Protestos de rua acabam em confronto na Grécia
Assassinato de rapper por neonazista acirra as tensões no país, mergulhado em crise social desde 2010. A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar ativistas
Grécia - Manifestações em duas das principais cidades da Grécia ontem terminaram em confronto com a polícia e destruição. Os protestos, contra as medidas de austeridade do governo, se acirraram após a morte, terça-feira, do rapper Pavlos Fyssas, por grupo de neonazistas. Cerca de 20 mil funcionários públicos participaram de passeatas na capital Atenas e em Salônica. A polícia usou jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes que reagiram atirando bombas caseiras e pedras contra os agentes.
Os gregos voltaram às ruas no dia em que parlamentares se preparavam para aprovar cortes orçamentários e reformas trabalhistas. O confronto com a polícia começou quando ativistas tentaram entrar no Parlamento.
Além do descontentamento com as medidas econômicas, a morte do rapper causou revolta. Militante de uma organização de extrema-esquerda, o rapaz foi esfaqueado por um integrante do partido neonazista Amanhecer Dourado. O suspeito, detido com uma faca, admitiu o homicídio e reconheceu pertencer ao partido político.
O rapper foi esfaqueado durante uma briga no bairro de periferia de Keratsini, a oeste de Atenas. Ele chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos.
O porta-voz do governo, Simos Kedikoglou, denunciou o crime, assim como os principais partidos políticos, enquanto o Amanhecer Dourado negou envolvimento e denunciou uma exploração política do caso. A violência fascista já tinha feito vítimas na semana passada, com vários feridos graves num ataque que envolveu um grupo de 50 membros da Aurora Dourada.
Os gregos voltaram às ruas no dia em que parlamentares se preparavam para aprovar cortes orçamentários e reformas trabalhistas. O confronto com a polícia começou quando ativistas tentaram entrar no Parlamento.
Além do descontentamento com as medidas econômicas, a morte do rapper causou revolta. Militante de uma organização de extrema-esquerda, o rapaz foi esfaqueado por um integrante do partido neonazista Amanhecer Dourado. O suspeito, detido com uma faca, admitiu o homicídio e reconheceu pertencer ao partido político.
O rapper foi esfaqueado durante uma briga no bairro de periferia de Keratsini, a oeste de Atenas. Ele chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos.
O porta-voz do governo, Simos Kedikoglou, denunciou o crime, assim como os principais partidos políticos, enquanto o Amanhecer Dourado negou envolvimento e denunciou uma exploração política do caso. A violência fascista já tinha feito vítimas na semana passada, com vários feridos graves num ataque que envolveu um grupo de 50 membros da Aurora Dourada.
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