quinta-feira, 27 de junho de 2013

Liderada por Iniesta e Xavi, Espanha quer, mais uma vez, encantar a todos

Liderada por Iniesta e Xavi, Espanha quer, mais uma vez, encantar a todos

Espanha quer vencer Itália para ter vaga na final contra o Brasil

RICARDO NAPOLITANO
Fortaleza - O sistema de jogo pode até ter sido vaiado no Brasil — muito por conta da implicância dos torcedores adversários. Mas a verdade é que, desde 2008, o tic-tac da Espanha encanta o mundo. Invicta há 28 jogos oficiais (recorde batido domingo, após os 3 a 0 na Nigéria), a Fúria parece indecifrável para os rivais, com uma coletividade que os assusta. A ponto de os astros do time, Iniesta e Xavi, abrirem mão de fazer gols para comandar o ‘carrossel de La Roja’.
Iniesta é um dos craques da Fúria
Foto:  André Mourão / Agência O Dia
Com característica de manter a posse de bola, a Espanha, só nos três jogos da primeira fase da Copa das Confederações, já deu 2.160 passes com incrível aproveitamento de 86%. Aliás, ao contrário de coletivos e treinos táticos, a troca intensa de passes e velocidade na movimentação são sempre trabalhadas nos treinos. As atividades começam com as famosas 'rodas de bobo' e depois passam para o treino onde cada atleta só pode dar dois toques na bola.
Curiosamente, Iniesta e Xavi ainda não balançaram a rede na competição. Entretanto, ciente de que eles são os grandes passadores do time (218 e 194 toques, respectivamente), os adversários reconhecem o perigo que a dupla, responsável pelo pleno funcionamento do tic-tac espanhol, representa.
“São os dois melhores jogadores do mundo. A visão de jogo e simplicidade no passe que Iniesta e Xavi possuem dificilmente a gente encontra”, elogia o apoiador da seleção da Itália, Marchisio.
Invicta desde junho de 2010, a Espanha também sabe a importância da dupla para o seu sistema.
“Temos muita qualidade, mas contar com o talento de Iniesta e Xavi também nos ajuda muito. São jogadores com espírito coletivo, que fazem o time andar e que querem ajudar seus amigos”, elogiou o técnico Vicente del Bosque.
Perguntado se tinha medo de que seu sistema vitorioso fosse, enfim, decifrado, o comandante minimizou:
“A gente não segue uma receita. Acho que o nosso sucesso tem muito a ver com a boa relação do time e, mesmo depois de tantos títulos, continuarmos com o espírito competitivo”, disse Del Bosque.


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