MP pede prisão preventiva do pastor Marcos Pereira e Marcinho VP
Traficantes liderados por Bruno Eduardo da Silva Procópio atacaram a sede da ONG AfroReggae
Segundo o promotor Alexandre Murilo Graça, a associação dos denunciados para o tráfico de drogas começou em 1993, época em que Marcos Pereira fazia trabalho de evangelização em presídios, delegacias e comunidades dominadas pelo tráfico. Paralelamente, Márcio Nepomuceno começava a crescer na estrutura do “Comando Vermelho”, organização da qual é hoje um dos principais chefes.
No início, Marcos agia como “pombo correio”, levando ordens de chefes do tráfico que estavam presos para as comunidades onde atuavam, aproveitando-se do fato de ter acesso aos presos como pastor. Nas comunidades – principalmente nos complexos do Alemão e da Penha – outros religiosos eram ameaçados e impedidos de realizar seus cultos, o que fortalecia a igreja do pastor.
Templo como esconderijo para traficantes
A Promotoria acusa o pastor de utilizar os templos da igreja como esconderijo para traficantes e paiol para armas da organização criminosa. Além disso, “sob o manto de estar fazendo um serviço de ressocialização de criminosos”, convencia fiéis a esconder traficantes e a depor a seu favor.
“Na verdade, os traficantes participavam da simulação e os viciados recebiam drogas e dinheiro do próprio Marcos para participarem da encenação”, diz a Promotoria.
Depoimentos colhidos pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) revelaram que diversas rebeliões no sistema penitenciário – como a que ocorreu em 31 de maio de 2004, na Casa de Custódia de Benfica, na qual foram assassinados diversos integrantes da facção rival “Terceiro Comando” – eram usadas para fortalecer o poder do pastor e sua projeção na mídia. “Além da teatralização da ‘rendição’, Marcos tinha incumbência de relatar o que estava acontecendo do lado de fora (dizer quais os planos das autoridades) e repassar ordens para os membros da quadrilha que não estavam presos”, destaca um trecho da denúncia.
Pastor levava ordem dos traficantes às comunidades
Em razão da prisão do pastor Marcos, traficantes liderados por Bruno Eduardo da Silva Procópio atacaram a sede da ONG AfroReggae, como represália, com a autorização de Luiz Fernando da Costa, a pedido de Márcio dos Santos Nepomuceno. A ação foi encaminhada à 43ª Vara Criminal da capital.
Notícias Relacionadas



Nenhum comentário:
Postar um comentário