Células que matam HIV podem impedir a Aids
Estudo da Fiocruz indica que ação natural pode barrar a multiplicação dos vírus
Rio -
Um grupo de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deu mais
um passo na busca por uma cura ao vírus da Aids. O estudo, feito em
2011, traçou a possibilidade de se criar uma vacina com células humanas
que atacam naturalmente outras infectadas com vírus. A publicação foi
destaque na última edição da revista Nature.
A ideia por trás do estudo partiu do uso do linfócito T CD8, que
reconhece e elimina organismos estranhos no corpo, como os vírus. A cada
300 pessoas contaminadas com Aids no mundo, ao menos uma possuía
capacidade rara de forçar a célula T CD8 a eliminar um grupo específico
de células com o vírus.
O médico David Watkins, da Universidade de Miami, confirmou o estudo da Fiocruz usando macacos que reagiram da mesma forma que humanos. “Conseguimos fazer que alguns animais que receberam indutores de produção do linfócito T CD8 tenham reduzido a multiplicação do vírus”, explica.
Na prática, os pesquisadores se aproximaram de uma solução que pode vir desse tipo de células “matadoras”, na estratégia de conter a multiplicação da Aids dentro do corpo humano. “É uma nova abordagem dentro dos estudos contra o vírus HIV”, conclui David Watkins.
Foto: O Dia
O médico David Watkins, da Universidade de Miami, confirmou o estudo da Fiocruz usando macacos que reagiram da mesma forma que humanos. “Conseguimos fazer que alguns animais que receberam indutores de produção do linfócito T CD8 tenham reduzido a multiplicação do vírus”, explica.
Na prática, os pesquisadores se aproximaram de uma solução que pode vir desse tipo de células “matadoras”, na estratégia de conter a multiplicação da Aids dentro do corpo humano. “É uma nova abordagem dentro dos estudos contra o vírus HIV”, conclui David Watkins.
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