Com elevação de 1,94%, moeda tem a maior valorização diária desde dezembro de 2011
O DIA
Rio - O dólar não para de subir. Nesta quarta-feira, a moeda norte-americana disparou frente ao real e fechou em alta de 1,94%, valendo R$ 2,22. Foi a quarta sessão consecutiva de crescimento e a primeira vez que a divisa chegou a esse patamar em mais de quatro anos. Não houve intervenção do Banco Central no mercado.
Notícias dos Estados Unidos mexeram com mercados de todo o mundo
Foto: Divulgação
Também foi a maior alta diária desde dezembro de 2011. Nestes quatro últimos pregões, o dólar acumulou valorização de 4,08% sobre o real. A súbita alta ocorreu após o chefe do Federal Reserve — o Banco Central dos Estados Unidos —, Ben Bernanke, sinalizar que pode reduzir o programa de estímulo da autoridade monetária dos EUA ainda neste ano.
“Primeiro, o Fed trouxe projeções mais positivas e, depois, o Bernanke sinalizou que o Fed está se aproximando do momento de reduzir o estímulo”, disse o estrategista-chefe do banco WestLB, Luciano Rostagno. “Eu esperava que o Bernanke quisesse acalmar os ânimos do setor sobre a redução das compras, mas ele indicou que o mercado está no caminho certo”.
Analistas do sistema financeiro destacavam que a autoridade monetária brasileira pode adotar intervenções mais vigorosas, como leilões de dólares à vista ou a termo, ou mesmo o governo baixar mais medidas, como a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos externos de até um ano. BOLSA CAI 3,8% IBOVESPA DESPENCA
As declarações do dirigente do Fed também afetaram a Bolsa de Valores. Só que de forma negativa. O Ibovespa despencou após o discurso de Ben Bernanke e terminou em queda de 3,18%, aos 47.893 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 8,6 bilhões. PERDA DE SUPORTE
Dessa forma, o índice chega bem perto de perder o importante suporte dos 47.800 pontos. Caso perdido esse patamar, o Ibovespa deve derreter até os 43.500 pontos, de acordo Daniel Marques, analista técnico da Ativa Corretora. “A questão é que não para de sair dinheiro estrangeiro da bolsa. Desde meados de maio houve retirada de cerca de R$ 9 bilhões e o saldo negativo em junho já está em R$ 5,3 bilhões”. OGX CAI 15%
Os papéis da OGX, empresa de Eike Batista, foi a mais afetada. Os papéis lideraram as perdas ao despencar 15,22%, acumulando queda de 82,1% este ano. VALE E PETROBRAS
As ações preferenciais da Vale, por sua vez, recuaram 2,06% na sessão e os da Petrobras caíram 3,53%. FUGA DE RECURSOS
Desde meados de maio houve retirada de cerca de R$ 9 bilhões e o saldo negativo em junho já está em R$ 5,3 bilhões.
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