domingo, 2 de junho de 2013

Irmãs gêmeas que apostaram em carreira juntas garantem nem pensar em se separar

Irmãs gêmeas que apostaram em carreira juntas garantem nem pensar em se separar

As gêmeas do nado Bia e Branca Feres, por exemplo, não se desgrudam

CARMEN LUCIA
Rio - Elas passam nove meses juntinhas dentro de uma barriga apertada, geralmente dividem a mesma casa, a mesma turma na escola e, às vezes, o mesmo quarto. Passam a vida sendo confundidas uma com a outra e, quando têm a oportunidade de ir para lados opostos, resolvem continuar juntas. Essa é a realidade das gêmeas, Bia e Branca, Pepê e Neném, Monique e Michelle, Suzana e Suzane, entre tantas outras.
Bia e Branca Feres não se desgrudam
Foto:  Divulgação

“Nossas vidas estão seguindo o mesmo caminho”, afirmam as louras que ganharam o Brasil com o nado sincronizado. Sem ter ideia de como é trabalhar sozinha, Branca, que atualmente comanda o programa ‘Deu Olé’, na Record, ao lado da irmã, não consegue pensar em como seria sua carreira, sem dividi-la com sua gêmea. “Não posso nem imaginar, o que podemos dizer é que estamos muito felizes assim”, garante.
Quem também partilha desse sentimento são as cantoras Pepê e Neném. Morando no mesmo apartamento que a irmã, Neném diz que esse fato não vai mudar nem quando elas se casarem. “A gente não consegue se ver uma sem a outra. No futuro, mesmo quando casarmos, continuaremos na mesma casa. Se não der certo, podemos morar em casas separadas, mas tem que ser perto”. Essa parceria foi fundamental quando a dupla enfrentou o drama de quase perder o apartamento onde mora, por falta de pagamento. “Ter a Neném perto de mim naquele momento me deu tranquilidade, pois ela faz parte de mim”, declara Pepê.
E quem já provou o gosto de brilhar sozinha garante que a sensação não é das melhores. É o caso das baianas Suzana e Suzane. “Como modelos, já fizemos muitos trabalhos separadas, mas gostamos é de fotografar juntas. E as pessoas reclamam quando só uma aparece nas fotos”, jura Suzane, que desfilou com a irmã na primeira edição de 2013 do Fashion Rio.
Monique e Michelle, jogadoras de vôlei, também já tiveram o seu momento independente. Há três anos, elas jogavam em equipes diferentes e chegaram a se enfrentar em partidas. “É difícil jogar contra a Michelle. Quando entro em quadra, eu quero a vitória, mesmo torcendo pelo sucesso dela”, disse Monique, na época, ao site da Confederação de Vôlei.
Para o psicanalista Fernando Scarpa, o desejo que as irmãs gêmeas sentem de seguirem juntas é explicado pelo elo que elas constituem desde o nascimento. “A grande fantasia humana é encontrar sua alma gêmea. Procuramos por isso a vida toda. Quem tem um gêmeo encontra antes de nascer. É um laço impossível de ser cortado”, analisa o especialista, que ainda cita um risco para quem escolhe seguir a vida sempre ‘a dois’. “A pessoa pode não se sentir segura para enfrentar os desafios sozinha”.


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