O Bangu faz o clássico contra o America, também na quarta, às 15h, em Moça Bonita.

Assessoria de Imprensa: Agência FERJ

Gracyanne Barbosa assopra velinhas e ganha beijo de Belo

Rio -  A rainha de bateria da Mangueira Gracyanne Barbosa comemorou seu aniversário na noite deste domingo em uma casa de festas no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. Dentres os convidados, estavam presentes a Mulher Melão, Nicole Bahls, Gustavo Salyer e Belo, que a paparicou durante toda a noite. A festa teve também um show da funkeira Anitta.
A rainha de bateria da Mangueira ganhou um beijo de seu marido Belo na hora do 'parabéns' | Foto: Daniel Pinheiro / R2 - Divulgação
A rainha de bateria da Mangueira ganhou um beijo de seu marido Belo na hora do 'parabéns' | Foto: Daniel Pinheiro / Divulgação
Nicole Bahls chegou com o namorado Gustavo Salyer na festa | Foto: Daniel Pinheiro / R2 - Divulgação
Nicole Bahls chegou com o namorado Gustavo Salyer na festa | Foto: Daniel Pinheiro / Divulgação
Belo, Anitta e Gracyanne | Foto: Daniel Pinheiro / R2 - Divulgação
Belo, Anitta e Gracyanne | Foto: Daniel Pinheiro / Divulgação

 

Letícia Wiermann, filha de Datena, posa para capa de revista

São Paulo -  A bela modelo e apresentadora do progama Repaginada, da Mix TV, Letícia Wiermann, é a estrela da capa da Revista Tua Dieta. Na matéria, a filha do apresentador Datena, conta seus truques de beleza para manter a ótima forma física e sua beleza impecável.

"Não existe dieta milagrosa. O negócio  é malhar e comer bem. Há oito anos não consumo carne vermelha e frango. Costumo não abusar de carboidrato à noite, tomo muita água e faço corrida, ioga, bike, malho na academia e pratico kitesurf", contou a modelo.
A modelo exibe boa forma em capa de revista | Foto: Drica Donato
Modelo exibe boa forma em capa de revista | Foto: Drica Donato

Martinho da Vila: Ancestralidade musical

Rio -  Toda música das Américas, dançante ou não, tem origem no continente africano. Os spirituals, o gospel, o rap e até o rock, americanos do norte, são originalmente negros como o samba. Da mesma forma, a contagiante música ligeira cubana, o funk, o reggae, o calipso e todos os sons das Antilhas, incluindo as canções dolentes. Acredito que o semba angolano, que deu origem à palavra “samba”, é parente distante do principal ritmo do Brasil, mas é irmão mais velhos dos sons da América Central.
Nós, brasileiros, somos privilegiados pela natureza, temos muito do que nos orgulhar, e um dos motivos de orgulho é a ancestralidade musical. Há virtuosíssimos músicos profissionais pretos, brancos, mulatos, cafuzos... É uma profissão muito bonita, a de músico, um ofício nobre e prazeroso. Quando um grupo de músicos se reúne para tocar, é como uma reunião de gente educada, na qual todos falam sem preconceitos e não há atropelos. Quando bons músicos tocam, há uma harmonia, não só de sons, mas também no comportamento dos executantes. A disciplina é um fator importante. A profissão é muito abrangente, e qualquer pessoa que tiver algum talento e vocação pode ser músico. Poderão ser percussionistas coadjuvantes ou solistas; vocalistas, cantores, compositores... Os que tiverem chance e estudarem muito, se quiserem, um dia poderão fazer parte de uma banda musical. Os mais dotados, com vontade firme e muito esforço, têm possibilidade de tornar-se músico clássico. Podem até ser um maestro regente e arranjador de grandes orquestras sinfônicas, escrever para instrumentos e vozes humanas, mas para ser maestro pleno faz-se necessário muita abnegação... E leva muitos e muitos anos, cerca de 20, mais ou menos.
Tem de conhecer bem todos os aparelhos sonoros e, particularmente, o piano, o instrumento mais completo. Para ser um bom pianista, no mínimo são necessários 10 anos de estudos diários. O caminho mais prático é o da música popular, mas, até para tocar nas bandas que fazem bailes e acompanham artistas, é necessário estudar as cifras, dominar bem o seu instrumento. É verdade que há os autodidatas, os gênios, mas aí é um caso muito especial. Todas as pessoas deveriam ter acesso ao estudo da música e se dedicar, mesmo sem objetivos profissionais. Agora oficialmente, 17 de outubro é o Dia da Música Popular Brasileira.
A profissão de artista é uma das mais instáveis, mas o músico completo dificilmente fica desempregado. Entretanto, quem quiser abraçar o nobre ofício terá de ser perseverante e exercitar-se todos os dias. Como já falei, qualquer um pode ser músico profissional porque diz o dito popular: “Querer é poder”. A música faz bem à alma de quem ouve e propicia grande satisfação em quem toca. Viva o músico!
E-mail: palavradesambista@martinhodavila.com.br

Ricardo Cravo Albin: Prêmio Barão de Mauá

Rio -  Quem investe em cultura? Quem aplica mais recursos para ajudar a moldar a alma mais fraterna do país, seu espelho mais verdadeiro, e que sempre foi o processo cultural de um povo? Quem arrisca naquilo que os sovinas e os embrutecidos de espírito repudiam e desprezam?
Pois já estão abertas as inscrições para o mais original dos prêmios culturais: a vetusta (bicentenária) Associação Comercial do Rio lança o Prêmio Barão de Mauá para a cultura. Não, não é uma premiação destinada aos artistas, aos que provocam o fazimento cultural, como os da música, teatro, cinema ou museus.
Trata-se de proclamar — daí eu considerá-lo singularíssimo e exclusivo — quem compartilha a cultura patrocinando-a, promovendo-a através de investimentos e aplicações que podem (ou não) vir acompanhadas de leis de incentivo.
Ou seja, são prêmios para empresários que têm a visão e o descortínio de abraçar a solaridade que emana do fluir das boas ideias, dos projetos que defendem os mais diversificados setores da arte, que podem ir da memória musical ou do audiovisual ao restauro do patrimônio arquitetônico. Essa abrangência generosa já tem estrelas sedimentadas no orgulho nacional.
Empresas como Petrobras, Vale, Eletrobrás e Light, isso para não citar as telefonias ou mesmo alguns bancos (esses, infelizmente, mais discretos), são tradicionais estimuladores do processo vital ao qual me refiro.
Fez muitíssimo bem a Casa de Mauá, que também alavanca as ideias gerais da ‘classe empresarial’ (embora eu deteste o termo), em voltar-se para a solidariedade e adesão àqueles que mais e melhor investem uma mínima parte de seus ganhos (que seja) em cultura.
Este Prêmio Barão de Mauá já não é mais uma boa ideia de convergência social. É, sobretudo, uma necessidade para contemplar quem procede de olhos abertos e fraternos em suas empresas, na esperança de termos um país mais justo e socialmente mais equilibrado.
Ricardo Cravo Albin é presidente do Instituto Cultural Cravo Albin 

Estabilidade e salários seduzem concurseiros

Parceria de O DIA e Curso Maxx dá R$ 1 mil em crédito para fazer matrícula no preparatório

Rio -  Cada vez mais profissionais buscam a carreira pública como forma de conseguir bons salários e estabilidade. Para passar nos concursos, organização e persistência na hora de estudar são fundamentais. Por isso, para ajudar o leitor a realizar o sonho de conquistar uma vaga em seleções, O DIA fez uma parceria com o Curso Maxx. A cada assinatura de seis meses do jornal, o concurseiro ganha R$ 1 mil em créditos para se matrícular no curso preparatório.
Após fazer a assinatura, em até 30 dias, o candidato receberá um cupom com o bônus que pode ser usado em qualquer turma de uma das sete unidades da rede. Professor de Direito Administrativo do Curso Maxx, Alexandre Lopes conta que são inúmeras as vantagens de se tornar um servidor público.
Especialistas em Direito Administrativo do Curso Maxx, Alexandre Lopes e Livia Marins orientam candidatos sobre a melhor forma de estudar | Foto: Estefan Radovicz / Agência O Dia
Especialistas em Direito Administrativo do Curso Maxx, Alexandre Lopes e Livia Marins orientam candidatos sobre a melhor forma de estudar | Foto: Estefan Radovicz / Agência O Dia
“A estabilidade, os planos de carreira e as condições de trabalho são os pontos mais atraentes. Sem falar na remuneração, já que a média salarial da carreira pública no Rio de Janeiro é o dobro da média das empresas privadas”, avalia o especialista.
Há anos ensinando truques, dando dicas para alcançar o sucesso nos concursos públicos, Alexandre Lopes explica que o processo de preparação até a aprovação tão desejada não é tarefa fácil. Dependerá muito também do esforço e do tempo de dedicação que o candidato investe.
“O estudante não tem que se preocupar com a concorrência, o foco deve ser em superar as próprias dificuldades e estudar para as provas”, afirma o professor, que aconselha ainda ter organização e perseverança. Para ele, a aprovação do candidato ocorrerá com planejamento e estudando com boa antecedência.
Formada em Administração, a aluna do curso Maxx Flávia Coelho, 29 anos, busca vaga na Ancine. Desde janeiro, ela se dedica, exclusivamente, aos estudos. “Parei de trabalhar. Fiz prova para o Tribunal de Contas e emendei logo nesse concurso. O que me motivou foi a estabilidade”, conta.
PROMOÇÃO
BÔNUS DE R$ 1 MIL
O leitor que fizer uma assinatura de seis meses de O DIA ganhará um bônus de R$ 1 mil para se matricular nas turmas da rede do Curso Maxx.
CUPOM EM 30 DIAS
Após fazer a assinatura de O DIA, em até 30 dias, o novo assinante receberá um cupom com o bônus de R$ 1 mil, que pode ser usado pelo assinante em qualquer turma de uma das sete unidades da rede Maxx.
MAIS INFORMAÇÕES
Informações sobre assinatura pelo telefone (21) 3295-4000, na Central de Assinantes que funciona de segunda à sexta-feira das 6h30 às 18h30 e nos sábados e domingos, das 7h às 14h, ou pelo e-mail: assinaturabrasil@odianet.com.br.
Concurso público é um investimento a médio prazo
Para Livia Marins, professora de Direito Administrativo do Curso Maxx, o mais importante é não desistir dos objetivos. “O candidato tem que perseverar, levar em conta que o concurso é um investimento a médio prazo”, orienta. Alexandre Lopes concorda: “Ter foco é difícil, por isso é preciso ter o planejamento da vida”.
Além da rotina de estudos, o candidato não pode descuidar da saúde. “Até exercício físico é importante para conseguir bom rendimento. Sono é fundamental, alimentação também. É um conjunto”, explica a professora, que alerta para o tempo de diversão.
“O ideal é que o concurseiro separe um dia na semana para se dedicar ao lazer”, diz
Segundo a professora, para o candidato que mantém um bom ritmo de estudos, a aprovação é certa. “Tem que manter a rotina de estudos. Concurseiro não pode descansar, senão perde o ritmo”, reforça.

Cientistas dizem que 'minhocas alienígenas' estão invadindo a Terra

Estados Unidos -  Uma pesquisa publicada pela revista Soil Biology & Biochemistry mostrou que cientistas alertam para uma "invasão global de minhocas" e dizem que espécies 'alienígenas' já conquistaram quase todos os continentes, mudando a estrutura dos solos.
Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet
Os pesquisadores querem entender o impacto dessa invasão sobre os solos e a sobrevivência de outras espécies. Essas novas espécies, ainda sendo pesquisadas, estariam invadindo também florestas em Nova York e partes do Canadá.
A maior parte das florestas da América do norte foi um dia desprovida de minhocas. Quando os europeus colonizaram a região, introduziram espécies de minhocas que vinham nos navios e na terra usada para transportar plantas.
No ano passado, uma pesquisa publicada na revista Human Ecology afirmou que as minhocas invasoras podem alterar os ciclos de carbono e nitrogênio nos bosques, assim como minar espécies de plantas nativas.

Turma da Mônica ganha dois personagens soropositivos

Gibi lançado por Maurício de Souza quer conscientizar sobre aids na infância, diminuir preconceito e aumentar os hábitos preventivos da doença

São Paulo -  Igor e Vitória são os novos integrantes da Turma da Mônica. O cartunista Mauricio de Sousa criou os personagens para ajudar na luta contra a aids . As crianças, saudáveis, são soropositivas, mas têm uma vida normal.
Turma da Mônica ganha dois integrantes soropositivos. Gibis serão distribuídos no Distrito Federal | Foto: Divulgação
Turma da Mônica ganha dois integrantes soropositivos. Gibis serão distribuídos no Distrito Federal | Foto: Divulgação
O objetivo da publicação é alertar a população infantil, pais, professores e até os médicos sobre como é possível conviver com meninos e meninas portadores do vírus HIV. Além de conscientizar sobre aids na infância, Igor e Vitória também para têm a missão de tentar diminuir preconceito e aumentar os hábitos preventivos da doença em todas as gerações.
O projeto é uma parceria de Maurício de Sousa com a ONG Amigos da Vida, do Distrito Federal. A revistinha em quadrinhos terá distribuição gratuita nas brinquedotecas do DF, nas pediatrias dos hospitais da Rede Amil, postos de gasolina da Rede Petrobrás e em hospitais públicos locais. A tiragem é de 30 mil cópias.

As informações são do iG

Homem diz que lembra de tudo o que comeu e usou na última década

Inglaterra -  Um jovem da Inglaterra afirma que se lembra com detalhes de tudo o que fez, como o que comeu e o que usou nos últimos dez anos devido sua "supermemória". Aurelien Hayman tem de 20 anos e é estudante de literatura. Ele diz que sabe com precisão o que foi notícia e até como estava o tempo em cada um desses dias, como informou o site do jornal Daily Mail.
Foto: Reprodução Internet
Estudante se lembra de detalhes do que fez em dez anos | Foto: Reprodução Internet
Segundo a publicação, o jovem de 20 anos sofre de uma síndrome rara chamada hipertimésia, que faz com que ele recorde do passado com exatidão. A história de Hayman, que mora na cidade de Durham, é considerada tão fantástica que o rapaz é tema de um documentário que será exibido na Grã-Bretanha.
A situação começou quando o garoto, então com 11 anos, era muito bom em recordar coisas antigas. Ele dá informações sobre conversas que teve, programas de TV que assistiu e até músicas que ouviu. Como a supermemória é mais autobiográfica, ela não tem ajudado o jovem a melhorar o desempenho em provas ou trabalhos da faculdade.
Além do lobo frontal direito, Aurelien Hayman utiliza inconscientemente o lobo frontal esquerdo (que atua sobre a linguagem) e o lobo occipital (associado ao armazenamento de imagens), na parte de trás da cabeça.

Vasco joga mal e fica no 0 a 0 com a Ponte Preta

Único lance de perigo da equipe carioca foi aos 26 minutos do segundo tempo, em uma bicicleta de Alecsandro

São Paulo -  Fora de casa, equipe carioca consegue fazer uma boa partida e não sai do zero contra a Ponte Preta. Sem muitos lances de perigo,  os destaques da partida foram os sete cartões amarelos distribuidos pelo árbitro Francisco Nascimento.

Com um primeiro tempo sem muitas emoções, ambas as equipes começavam com uma postura defensiva. A melhor oportunidade de gol foi aos 18 minutos, quando Roger cabeceou com força após cobrança de escanteio, Mas Fernando Prass espalmou. Na sobra, Luan chutou para fora.
Foto: Divulgação
Felipe foi titular contra a Ponte Preta | Foto: Divulgação
Na segunda etapa, a Ponte tentou impor uma blitz no time do Vasco, mas a melhor chance foi apenas nove minutos, quando após escanteio, Roger bateu por cima do gol de Prass. Aos 12, o time paulista ainda criou outra boa chance, quando Luan entrou sozinho na área mas demorou para chutar e acabou sendo desarmado.

O melhor lance do time carioca na partida foi com Alecsandro, que aos 26 minutos do segundo tempo arriscou uma bicicleta mas acabou mandando para fora.

Com o empate, o Vasco chega aos 44 pontos e se mantém na quarta colocação.

Seedorf faz dois, mas Botafogo só empata com o Corinthians

Camisa 10 do Glorioso foi o destaque partida da partida, marcando dois gols, mas o Botafogo perdeu a chance de aproximar do G4. Guerrero e Douglas marcaram para o Corinthians

Rio -  Depois de quinze minutos para lá de emocionantes, Botafogo e Corinthians empataram em 2 a 2, neste domingo, no Engenhão. Seedorf foi o nome do jogo, marcando os dois para os cariocas. Guerrero e Douglas fizeram para o time paulista.

O resultado foi ruim para o Botafogo, que continua em 6º, vai à 40 pontos e perde a chance de se aproximar do G4 do Brasileiro. Já o Corinthians, mais preocupado com o Mundial de Clubes em dezembro, é o oitavo, com 36.
Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
O holandês Seedorf foi o destaque da partida. O meia abriu o placar logo aos 5 minutos, após completar um cruzamento da esquerda. Mas a alegria não durou muito,  após confusão na área do Botafogo, a bola sobrou para Paolo Guerrero colocar para dentro do gol e empatar.
Embalado com o empate, o Corinthians prosseguiu no ataque, e aos 12 minutos, após defesa de Jefferson, a bola sobrou para Martínez que foi derrubado dentro da área por Lucas. Na cobrança do pênalti, Douglas marcou o gol da virada corintiana.

Seedorf brilha no empate do Fogão


Craque holandês evita tropeço em casa contra o Corinthians

Em um segundo tempo não tão agitado como foi o primeiro, Seedorf recebeu passe na esquerda, passou pela marcação e chutou bem, após desvio em Wallace, a bola enganou o goleiro Cássio e acabou entrando.
As duas equipes descansam durante a semana e retornam a campo no domingo. O Corinthians recebe o Sport, no Pacaembu, já o Botafogo vai a Salvador encarar o Bahia.

Flamengo bate o Atlético-GO e quebra jejum de vitórias no Brasileirão

Goiás -  Vagner Love vai demorar para esquecer vitória do Flamengo sobre o Atlético-GO neste domingo. O atacante foi o protagonista da partida, ao dar passes para os dois gols no triunfo por 2 a 1 sobre o Dragão, fora de casa, mas também chamou a atenção ao perder um pênalti e um gol feito no fim do jogo. O estreante Cleber Santana e Liedson tiveram melhor sorte e balançaram as redes para a equipe - Joilson fez para os goianos.

O resultado quebrou a sequência de sete jogos sem vitória do Flamengo no Campeonato Brasileiro. De quebra, fez o Rubro-Negro carioca respirar mais aliviado na competição, já que venceu um adversário direto contra o rebaixamento e foi para a 14ª colocação, com 31 pontos.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Apesar de ter o estreante Cleber Santana atuando na armação das jogadas, o Flamengo não mudou muito no início da partida. A equipe ainda carecia de criatividade e dava muitos espaços na defesa. Num desses vacilos, o Atlético-GO abriu o placar. Ramon bobeou na marcação sobre Marcos e a bola sobrou para Diogo Campos, que cruzou rasteiro para Joílson, livre, estufar as redes de Felipe.

O gol abalou os cariocas, que passaram a dar ainda mais espaço para o Dragão, que ameaçava frequentemente, principalmente nas arrancadas do atacante Patrick.

Aos poucos, porém, o Flamengo foi se ajeitando em campo. E passou a criar boas chances. Primeiro, Cáceres aproveitou confusão na área e chutou rasteiro, mas a zaga tirou em cima da linha. Depois, Love recebeu bom passe de Ibson e chutou para a defesa de Márcio.

Os lances foram a senha para a reação dos visitantes. Até então discreto, Cleber Santana fez sua primeira boa jogada aos 35 minutos. Ele arrancou da intermediária ofensiva, tabelou com Vagner Love e tocou para o gol, sem chance para Márcio, empatando o confronto.

A etapa final começou com o mesmo panorama do primeiro tempo. O Atlético-GO seguia com grande facilidade para chegar ao ataque, ameaçando bastante, principalmente em jogadas pelas laterais. Mas aí Vagner Love começou a aparecer na partida.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Pouco inspirado tecnicamente, o atacante compensou na raça para criar a jogada da virada do Flamengo. Ele pressionou o zagueiro Gilson, roubou a bola e serviu Liedson, que completou para as redes, marcando seu primeiro gol desde o retorno ao clube.

A partir daí, quem ganhou espaço foi o Flamengo. O Atlético-GO foi no desespero para o ataque e se descuidou na defesa. Cleber Santana começou a aparecer bem, com bons passes no meio-campo. Em boa trama, Bottinelli foi derrubado na área. Vagner Love bateu, mas Márcio foi bem e defendeu.

O desperdício, entretanto, não abalou os cariocas, que seguiam criando boas chances. Na melhor delas, Wellington Silva fez ótima jogada pela direita e cruzou rasteiro para Love, sem marcação e quase embaixo do gol, acertar o travessão. Apesar disso, a equipe segurou bem e evitou que o Artilheiro do Amor saísse de campo como vilão.

Abel aprova atuação do Flu: 'Voltamos ao normal'

Rio -  Apesar do sufoco que o Fluminense passou no fim do jogo contra o Náutico, o técnico Abel Braga ficou satisfeito com o desempenho da equipe na vitória por 2 a 1, neste sábado. Para o treinador, o tropeço contra o Atlético-GO, na rodada passada, foi incomum.
Foto: André Mourão / Agência O Dia
Abel gostou da atuação do Fluminense | Foto: André Mourão / Agência O Dia
"Acho que a equipe voltou ao estado normal, de vitória. Mas esse jogo já passou e o nosso foco é pensar sempre no próximo", declarou o comandante do Flu.

Abel lamentou ainda o apagão nos minutos finais, mas ressaltou que o time estava com o jogo controlado até levar o primeiro gol. "Não podemos classificar a atuação pelos últimos dez, doze minutos. Inclusive tivemos chances com Marcos Júnior e Wellington Nem de fazer mais um. Erramos algumas coisas, vínhamos de derrota. Sabíamos que o adversário ia esperar o erro. Tivemos a felicidade  de marcar dois gols", finalizou.

'Sucesso' norueguês inspira Europa a adotar cotas para mulheres em empresas

Previsões de cataclismo corporativo não se confirmaram e especialistas dizem que empresas norueguesas se tornaram mais competitivas; França, Bélgica, Itália e Holanda aprovaram recentemente normas semelhantes

BBC | - Atualizada às

Quando o governo norueguês resolveu obrigar empresas públicas e privadas de capital aberto a adotarem cotas para as mulheres em seus conselhos diretores, entre o fim de 2002 e início de 2003, foi recebido com uma enxurrada de previsões catastróficas.
BBC
Apenas 7% das empresas norueguesas tinham mulheres em suas diretorias na época em que a obrigatoriedade das cotas foi implantada
Pelas novas regras, as companhias norueguesas que não tivessem 40% dos assentos de seus conselhos ocupados por mulheres até 2008 poderiam enfrentar sanções que poderiam chegar ao fechamento da empresa. Na época, a média de presença feminina era de 7%. Das 611 empresas sujeitas às novas regras, 470 não tinham nenhuma mulher em seu corpo de diretores.
Para os críticos, as empresas locais não conseguiriam encontrar profissionais com talento ou experiência para preencher as cotas femininas, ficariam sem rumo e perderiam produtividade. O PIB encolheria e o nível de emprego cairia.
BBC
Turid Solvang: 'As mulheres sempre estiveram lá'
Quase uma década depois da aprovação das cotas, as previsões de um cataclismo corporativo não se confirmaram. Há quem defenda até que as empresas norueguesas se tornaram mais competitivas - embora a afirmação seja controversa.
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No mínimo, há consenso que as coisas continuam mais ou menos como estavam antes das cotas, como concluiu um estudo da Confederação de Empresas Norueguesas (NHO na sigla em norueguês). E em meio a crise que varre a Europa, a economia da Noruega vai surpreendentemente bem - a estimativa é que o PIB do país cresça de 2,8% a 3% neste ano, mais que o brasileiro.
Foram essas constatações que não só fizeram a Noruega se tornar um exemplo para outros europeus na adoção de cotas para as mulheres no topo das empresas, mas também arrastaram o país para o centro de um acalorado debate sobre o papel que a União Europeia (UE) deve desempenhar no tema.
Outros países
No ano passado, a França, a Bélgica, a Holanda, a Itália e a Islândia aprovaram cotas femininas semelhantes, que variam de 33% a 40%. Na Espanha, uma lei foi aprovada em 2007 e as empresas do país tem até 2015 para se adaptarem.
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As regras gerais para a UE vêm sendo impulsionadas pela vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding, e preveem a imposição de cotas femininas nas empresas dos 27 membros do bloco. Ainda que um grupo de países liderado pela Grã-Bretanha prometa vetar a medida, alguns o fazem não por serem contra as cotas, mas, sim, por se oporem a regulação supranacional do tema.
No Brasil, um projeto de lei para criar cotas de 40% para mulheres no conselho de empresas públicas e listadas em bolsa foi proposto pela senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), mas o debate ainda é incipiente.
Para os que apeiam a medida, as cotas são uma forma de corrigir a falta de diversidade no topo das empresas e permitir às mulheres alcançarem postos de liderança mais rapidamente. Hoje, na Europa, enquanto a porcentagem de mulheres nas universidades e nas empresas já ronda os 50%, nos conselhos corporativos essa média é de apenas 12%.
No Brasil, o índice é de 7,7% para as companhias abertas segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, sendo ainda menor em algumas grandes empresas públicas.
Defesa
"Há cerca de um século as mulheres não podiam votar e, há algumas décadas, muitas não estudavam ou trabalhavam", lembra, em entrevista à BBC Brasil, a executiva norueguesa Marienne Johnsen, uma das mais fortes defensoras das cotas em seu país.
"Da mesma forma que hoje olhamos para esses anos e nos damos conta do quanto evoluímos, esperamos que no futuro nossas filhas e filhos olhem para o início deste século e pensem: 'Que bom que superamos essa época em que as mulheres eram excluídas dos postos de liderança'", afirma.
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Fundadora do grupo de investimentos X-lence Group, Johnsen já participava do conselho de diversas empresas antes da adoção das cotas, mas até o início dos anos 2000 não raro era a única mulher na sala.
"A diversidade tem ampliado as perspectivas e os ângulos dos quais os problemas são analisados", afirma. "Por que pensar que as melhores decisões para uma empresa seriam tomadas por um grupo de homens de 50 ou 60 anos que pensam igual?"
Outra enérgica defensora das cotas é a gerente do FMI, Christine Lagarde , que diz ter mudado de ideia sobre o tema porque os avanços nessa área, na sua opinião, estariam ocorrendo de forma muito lenta. “Eu sinceramente acredito que nunca deveria haver tanta testosterona em uma sala onde decisões importantes são tomadas”, afirmou, em uma entrevista ao Financial Times.
Recrutamento
Segundo Turid Solvang, diretora do Instituto de Diretores da Noruega, que promove boas práticas de gestão corporativa, as cotas forçaram os diretores das empresas a olharem para outros lugares na hora de recrutar para os conselhos.
"Houve uma profissionalização do recrutamento. As empresas tiveram de sair à caça de mulheres com qualificação e capacidade de liderança - e, ao fazerem isso, perceberam que, ao contrário das previsões iniciais, essas mulheres estavam lá", diz Solvang, incluída no conselho de um banco após a adoção da medida.
O próprio NHO criou, ainda em 2003, um programa para ajudar executivas e administradoras indicadas pelas companhias do país a desenvolverem seu potencial de liderança - o Female Future. Desde então, 1.321 executivas passaram pelo curso.
Mas isso não quer dizer que o NHO apoie as cotas. Como explica Kristina Hagen, assessora de Igualdade e Diversidade da organização, o NHO é contra o sistema "em princípio" por considerá-lo uma interferência indevida do governo na liberdade das empresas decidirem por quem serão dirigidas.
"Queríamos que governo trabalhasse com as empresas em vez de fazer uma imposição desse tipo", diz.
Críticas
Alguns críticos das cotas na Europa enfatizam que elas obrigam as companhias a se livrarem de conselheiros competentes e experientes. Para cada mulher que entra em um conselho como resultado da adoção do sistema, um executivo tem de ser dispensado.
"As cotas não são apenas desnecessárias, mas potencialmente perigosas e minam a igualdade que os grupos pró-cotas visam defender", escreveu em um artigo recente a executiva britânica Helena Morrissey, presidente da Newton Investment Management, mãe de nove filhos e criadora de uma organização que promove a inclusão de mulheres nos conselhos de empresas britânicas - sem imposições governamentais.
Outra crítica frequente é que elas acabam favorecendo um grupo pequeno de profissionais, contratadas para participar do conselho de muitas empresas simultaneamente. Na Noruega o grupo, do qual Johnsen faria parte, ficou conhecido como as "saias douradas".
"Mas meus colegas homens também acumulam - e sempre acumularam - assentos em diversos conselhos e nunca ouvi ninguém se referir a eles como "ternos dourados" ou coisa do gênero", afirma Johnsen.
Uma terceira crítica, lembrada por Hagen, diz respeito ao suposto efeito limitado das cotas no ambiente de trabalho das empresas.
Os conselhos são responsáveis pelas decisões estratégicas, mas não participam do dia a dia dos negócios - que fica sob responsabilidade dos cargos executivos. Muitos dos que apoiam as cotas acreditam que a presença de mulheres no "topo" ajuda a quebrar estereótipos e convencer o resto da pirâmide corporativa de que profissionais do sexo feminino podem ser boas líderes.
Mas ainda não há indícios de que o percentual de norueguesas esteja crescendo consideravelmente nos postos de gerência e direção executiva.
"Os resultados nessa área, de fato, ainda são modestos, mas é muito cedo para tirar conclusões", diz Mari Teigen, do Institute for Social Research em Oslo.
"Ao menos está claro que as previsões pessimistas de que não haveria mulheres capazes de assumir esses cargos não se concretizaram. Por isso, ao mesmo tempo em que a Europa começa a olhar para a Noruega em busca de respostas, aqui, esse já não é um tema que suscita grandes debates."

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Dom Orani Tempesta: ‘Cidadania é para todos'

Arcebispo do Rio celebra missa no Santa Marta e diz que as UPPs são importantes, mas que há mais a fazer para melhorar as condições de vida nas comunidades

Rio -  Para comemorar os 35 anos da Pastoral das Favelas, o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, 62 anos, comandou neste domingo à tarde uma missa na Capela Nossa Senhora das Graças, no morro Santa Marta, em Botafogo.

Em entrevista antes da celebração, Dom Orani fez questão de elogiar a iniciativa das UPPs, mas lembrou que o projeto do governo do estado não é o suficiente para melhorar as condições de vida nas comunidades.

“As UPPs são um passo importante, mas existem muitos outros. Seja na questão policial, mas também na questão social. É preciso se preocupar com tudo aquilo que os moradores de comunidade precisam para viver. Cidadania é para todos. São novos tempos, novas realidades, mas a preocupação com as pessoas é a mesma”, declarou Dom Orani.
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Dom Orani comemorou os 35 anos da Pastoral das Favelas no morro que recebeu a primeira UPP do Rio, em 2008. A última foi na Rocinha | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
A Capela Nossa Senhora das Graças tem capacidade para 50 pessoas sentadas, mas ontem havia muita gente em pé. Além de assistir à missa, os moradores foram ver um painel de fotos sobre os 35 anos da Pastoral.

“Esse trabalho da Pastoral começou com Dom Eugenio Sales, no Vidigal. Foi o primeiro momento que a Igreja se posicionou em favor daqueles que habitavam comunidades carentes. A intenção é estar junto com todos aqueles que moram em favelas. E agora, nesse novo momento de pacificação que nós vivemos, temos que levar esse projeto adiante. Temos preocupação de que o povo tenha tudo que é necessário: habitação, saúde, educação. É o direito de todos que residem na favela também”, falou o arcebispo.

Na missa, Dom Orani falou do “novo momento” que a cidade vive e aconselhou os moradores a se organizar para lutar por seus direitos.
Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
FNo sermão, Dom Orani aconselhou os moradores a se organizar | Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia
Missa na 1ª favela pacificada

A missa pelo aniversário da Pastoral foi realizada em uma favela que tem significado especial para a cidade. O Santa Marta foi a primeira comunidade a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), em dezembro de 2008. Nos últimos quatro anos, o governo do estado já instalou outras 28 UPPs. A última inaugurada foi a da Rocinha, na quinta-feira.

Último dia para inscrições para 15 mil vagas em cursos da Faetec

Rio -  Terminam nesta segunda-feira as inscrições para 15.913 vagas em cursos profissionalizantes gratuitos da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), promovidos em parceria com Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia do Rio.Os cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) já têm 41 mil inscritos e visam formar mão de obra qualificada para atender às exigências de instalações e manutenção das casas do programa do Governo Federal “Minha Casa Minha Vida”.
Os alunos aprenderão, ainda, como utilizar energia limpa e conceitos de educação ambiental e cidadania. Para o presidente da fundação, Elder Lugon, as oportunidades vieram em bom momento, já que o Rio de Janeiro está em pleno crescimento econômico.
Michel Luã participou de vários cursos profissionalizantes da Faetec e hoje trabalha em grande indústria | Foto: Divulgação
Michel Luã participou de vários cursos profissionalizantes da Faetec e hoje trabalha em grande indústria | Foto: Divulgação
“A necessidade de mão de obra em diversas áreas faz com que o trabalho da fundação mude a vida de milhares de pessoas, que passam a ter melhores perspectivas de emprego e renda. Quando viabilizamos esse ingresso no mercado de trabalho, contribuímos para o desenvolvimento econômico e social do Rio”, explica o presidente.
Michel Luã Silva Carneiro Gomes, 24 anos, já participou de diversos cursos técnicos da Faetec e hoje trabalha em uma grande indústria de fabricação de tintas. “Comecei a fazer técnicas em estocagem, depois operador de máquinas de materiais termoplásticos. Em seguida, fiz prova para polímeros e curso técnico de plásticos. Todos os cursos foram muito úteis. Assim que comecei, já recebi proposta de emprego para empresa de refrigerantes”, conta ele, que atualmente cursa o primeiro período da faculdade de química.
Segundo Michel, o que não falta é vaga para os estudantes do curso. “Há muita procura por mão de obra especializada”, diz ele.
COMO SE INSCREVER
Interessados podem se inscrever no www.faetec.rj.gov.br. Não é cobrada taxa de participação. É possível escolher até três opções de curso. As vagas serão preenchidas por sorteio. O resultado sai dia 26 deste mês. A matrícula dos selecionados deve ser feita até 2 de outubro na unidade de ensino escolhida.

Pelo menos 60% no País têm déficit de vitamina D

Pesquisadora da Universidade Federal Fluminense reuniu estudos publicados no Brasil e analisou panorama brasileiro

POR Bruno Trezena
Rio -  Num país em que o sol aparece em quase todos os dias do ano, pelo menos 60% da população têm deficiência de vitamina D, que é estimulada através da luz solar. A constatação foi feita em tese de mestrado da Universidade Federal Fluminense, que está sendo analisada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.
A autora do estudo é a nutricionista Vanessa Pereira Montera, que levantou uma série de pesquisas sobre a deficiência da vitamina no corpo de brasileiros. O mais recente foi feito por ela com amostras de sangue de pacientes idosos do Hospital Pró-Cardíaco.
Foto: O Dia
Arte: O Dia
A análise revelou que dois em cada três deles encontravam-se com a substância em baixa. “Entre esses pacientes analisados com deficiência severa foi encontrada uma média de 9,8 ng/ml com um valor mínimo de 3,5 ng/ml. O normal é de 32 ng/ml”, explica Vanessa Pereira.
RISCOS
A longo prazo, a falta de estímulo à vitamina D no corpo contribui para o desenvolvimento de doenças como câncer, doenças autoimunes, como artrite reumatóide, e até hipertensão. A nutricionista afirma que o melhor a fazer é tomar banhos de sol: “A rotina moderna impede que o indivíduo se exponha ao sol com qualidade”, diz.
A especialista orienta que é necessário de 10 a 20 minutos de banho de sol três vezes por semana. Para pessoas de pele mais clara, a absorção ocorre com mais facilidade.

Já as de pele negra precisam de até cinco vezes mais de tempo de exposição ao sol: “Estudo com noruegueses identificou alta quantidade de vitamina D pela facilidade deles reagirem à luz do sol. No Mediterrâneo, a taxa era menor, porque a pele mais escura os protegia”, conta.
Adultos, idosos e crianças
O médico José Fábio Lana diz que diversos estudos já identificam a deficiência da vitamina D em populações pelo mundo: “Há pesquisas que mostram que de 50% a 78% da população mundial apresentam menos de 30 ng/ml da forma ativa da vitamina no sangue, o que aumenta a ocorrência de doenças degenerativas”.
O problema é maior para idosos que, na comparação com jovens, teriam uma deficiência maior. “Eles são duas vezes mais propensos a ter esse déficit porque se privam da luz solar”, conta o especialista
Adolescentes e crianças também entram nas faixas de risco. “Um estudo recente feito com 136 adolescentes entre 16 e 20 anos mostrou que 60% deles tinham insuficiência. Com crianças, o estudo mostrou deficiência em até 46% delas”, informa.

Estudante de 15 anos que estaria desaparecida é vista fugindo com professor

Inglaterra -  Uma adolescente de 15 anos declarada desaparecida na sexta-feira O Reino Unido teria fugido para a França com um professor casado de 30 anos. As polícias britânica e francesa montaram uma operação de buscas para tentar localizar os dois.
Foto: Reprodução Intenet
Pai pediu para filha voltar para casa | Foto: Reprodução Intenet
Segundo a polícia do condado britânico de Sussex, ela teria sido vista cruzando o Canal da Mancha em uma balsa com o professor Jeremy Forrest, que leciona matemática na escola em que ela estuda. No sábado, o pai da menina fez pedidos para que a menina volte para casa.
Segundo a mídia britânica, o professor, que se casou no ano passado, havia postado um comentário em um blog em maio afirmando enfrentar um "dilema moral". "Há uma semana, tive de lidar com um certo dilema moral, tanto internamente quanto externamente", afirmou.
"E a questão predominante que isso me deixou foi: Como nós deveríamos definir o que é certo ou errado, aceitável ou inaceitável?", questionou. "Eu cheguei a algumas conclusões diferentes, principalmente, que nós realmente fazemos muitas coisas erradas, mas, no fim das contas, eu fiquei satisfeito com o fato de poder me olhar no espelho e saber que, por trás de tudo, você é uma pessoa boa e deveria confiar em seu próprio julgamento", concluiu.

Após derrota para Jon Jones, Vitor Belfort recebe o carinho de Joana Prado

Rio -  Vitor Belfort encontrou na família o lugar ideal para se recuperar da derrota para Jon Jones, no duelo do UFC 152.  Em seu Twitter pessoal, a esposa de Belfort, Joana Prado, postou uma foto do lutador ainda com os reflexos do combate do último sábado.

"Finalmente. Eu e meu amor", escreveu Joana no microblog.
Joana Prado posa para foto com o marido | Foto: Reprodução de Internet
Joana Prado posa para foto com o marido | Foto: Reprodução de Internet
Através da rede social, Joana ainda deixou uma sugestão. Ela pediu uma chance de revanche para o marido no octógono.

"Acho justo uma revanche entre Jon Jones e Vitor Belfort. O que acham?", disse.

Questionado sobre o futuro nos meio-pesados, Vitor considera viável vencer o Jon Jones e se mostrou disposto a novo desafio.

“É possível derrotá-lo, só precisamos encontrar um jeito”, destacou.

Jon Jones conquistou a quarta defesa consecutiva do cinturão da categoria ao vencer Vitor Belfort por finalização no quarto round . No entanto, admitiu que ficou perto da derrota no primeiro round, quando foi surpreendido pelo brasileiro com uma chave de braço.

O histórico de Jones agora no UFC aponta 17 vitórias em 18 lutas realizadas. A única derrota aconteceu em dezembro de 2009, quando foi desqualificado por cotovelada ilegal no combate contra o compatriota Matt Hamill.

Já Belfort vem de duas derrotas emblemáticas no octógono. Ele foi derrotado por Anderson Silva, pelos médios, em 2011, e novamente contra Jones no último sábado. Na ocasião, Spider o nocauteou ainda no primeiro round.