As Caras do Rio: O rei carioca do baião
POR CRISTINE GERK
Zé da Onça é um dos fundadores da Feira de São Cristóvão | Foto: João Laet / Agência O Dia
O músico foi tocar na rua Siqueira Campos, em Copacabana, e começou a ganhar com sua arte. “Não tocava nada, mas naquele tempo quem assobiava era artista. Fui parar na feira, lá no campo de São Cristóvão, em 1972. Só tinha oito barracas. Vi muitos nordestinos descerem todos empoeirados e sujos dos paus-de-arara”, lembra.
Os teclados da sanfona de Zé da Onça agregaram outros membros da família, hoje conhecidos como Sua Gente. “Graças à minha sanfona fui para Itália, Paris, Caracas, Holanda. Consegui quase tudo que eu quis na vida, ainda falta um pouco, porque eu quero sempre mais. Só saio da feira de São Cristóvão quando eu morrer”.
1 - ONDE POSSO SABER MAIS SOBRE O ZÉ DA ONÇA?
Ele é um dos personagens do livro A Arte da Feira, de Gilberto Teixeira, que fala sobre os ícones de São Cristóvão.
2 - QUANDO ELE SE APRESENTA?
Todo sábado, das 14h às 16h, na feira. Paga-se R$ 3 para entrar, e há lojas, restaurantes e atrações típicas. Fica no Campo de São Cristóvão.
3 - QUEM É A SUA GENTE, QUE TOCA COM ELE?
Seus dois filhos, Ivone Amaral, voz e triângulo, e Aluizio Amaral, na sanfona. Mas ainda tem espaço para a zabumba de Zé Buchudo.
4 - QUANDO SURGIU A FEIRA?
Data de 1945 o início dos primeiros movimentos que deram origem à feira, que ficou ao redor do Campo de São Cristóvão por 58 anos.
5 - E HOJE?
Em 2003, o antigo pavilhão foi reformado pela Prefeitura do Rio e transformado no Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Recebe muitos turistas.
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